localização atual: Novela Mágica Moderno A Promessa Esquecida sob a Neve Capítulo 6

《A Promessa Esquecida sob a Neve》Capítulo 6

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As lágrimas de Alice brotaram instantaneamente.

A maquiagem borrou, e o delineador escorreu pelo canto dos olhos.

Ela nunca tinha visto Lucas daquela maneira.

Aquele homem, sempre gentil e contido, estava agora com os olhos vermelhos, como uma fera acuada e desesperada.

No segundo seguinte, o olhar de Lucas passou por ela.

Pousou na mesa principal.

O pai dele estava sentado ali, segurando uma xícara de chá, com uma expressão inalterada. Como se estivesse assistindo a uma farsa que não lhe dizia respeito.

Alguma corda na cabeça de Lucas se rompeu.

Ele se virou e caminhou em direção à mesa principal.

Os convidados abriram caminho automaticamente. Alice chamou por seu nome atrás dele, tropeçou no salto alto e quase caiu.

Ele parou diante do pai.

Deu um soco na mesa.

A xícara saltou e caiu no chão, estilhaçando a porcelana por toda parte.

"Pai, como você pôde fazer isso? Você sabia o quanto eu gostava dela..."

No entanto, o pai apenas disse calmamente: "Lucas, ela só iria te atrasar. Eu limpei o caminho para você."

Falou de forma tão pomposa.

Era claramente apenas para satisfazer seus próprios desejos pervertidos.

Dormir com a namorada do filho; quanto mais violava a moral e a ética, mais excitado ele ficava.

Foi assim que sua mãe se divorciou do pai no passado, porque ele se envolveu com a tia da própria esposa.

Os olhos de Lucas estavam vermelhos, sua voz rouca e irreconhecível.

"Pai, como eu pude ter um pai como você? Como você pôde ser um animal desses..."

O pai não respondeu diretamente, apenas o lembrou.

"Lucas, hoje é o seu casamento! Os pais da Alice ainda estão aqui, não faça cena!"

Os convidados se entreolhavam.

Lucas, porém, disse friamente ao pai.

"Eu não tenho um pai como você, e não vou me casar com uma mulher tão cruel."

"Eu prepararei os papéis do divórcio."

Dito isso, ele se virou para sair.

Agora, ele só queria encontrar Lívia, queria explicar claramente todo o passado.

As lágrimas de Alice caíram como pérolas; ela segurou a mão de Lucas, engasgando: "Lucas, me escuta. O papai não a machucou de verdade, naquela hora a mamãe entrou..."

"Lucas, eu só te amo demais, por favor, vamos terminar a cerimônia..."

O olhar frio de Lucas pousou sobre Alice.

Ele a observou friamente e, no fundo dos olhos dela, não encontrou um pingo de culpa.

Ele apenas avisou com voz gélida: "Alice, instigar alguém ao suicídio é crime."

"Vou entregar isso aos advogados e à polícia; você pagará pelo que fez."

Ele arrancou a flor da lapela do terno de noivo, que já estava torta, e jogou no chão.

Em seguida, atravessou os convidados e saiu, empurrando a porta.

Alguém chamou seu nome atrás dele, alguns perseguiram por alguns passos e pararam. Alice desabou no chão, seu vestido de noiva branco espalhado por toda parte.

Lá fora, não se sabia quando, começou a chover.

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Uma chuva tão forte quanto a de um mês atrás.

Lucas ficou na chuva, seu terno encharcado em um instante.

Ele estava desolado e triste. O que ele tinha feito com Lívia?

Ele, que na verdade fora quem mais a machucou, achava que era a vítima.

Como ele pôde não acreditar nela? Naquela época, se ele tivesse perguntado mais, investigado, talvez tivesse descoberto.

Mas por que...

Ele não o fez.

Ele a abandonou no momento em que ela estava mais triste e sofrendo.

Ele escondeu o rosto nas palmas das mãos.

A chuva escorria entre seus dedos. Não dava para distinguir se era chuva ou outra coisa.

Ele procurou pelo número dela.

Ligou.

Esta ligação deveria ter sido feita cinco anos atrás.

Quando ela foi injustamente acusada de traição, quando Clarinha ficou gravemente doente, nos incontáveis momentos em que ela precisou dele, ele deveria ter ligado.

A ligação foi atendida por uma voz feminina gentil.

Capítulo 10

"Olá, com quem deseja falar?"

Não era a voz de Lívia.

"Estou procurando Lívia..."

A moça do outro lado da linha disse surpresa: "Acho que ligou errado, não a conheço..."

Ela tinha mudado o número.

Lucas ficou agachado na chuva por muito tempo.

O terno molhado colava em seu corpo.

A gravata estava torta para um lado.

A flor da lapela foi pisada por ele, com as pétalas esmagadas na lama.

Ele se apoiou na parede, procurou o número de Beto e ligou.

O telefone tocou várias vezes antes de ser atendido.

"Dr. Lucas." A voz de Beto era indiferente, "O que deseja?"

"Para onde Lívia foi?"

"Você acha que eu vou te dizer?"

"Beto." Lucas apertou o celular, sua voz rouca além da conta, "Eu te imploro."

O silêncio reinou do outro lado por alguns segundos.

Seguido por um questionamento furioso.

"Lucas, como você tem cara de pau de procurá-la?"

"Você sabe como ela passou esses anos? Bebendo pelos outros para ganhar dinheiro, desmaiando com hemorragia estomacal e indo para o hospital, para no dia seguinte tomar soro e continuar bebendo."

"Ela já vivia uma vida amarga, e você? Seu pai quase tirou a pureza dela, e você se casou com a principal responsável."

Lucas apertou o celular com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.

Engasgado, disse: "Eu não sabia, eu realmente não sabia..."

Ele se casou com Alice porque achava que não era mais Lívia, que casar com qualquer uma seria igual.

Apenas conveniente, nada mais.

Ele disse palavra por palavra, com o coração doendo.

"Por que ela não me contou..."

"Contar para você?"

Beto o interrompeu, sua voz subitamente tornando-se calma.

"E depois? Você iria brigar com seu pai? E então? Romperia relações com ele?"

"Ela engoliu tudo isso apenas para não te deixar triste. Para que, ao ver o rosto do seu pai, você não se lembrasse das atrocidades que ele cometeu."

Lucas abriu a boca, mas não conseguiu pronunciar uma palavra.

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"Você não estava lá quando ela perdeu o pai. Você não estava lá quando a irmã dela pulou do prédio. Você também não estava lá quando ela estava na sala de emergência com hemorragia estomacal."

"Lucas, se você realmente sente um pingo de culpa por ela, deixe-a em paz."

A ligação foi encerrada.

Lucas ficou ali na chuva, segurando o celular.

Do outro lado da rua, um telão LED exibia o novo MV de Alice, cantando "Conhecer você foi o acidente mais lindo".

Ele se agachou e enterrou o rosto nos joelhos.

A chuva batia na nuca, um frio cortante.

No dia seguinte, ele foi ao quarto onde Clarinha esteve internada.

A cama já tinha uma nova paciente.

Um garotinho estava deitado brincando com o celular, enquanto sua mãe descascava uma maçã ao lado.

Ninguém se lembrava de que ali viveu uma menina de catorze anos que, abraçada ao seu velho ursinho de pelúcia, disse à irmã: — O desejo de Clarinha também é que você seja saudável e feliz.

Lucas ficou parado no corredor por muito tempo.

A enfermeira o reconheceu e perguntou cautelosamente: "Dr. Lucas, a quem procura?"

Ele abriu a boca e descobriu que não conseguia responder.

Procurar Lívia? Ela se foi.

Procurar Clarinha? Ela morreu.

Procurar a si mesmo, que deveria estar ao lado dela nos momentos mais difíceis, mas não esteve?

Ele não conseguia nem encontrar a si mesmo.

Ele se virou e saiu.

Ao chegar à entrada do hospital, viu Song Ci encostado na porta do carro, com um cigarro na mão.

Song Ci o viu, apagou o cigarro e o examinou de cima a baixo.

"Lucas, e então? Como é essa sensação?"

Lucas não respondeu ao sarcasmo e seguiu em frente.

Song Ci, porém, o chamou de volta.

Com um sorriso no canto dos lábios: "Lucas, na verdade, nunca me senti tão satisfeito ao te ver nesse estado."

"Então, sendo sincero, adoraria te ver tentando reconquistar sua mulher e falhar miseravelmente."

"Eu sei onde ela está."

Lucas ergueu os olhos repentinamente.

Song Ci sorriu, caminhou passo a passo em sua direção e sussurrou em seu ouvido.

"Dr. Lucas, se você se ajoelhar e me implorar, eu te direi onde ela está."

Capítulo 11

Ele congelou no lugar.

O homem encostado na porta do carro exibia um sorriso no canto dos lábios.

Era um sorriso leve, fraco, mas sem um pingo de temperatura no fundo dos olhos.

"O quê? O médico não tem nem esse pouquinho de sinceridade?"

Ele cerrou os punhos e depois os relaxou.

Lembrou-se do que o outro havia dito.

Lembrou-se dela, ao longo desses cinco anos, virando copo após copo de bebida alcoólica. Lembrou-se dela caída na porta do necrotério com hemorragia estomacal. Lembrou-se dela dizendo — não conte a ele, ele está prestes a se casar.

Seus joelhos cederam, e ele se ajoelhou.

O chão de cimento era gélido, e a água da chuva espirrou, molhando suas calças.

O sorriso no rosto do outro vacilou por um instante enquanto ele olhava para o homem ajoelhado à sua frente.

"Você realmente se ajoelhou."

"Me conte." Ele ergueu a cabeça, com a água da chuva escorrendo pelo maxilar, "Onde ela está?"

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