localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 65: Culpando o Cachorro

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 65: Culpando o Cachorro

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Letícia voltou. Ana seguiu. "O que foi?"

"Doutora, veja nosso cachorro. Fomos a várias clínicas, fechadas. Só a sua abre."

"Hoje, meu namorado ia pedir em casamento, escondeu o anel no bolo. Quando foi me chamar, o Labrador comeu."

"Sobrou pouco. Procuramos, não achamos. O Wangcai engoliu."

"Anel de diamante, perigoso. Se não sair, mata. Tentamos métodos online, no vômito não tinha."

"Pensamos que digeriu. Usamos laxante, não saiu. Precisa cirurgia?"

Letícia olhou o Labrador abatido. "Faz quanto tempo?"

"Hoje ao meio-dia. Tentamos métodos online, não funcionou. Trouxemos. Atrasamos?"

Letícia hesitou. "Parem de ver online. Vão ao veterinário. Olhem o cachorro."

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Exato!

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O Au Au disse, não comi. Não acreditam.

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O Au Au come rápido, mas coisa dura, sentiria.

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O Au Au não é burro.

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Deram sabão, vomitei bolo, boca com bolhas.

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Laxante, barriga dói.

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"Entendi. Nunca mais. Precisa raio-X, cirurgia?"

"Não."

Ouvindo, o casal olhou surpreso.

Ana, calma, acostumada.

Veterinários normais pediriam raio-X. Mas Letícia entendia.

"Não precisa cirurgia, lavagem?" A moça perguntou.

Letícia balançou a cabeça. "Não. Wangcai não engoliu."

A moça negou. "Procuramos, não achamos."

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Azar do Au Au.

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Não acham, culpam o Au Au. Talvez problema de vocês.

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Arrependido.

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Devia ter comido o pé de porco.

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Aí, culparam o Au Au.

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O Labrador suspirava, cabeça no ombro.

O homem, cansado, tentava erguer.

Notando, Letícia colocou uma toalha no sofá. "Deite aqui."

"Deram sabão, laxante, não saiu. Pensem se colocou o anel." Letícia olhou séria.

O homem pensou.

"Lembro, coloquei sob a fruta, fui chamar. Não esqueci."

Au au!

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Colocou? O Au Au sabe.

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O Au Au ficou olhando.

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Ouvindo latidos, a moça acalmou. "Wangcai, dói? A mamãe salva."

Letícia apertou a testa. "Wangcai diz que viu. Não colocou."

"O quê?" A moça olhou incrédula.

O homem, reagindo, procurou nos bolsos. Achando a caixa, ficou pálido.

Tirou, abriu. O anel estava lá.

Bateu na cabeça. "Burrice. Trouxe o bolo, ia colocar, chegou entregador, dei a encomenda, pensei que coloquei, chamei."

"Vimos o cachorro comendo, não achamos, pensamos que engoliu."

A moça deu um tapa. "Burro! Fez isso? Wangcai sofreu."

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Mate o papai burro. Estúpido.

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Sem cérebro, culpa o Au Au.

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A moça, olhando, viu os olhos tristes. Abraçou. "Wangcai, desculpe. Culpa dos pais."

"Doutora, demos sabão, laxante. Precisa lavagem?" A moça não olhava.

Ainda bem que era noite. Senão, vergonha.

"Sistema bom, sabão vomitou. Deixe digerir. Mas sofreu. Receito remédio, dê duas vezes, repouso."

"Da próxima, não inventem." Letícia avisou.

"Entendido. Não faremos." O casal se curvou.

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