A Vingança da Perfumista Exilada
Quatro anos atrás, em uma noite de tempestade implacável, Balthazar Albuquerque não foi apenas um marido cego; ele foi um monstro. Movido por uma paranoia doentia e provas forjadas de traição, o dono do império de luxo mais poderoso do Brasil arrastou Fiorella pelos cabelos e a jogou descalça no asfalto quente de São Paulo.
"Suma com esse maldito bastardo da minha frente antes que eu mesmo acabe com ele", foi o veredito final do homem que ela tanto amava.
Sangrando e sem eira nem beira, Fiorella enterrou seu amor-próprio ali mesmo, na sarjeta, e jurou que o Albuquerque provaria do próprio veneno.
Quatro anos depois, o inferno congelou. A garota assustada morreu. Em seu lugar, no topo do mercado europeu, reina Fiora — uma deusa da perfumaria internacional, fria, intocável e bilionária. Ao seu lado, está Dante, um garoto de quatro anos com a mesma mente calculista e os temíveis olhos azul-escuro do homem que os baniu.
Com o conglomerado à beira da ruína por conta de uma traição interna, Balthazar se vê forçado a rastejar para conseguir uma audiência com a lendária Fiora. Mas quando ele finalmente a encurrala em uma suíte luxuosa, o titã de São Paulo é esmagado pela realidade: a mulher que ele destruiu agora o olha com absoluto nojo, e o garoto ao lado dela é a sua cópia exata.
Quando a verdade sobre o passado é rasgada e a inocência de Fiorella vem à tona, a sanidade de Balthazar quebra em mil pedaços. O homem que nunca chorou agora esmurra as paredes até sangrar, implorando para ser o cão de guarda dela. Mas Fiora apenas ajusta seu salto agulha, pisa sobre os dedos trêmulos do ex-marido e avisa:
"Quem te deu permissão para olhar para o meu filho, Balthazar? Esqueça que você tem um coração, porque eu vou arrancar o resto dele."
Moderno|Romance14.6 mil palavras
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