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《Domando o Rival: O Alfa Imperfeito》Capítulo 12

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Capítulo 12: A Gaiola sem Tranca

A poeira da batalha na refinaria finalmente assentara, deixando o submundo da América Latina em um silêncio reverente diante dos novos lordes do Rio.

Três semanas após a execução de Dmitry e a queda dos rebeldes, as facções rivais dobraram os joelhos perante a nova ordem.

Os impérios de tráfico de armas dos Voronov e a rede de tecnologia e inteligência dos Castro fundiram-se sob um único comando indivisível.

Na suíte da mansão no Alto da Boa Vista, a iluminação suave da noite carioca atravessava as grandes janelas de vidro blindado.

Alexis ajustava as abotoaduras de prata de seu smoking preto feito sob medida, observando seu próprio reflexo no espelho alto.

A Doutora Helena Rossi aguardava ao lado do leito, segurando uma maleta cirúrgica contendo os equipamentos de remoção de tecido glandular.

"Esta é a sua última oportunidade para agendar o procedimento de laser, Alexis," disse Helena, mantendo a voz profissional e calma. "O tecido da marcação ainda pode ser removido sem deixar cicatrizes profundas na sua nuca."

Alexis levou a mão até a curva do pescoço, sentindo a leve elevação da pele onde os dentes de Leonardo haviam gravado sua assinatura.

Através da ponte empática que ainda pulsava suavemente em seu sangue, ele pôde sentir a presença de Leonardo aproximando-se do quarto.

"Guarde seus bisturis, Helena," respondeu Alexis, sem desviar os olhos do espelho. "Essa marca não é um símbolo da minha derrota."

"É uma escolha peculiar para alguém que jurou matar o dono dessa marca por cinco anos," comentou a médica Beta, fechando a maleta com um estalo.

"As regras do jogo mudaram, Dra. Rossi," declarou Alexis, abrindo um sorriso discreto e perigoso enquanto ajeitava o colarinho. "Agora a marca serve apenas para lembrar a Leonardo a quem ele pertence."

Helena assentiu em silêncio e retirou-se do quarto, cruzando com Leonardo na porta no momento em que o Alpha dominante entrava.

Leonardo vestia um terno escuro impecável, com os cabelos pretos alinhados e os olhos âmbar brilhando com uma intensidade calma.

"Ela tentou te convencer a usar o bisturi de novo?" perguntou Leonardo, parando a poucos passos de distância do seu eterno rival.

"Ela estava apenas fazendo o trabalho dela, Castro," respondeu Alexis, virando-se devagar para encarar o homem que dividia sua cama e seu império.

Leonardo caminhou até ele, estendendo a mão para deslizar os dedos longos pela nuca de Alexis, sentindo o calor constante da pele marcada.

A reação dos feromônios foi imediata, e o aroma de rosa gélida envolveu o perfume de madeira e pólvora em uma dança harmoniosa.

Não havia mais a rejeição biológica do passado, nem a humilhação do cativeiro; restava apenas a aceitação de dois iguais.

"Os representantes dos cartéis da Colômbia e do México já estão reunidos no salão principal," anunciou Leonardo, mantendo o olhar fixo no dele.

"Eles já entenderam quem dá as ordens nesta cidade a partir de hoje?" questionou Alexis, arqueando uma sobrancelha com deboche elegante.

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"Mateo garantiu que todos lessem o novo tratado antes de servirem o champanhe," respondeu Leonardo, com um sorriso satisfeito. "Eles sabem que o Rio de Janeiro não tem mais um único chefe, mas dois reis."

Alexis aproximou-se um pouco mais, ajustando a gravata borboleta de seda preta no pescoço de Leonardo com dedos firmes e tranquilos.

"Dois reis que reescreveram as leis deste submundo," murmurou Alexis, sentindo a respiração quente de Leonardo roçar seus lábios.

Eles caminharam juntos em direção à grande varanda panorâmica da mansão, que se projetava sobre a floresta com vista direta para a cidade.

Lá embaixo, as luzes do Rio de Janeiro brilhavam como um mar de diamantes, sob o olhar silencioso e imponente do Cristo Redentor.

A brisa suave da noite praiana trazia o cheiro do oceano, refrescando a pele aquecida pelo contato constante dos dois corpos.

A tranca da gaiola criada no início daquela jornada havia sido destruída, não pela fuga, mas pela conquista mútua da liberdade.

Eles não eram mais carcereiro e prisioneiro, tampouco Alpha dominante e Omega submisso nos moldes tradicionais da sociedade biológica.

Eram dois guerreiros de elite que encontraram no outro o único oponente digno de compartilhar a glória, o poder e a própria alma.

"Você se lembra de quando me prendeu nesta mesma varanda com algemas de titânio?" perguntou Alexis, apoiando os braços no parapeito de mármore.

"Eu lembro que você usou um cacho de vidro para rasgar o meu rosto naquela mesma noite," disse Leonardo, tocando a cicatriz sutil em sua bochecha.

"Você mereceu cada centímetro daquele corte," respondeu Alexis, soltando uma risada baixa e aveludada que ecoou na noite serena.

"Talvez," admitiu Leonardo, aproximando-se por trás para envolver a cintura de Alexis com seus braços fortes e protetores. "Mas aquele corte foi o preço mais barato que já paguei para ter você ao meu lado."

Alexis não se afastou do abraço; em vez disso, inclinou a cabeça para trás, repousando-a confortavelmente no ombro largo de Leonardo.

A ponte de feromônios vibrou entre eles em uma frequência perfeita, espalhando uma onda de alívio e satisfação profunda por ambos.

"Nossos inimigos pensaram que a minha mutação seria a minha fraqueza," comentou Alexis, contemplando as luzes da baía de Guanabara.

"Eles esqueceram que um predador continua sendo um predador, não importa qual seja a sua biologia," completou Leonardo, beijando a curva do seu pescoço.

Com um movimento rápido e cheio de autoridade, Alexis girou no abraço de Leonardo, segurando o Alpha pela gravata de seda preta.

Ele puxou Leonardo para baixo com força, reduzindo a distância entre seus rostos até que suas respirações se tornassem uma só.

Os olhos azuis de Alexis brilharam com uma luz desafiadora e profundamente apaixonada sob o luar que banhava a varanda.

"Você é meu, Leonardo Castro," declarou Alexis, com a voz firme carregada de uma promessa eterna que nenhum tratado poderia quebrar.

"Eu sempre fui seu, Alexis Voronov," respondeu Leonardo, rendendo-se de bom grado ao domínio do homem que um dia jurou destruir.

Alexis selou a declaração cravando seus lábios nos de Leonardo em um beijo profundo, quente e saturado de paixão dominante.

O beijo não carregava mais o sabor do desespero ou da raiva dos dias de cativeiro, mas a doçura perigosa da vitória compartilhada.

As línguas se buscaram em um ritmo lento e cadenciado, enquanto as mãos de Leonardo apertavam a cintura de Alexis contra o seu peito.

Lá embaixo, os aplausos e os brindes dos chefes da máfia no salão principal marcavam o início de uma nova era para a América Latina.

Porém, ali em cima, sob as estrelas do Rio de Janeiro, o único mundo que importava era aquele construído no toque daqueles dois homens.

A sociedade ABO tentara enquadrá-los em papéis pré-determinados, mas eles provaram que o poder verdadeiro residia na vontade indomável.

Leonardo abraçou a cintura de Alexis com ainda mais força, unindo os olhos dourados aos azuis sob a brisa fresca e suave da noite.

O império da paixão e do sangue estava finalmente consolidado, abrigado em uma gaiola sem trancas, onde ambos escolheram permanecer para sempre.

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