localização atual: Novela Mágica Moderno A Traição do Falso Irmão Capítulo 4

《A Traição do Falso Irmão》Capítulo 4

Lucas entrou em completo desespero.

Enquanto implorava por perdão, batia a cabeça contra o chão repetidas vezes.

Mesmo quando a testa começou a sangrar… meus pais não demonstraram a menor intenção de ceder.

Eu o observei ali, tão miserável quanto um cão abandonado…

e só consegui pensar no quanto ele era patético.

Aproximei-me, agachei diante dele e dei leves tapas em seu rosto.

— Lucas… você tinha uma vida perfeita como herdeiro e, ainda assim, escolheu arruinar tudo.

— Esse é o resultado.

Inclinei-me um pouco mais, minha voz fria:

— Você sempre achou que eu era a estranha aqui…

— mas nunca percebeu que o verdadeiro intruso… era você.

Pousei o olhar nele, sem piedade.

— Eu e nossos pais sempre soubemos quem você era.

— Eu te perdoei inúmeras vezes…

— mas dessa vez, foi você quem destruiu o próprio caminho.

A verdade veio à tona quando ele tinha oito anos.

Na época, sofreu um acidente e precisou de transfusão de sangue.

Foi então que descobriram algo estranho.

Meus pais são ambos do tipo sanguíneo A.

Pelas leis da genética, o filho deles só poderia ser A ou O.

Mas Lucas… era tipo B.

A partir daquele momento, começaram a investigar discretamente o que havia acontecido no hospital.

E, depois de muita busca… descobriram a verdade.

Eu realmente tive um irmão.

Mas ele morreu pouco depois de nascer.

Na mesma época, a mãe biológica de Lucas, ao dar à luz um menino, soube por uma enfermeira que o bebê da família Azevedo — nascido prematuro — tinha poucas chances de sobreviver.

Foi aí que surgiu a ideia cruel.

Ela subornou uma funcionária do berçário…

e, numa noite silenciosa, trocou as identificações dos bebês.

Colocou Lucas no berço da família Azevedo.

Naquela mesma noite…

meu verdadeiro irmão morreu.

E Lucas… tomou o lugar dele.

Quando meus pais descobriram a verdade, não revelaram imediatamente.

Primeiro, porque ele ainda era criança — inocente na situação.

Segundo… porque ele acabou se tornando um consolo emocional para eles.

Durante todos esses anos…

nunca o tratamos mal.

Meus pais o criaram como filho.

Eu o tratei como irmão.

Mesmo quando ele me odiava, me provocava e me desafiava…

eu sempre relevava.

Porque, no fundo, ainda o considerava parte da família.

Mas sangue… é sangue.

E aquilo que não pertence… sempre carrega uma distância invisível.

Ele herdou da família Duarte a ganância e o egoísmo.

Bastou um pouco de espaço… para achar que podia subir por cima de nós.

Então, tudo o que aconteceu…

foi consequência das próprias escolhas dele.

Eu entrelacei meus braços com os dos meus pais…

e saímos do hospital.

Depois disso, meu pai fez um anúncio público:

Lucas era apenas um filho adotivo — e não tinha mais nenhuma relação com a família Azevedo.

Além disso, entrou com um processo contra Carlos Duarte e sua esposa…

exigindo responsabilidade pelo crime cometido anos atrás.

O casal Duarte, além de enfrentar as consequências legais…

passou a ser rejeitado por todos ao redor.

Quanto a Lucas e Camila…

a opinião pública já havia feito o seu trabalho.

Alguém gravou tudo naquele dia e publicou na internet.

Eles rapidamente se tornaram alvo de comentários e fofocas.

Diziam que Camila passou a ser isolada na escola.

Seu desempenho, que já era mediano, despencou…

e ela mal conseguia acompanhar os estudos.

Lucas, por sua vez, perdeu completamente o lugar entre os antigos amigos.

Aqueles que antes o cercavam… agora evitavam até cruzar com ele.

Como se ele fosse um mau presságio ambulante.

No dia em que recebi minha carta de aprovação na universidade…

meus pais decidiram organizar um novo baile de debutante para mim.

Mas, mais uma vez…

as coisas não saíram como planejado.

Porque, novamente…

Lucas e Camila apareceram.

Dessa vez… foram ainda mais longe.

Eles me sequestraram.

Quando acordei…

estava em um armazém abandonado.

Meus braços e pernas estavam firmemente amarrados.

Camila me observava, claramente satisfeita com o meu estado.

— Isabela… você achou mesmo que seria para sempre a princesinha da família Azevedo?

— Olha pra você agora… não é melhor que um cachorro.

Ela se agachou diante de mim e segurou meu queixo com força.

Seus olhos estavam cheios de inveja e ódio.

Eu respirei fundo, tentando me manter calma.

— O que você quer?

Ela soltou uma risada fria.

— Ainda tem coragem de perguntar?

De repente, puxou meu cabelo com violência.

— Foi por sua causa que eu perdi tudo!

Eu já sabia.

Camila foi pega colando na prova do vestibular.

Teve todas as notas anuladas…

e ainda foi marcada permanentemente por fraude.

Nunca mais poderia prestar grandes exames.

A dor no couro cabeludo era intensa…

mas eu mantive a voz firme:

— Me solta… eu posso te dar o que quiser.

— Me dar o que quiser?

Ela riu, como se fosse a maior piada do mundo, e me soltou bruscamente.

Meu corpo caiu pesado no chão.

A parte de trás da minha cabeça bateu no concreto frio — minha visão escureceu por um instante.

Ela começou a me chutar, uma vez… duas… várias vezes.

— O que você pode me dar?!

— Pode apagar o meu histórico? Pode devolver o meu futuro?

— Isabela, você destruiu tudo!

Lucas estava ao lado, assistindo a tudo com frieza.

Somente depois que Camila se acalmou um pouco…

ele se aproximou.

Se agachou diante de mim.

Os olhos dele estavam perturbadores — obsessivos.

— Isabela… você está se achando agora, né?

— Se não fosse por você… tudo isso já seria meu!

— Você roubou tudo de mim!

Cuspi um pouco de sangue no chão.

— Nós nunca te tratamos mal.

— Foi você quem escolheu esse caminho.

— Se quer culpar alguém… culpe a si mesmo.

Antes que eu pudesse reagir—

ele agarrou meu pescoço com força.

Camila começou a rir, enlouquecida, enquanto me via perder o ar.

Foi naquele momento que entendi…

eles realmente queriam me matar.

Forcei minha voz, mesmo sufocando:

— Vai me matar?

— A família Azevedo não vai deixar isso passar… a polícia também não!

— Polícia? — Camila zombou.

Ela tirou meu celular do bolso… e o jogou no chão com força.

— Você acha que ainda pode pedir ajuda?

— Aqui não tem ninguém! Mesmo que a gente te esquarteje, ninguém vai descobrir!

— Depois que você morrer… eu vou usar sua carta de aprovação… viver a sua vida!

Lucas riu, sombrio:

— Exatamente.

— Depois da sua morte, talvez nossos pais me aceitem de volta…

— E tudo da família Azevedo vai ser meu de novo!

Respirei com dificuldade… mas ainda consegui falar:

— Mesmo que me matem… vocês nunca vão conseguir nada da família Azevedo.

— Eu estou com um rastreador… meus pais e a polícia já devem estar vindo.

— Então vamos ver… — disse Lucas, erguendo uma barra de ferro —

— se você morre primeiro… ou se eles chegam a tempo.

Fechei os olhos.

Mas a dor… não veio.

Em vez disso—

CLANG!

Um barulho metálico ecoou pelo galpão.

Seguido por um grito de dor.

Abri os olhos de repente.

Lucas estava caído no chão, segurando o braço.

E atrás dele…

estavam os seguranças.

A polícia.

E meus pais.

Minha mãe correu até mim e me abraçou com força.

Meu pai caminhou até Lucas e Camila, o olhar gelado como gelo:

— Vocês não aprenderam nada.

— Sequestro… tentativa de assassinato…

Ele fez uma pausa.

— Dessa vez, ninguém vai salvar vocês.

Depois disso…

Lucas foi condenado à prisão perpétua.

Camila recebeu trinta anos de prisão.

E eu…

finalmente acordei desse pesadelo.

(Fim)

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