localização atual: Novela Mágica Moderno O Último Suspiro do Amor Capítulo 13

《O Último Suspiro do Amor》Capítulo 13

PUBLICIDADE

No trem de volta, encostei-me na janela e fiquei em silêncio o tempo todo.

Ele olhava para fora e também não disse nada.

Os campos e vilarejos lá fora passavam voando, mudando de verde para cinza e de cinza para preto.

Depois de atravessar alguns túneis, meus ouvidos zumbiram.

Sua mão estava apoiada no assento entre nós, com o dorso para cima e os dedos levemente abertos.

Olhei para aquela mão por um longo tempo.

Seus dedos eram longos, com articulações marcadas, e as unhas bem cuidadas.

O dedo anelar estava vazio, sem nada.

Havia uma cicatriz superficial no dorso da mão, que não sei quando foi feita.

Coloquei minha própria mão sobre os joelhos, sem me mexer.

O trem atravessou outro túnel; lá fora estava tudo escuro, e o vidro refletia nossos rostos — dois rostos exaustos, muito próximos, mas ao mesmo tempo tão distantes.

Não coloquei minha mão sobre a dele.

Mas também não a retirei.

Ela ficou ali, no joelho, a menos de um palmo de distância da mão dele.

Durante toda a viagem, não falamos e não nos tocamos.

Mas aquele vão entre nós parecia ter diminuído um pouco.

Capítulo 24

Depois que voltei da cidade natal, mudei muito.

Comecei a dizer "obrigada" a ele.

Obrigada pelo café da manhã, obrigada por lavar minhas roupas, obrigada por me cobrir com a colcha no meio da noite.

Por dizer tanto, ele acabou não se acostumando.

Certa vez, quando disse obrigada, ele ficou atônito, franziu a testa e disse: "Você não precisa me agradecer".

Comecei a servir-lhe um copo de água espontaneamente e a deixá-lo no lugar onde ele costuma sentar.

Comecei a deixar uma luz acesa quando ele chegava tarde do trabalho, para que a sala não ficasse mais na escuridão total.

Mas apenas isso.

Eu ainda tinha medo.

Medo de não ser boa o suficiente, medo de a doença voltar, medo de que, um dia, eu tenha que deixá-lo novamente.

Esses medos são como pregos enterrados nos ossos; não dá para arrancar e não ouso tocá-los.

Ele também não me pressionou.

Continuou trabalhando, cozinhando e dormindo ao meu lado, sempre com um braço de distância entre nós.

Certa noite, estava navegando pelas fotos antigas do meu celular e encontrei uma tirada quando começamos a namorar.

Na época, nos fundos da funerária onde ele trabalhava, havia uma velha acácia; eu fiquei na ponta dos pés e lhe dei um beijo na bochecha, e seu colega tirou a foto.

Na imagem, ele vestia o uniforme azul-escuro, com uma expressão um pouco confusa e as orelhas vermelhas como se fossem sangrar.

Eu, na ponta dos pés, com os lábios encostados em seu rosto, sorria de alegria.

Como éramos felizes naquela época; não tínhamos nada, mas éramos capazes de tudo.

Não tínhamos medo da pobreza, do cansaço, do que a mãe dele pensaria ou do que o futuro nos reservaria.

PUBLICIDADE

Ele saiu da cozinha e viu que eu estava olhando o celular.

Ele pegou o aparelho, deu uma olhada e colocou de volta na minha mão, sem dizer nada.

"Caio."

"Hum."

"Quero te dizer uma coisa."

"Eu não me arrependo."

Ele previu minha pergunta e virou-se para me olhar.

"Não me arrependo de ter vindo a Xangai te procurar, não me arrependo de ter te acompanhado ao hospital, não me arrependo de ter me mudado para cá."

Sua voz era calma, como se estivesse falando de algo trivial: "Também não me arrependo de gostar de você. De cinco anos atrás até agora, nunca mudou".

Senti meus olhos arderem.

"Mas não vou forçá-la. Você pode fazer o que quiser. Se quiser que eu vá embora, eu me mudo amanhã. Se quiser que eu fique, eu fico. Se não quiser dizer que gosta de mim, tudo bem. Se não quiser reatar, também não tem problema. Eu só quero que saiba que eu sempre estarei aqui."

Ele terminou, levantou-se e foi lavar a louça na cozinha.

Fiquei sentada sozinha no sofá, com as lágrimas escorrendo silenciosamente pelo meu rosto.

A televisão estava ligada, não sei o que passava, apenas imagens coloridas piscando.

Caminhei até a entrada da cozinha e olhei para suas costas.

Ele estava de cabeça baixa lavando a panela, com movimentos leves e lentos, como se estivesse pensando em algo.

A água corria sobre seus dedos, sobre aquele cordão vermelho desbotado.

"Caio."

Ele virou-se.

Olhei para seus olhos e, de repente, fui incapaz de dizer qualquer coisa.

"Esquece. Se você quer morar aqui, pode morar."

Ele ficou atônito por um segundo, e o canto de sua boca curvou-se levemente. "Está bem."

Naquela noite, quando nos deitamos na cama, a distância entre nós ainda era grande.

A luz foi apagada, o quarto ficou na escuridão, com apenas um filete de luz vindo da fresta da cortina.

No escuro, estendi a mão e toquei levemente seus dedos.

Ele retraiu os dedos, mas não se moveu.

Toquei de novo.

Então, ele segurou minha mão com a sua, entrelaçando nossos dedos.

A mão dele é grande e envolveu a minha completamente; sua palma estava muito quente e seus dedos tinham calos finos na ponta.

Ele não fez força, apenas segurou, como se estivesse segurando algo precioso.

Não retirei minha mão.

Ficamos assim, de mãos dadas, deitados na escuridão por muito tempo.

Ninguém disse nada, ninguém soltou.

Capítulo 25

Na manhã seguinte, acordei com o aroma do mingau.

Ao abrir os olhos, percebi que Caio já não estava ao meu lado.

Coloquei um casaco e saí do quarto, vendo-o atarefado na cozinha.

Havia mingau de milho cozinhando, conservas sobre o fogão e um buquê de camomilas.

As florzinhas brancas e amarelas estavam em um vaso de vidro, com gotículas de água ainda sobre as pétalas.

Ele trouxe o mingau para a mesa e, em seguida, tirou uma caixinha do bolso.

PUBLICIDADE

Meu coração deu um salto.

Ele abriu a caixa; dentro, havia uma aliança de prata lisa.

Não era um anel de diamantes, apenas uma aliança simples, repousando silenciosamente sobre o veludo preto.

Parecia haver algo gravado na parte interna, mas não conseguia ver claramente.

Ele se aproximou e ajoelhou-se diante de mim.

"Liang Xiaoman, case comigo."

Minhas lágrimas brotaram instantaneamente.

Rápido demais, tudo era rápido demais.

Mas, ao mesmo tempo, parecia lento, lento como se eu tivesse esperado a vida inteira.

"Sei que pode parecer rápido demais. Mas não consigo mais esperar."

Ele deu um passo à frente, sem se levantar.

A luz da manhã entrava pela janela, iluminando seu traje caseiro azul-escuro e aquele cordão vermelho desbotado em seu pulso.

"A primeira pessoa que vejo ao acordar é você, e a última antes de dormir também é você. Não quero mais apenas 'morar junto', quero passar a vida inteira ao seu lado."

"Sei que você tem medo. Medo da recidiva, medo de me afastar, medo de desaparecer novamente um dia. Mas o que mais temo é ter a oportunidade de estar com você e, por medo de falar, deixar a chance passar."

Ele tirou o anel da caixa e segurou-o na ponta dos dedos.

Suas mãos tremiam, mas seu olhar era firme. A aliança de prata girou na ponta de seus dedos, revelando a inscrição interna: "Xiaoman".

Olhei para o anel, para seus olhos e para aquele cordão vermelho desbotado em seu pulso.

Lembrei-me de quando ele viajou a noite toda da nossa cidade natal até Xangai para me obrigar a fazer os exames.

Lembrei-me de quando ele corria distâncias tão longas depois do trabalho para me trazer comida.

Lembrei-me da noite em que minha avó partiu, de como ele ficou no pátio me acompanhando durante toda a madrugada e de cada "eu sempre estarei aqui" que ele me disse.

Tudo o que eu tinha reprimido no fundo da alma veio à tona naquele instante.

O amor, a culpa, o aperto no coração, o medo de perder, e aquela saudade que eu tentava negar a mim mesma há mais de três anos.

Minhas lágrimas finalmente se tornaram incontroláveis.

Ajoelhei-me para ficar na altura dele.

"Caio, você sabe que fui eu quem pediu o término naquela época. Fui eu quem soltou a mão primeiro."

"Eu sei."

"Você não tem medo de que eu solte a mão de novo no futuro?"

Ele olhou nos meus olhos e sua voz era suave, mas cada palavra era cristalina: "Não tenho medo. Porque eu estarei sempre segurando, sem te dar chance de soltar."

Olhei para ele e chorei, incapaz de articular qualquer palavra.

Ele estendeu a mão e, com o polegar, secou as lágrimas do meu rosto.

A aspereza de seus calos roçando minha pele doía um pouco, mas eu não quis me afastar.

Respirei fundo e estendi minha mão.

"Coloque em mim."

Ele ficou atônito por um momento e depois sorriu.

PUBLICIDADE

Sorriu com os olhos marejados, com cílios brilhando por causa das lágrimas.

Ele colocou a aliança em meu dedo anelar; o tamanho estava perfeito.

A aliança prateada brilhava suavemente sob a luz da manhã, e a inscrição "Xiaoman" na parte interna encostava na minha pele, com uma sensação fresca.

Abaixei a cabeça para observar o anel por um longo tempo.

"Quando você mandou gravar?"

"No mês passado."

"Você tinha tanta certeza de que eu aceitaria?"

Ele se levantou e olhou para mim. "Não tinha. Mas quis arriscar."

Naquela manhã, fomos ao cartório registrar nosso casamento.

Ao sair, o sol estava radiante.

No outono de Xangai, o céu é alto e azul, as folhas das plátanos começam a amarelar e fazem barulho quando o vento sopra.

Ele segurou minha mão e caminhamos sob as árvores.

Minhas palmas suavam; não sabia se era dele ou minha.

Ele não me levou para um banquete, nem reservou um hotel.

Ele me levou ao cemitério da minha avó.

Diante da lápide, ele depositou um buquê de camomilas brancas.

As flores eram frescas, com orvalho nas pétalas; não sei quando ele as comprou.

"Vovó, trouxe a Xiaoman para vê-la. Nós nos casamos. Não se preocupe, eu cuidarei bem dela."

Fiquei ao lado, deixando que as lágrimas caíssem novamente.

Ajoelhei-me e toquei a foto da minha avó na lápide.

Na foto, ela sorria, da mesma maneira que quando estava viva.

"Vovó, eu te escutei. Não serei mais teimosa."

O vento vindo da área dos túmulos soprou algumas pétalas das camomilas, fazendo-as cair sobre o dorso da mão dele.

As pétalas brancas destacavam-se sobre sua jaqueta azul-escura.

Ele estendeu a mão e segurou a minha, entrelaçando nossos dedos.

A aliança prateada tocou a minha, emitindo um som suave, um tinido delicado e nítido, como se algo finalmente tivesse encontrado seu lugar.

O verão logo chegaria.

E, desta vez, não soltamos mais nossas mãos.

Fim da história -

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia