《O Trono de Cinzas: No Limite da Paixão》Capítulo 7

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O som da contagem regressiva ecoava nos monitores dos bastidores como o tique-taque de uma bomba relógio prestes a detonar. Faltavam poucas horas para o primeiro show solo da carreira de Lucas no Allianz Parque, e a atmosfera na arena estava carregada de uma eletricidade quase insuportável.

A internet brasileira fervia com uma onda de apoio massivo e inabalável que quebrava todos os recordes de streaming da América Latina. Milhares de fãs postavam vídeos de incentivo, transformando o nome de Lucas nos principais assuntos globais das redes sociais.

No camarim principal, Sofia caminhava de um lado para o outro com o celular colado à orelha, coordenando as frentes de defesa digital dos admiradores. A presidenta do fã-club oficial mantinha uma serenidade admirável, embora seus olhos denunciassem a tensão acumulada.

"Nenhum bot pago vai conseguir manchar o nome do Lucas esta noite, o nosso exército está de prontidão", garantiu Sofia com a voz firme, desligando a chamada para encarar o cantor. "O Brasil inteiro está esperando por você, Lucas."

Lucas ajustava as pulseiras de couro em seus punhos diante do espelho, sentindo o coração bater em um ritmo acelerado, mas perfeitamente controlado. Ele sabia que o verdadeiro perigo não vinha dos fãs descontentes, mas dos fantasmas que ainda tentavam puxá-lo para o fundo.

"Eles não vão ter tempo nem para respirar, Sofia", respondeu Lucas com um sorriso gélido e confiante nos lábios. "A nossa armadura está pronta."

Enquanto isso, na sala improvisada de cibersegurança montada no setor técnico da arena, monitores exibiam linhas intermináveis de código em verde fluorescente. A equipe de elite contratada por Gabriel monitorava os servidores com uma precisão cirúrgica e implacável.

"Chefe, detectamos um ataque cibernético em massa originado de servidores proxy na Europa", alertou o analista sênior, virando-se rapidamente para o magnata. "Eles estão tentando injetar deepfakes corrompidos nas principais plataformas de streaming para desmoralizar o show ao vivo."

Gabriel cruzou os braços com a postura fria de um general avaliando o campo de batalha antes do primeiro tiro. A calúnia virtual tentava erguer sua cabeça feia, mas a resposta do bilionário seria absoluta e devastadora.

"Anulem os pacotes de dados antes que eles cheguem ao roteador principal", ordenou Gabriel com a voz grave e cortante. "Inverta o fluxo e destrua o IP de origem de quem tentou essa gracinha."

Em questão de segundos, os terminais de computadores neutralizaram a ameaça, apagando o ataque cibernético como se ele nunca tivesse existido. A frieza tática de Gabriel garantia que o palco permanecesse intocado por qualquer mentira barata.

Com a retaguarda blindada, a equipe de produção deu o sinal amarelo para a formação de entrada no palco. Lucas levantou-se da cadeira do camarim, sentindo a adrenalina pura correr por cada veia de seu corpo.

Ele caminhou pelos corredores iluminados com luzes de neon azul, sentindo o baque abafado dos gritos da multidão do outro lado das paredes. A sintonia entre ele e Gabriel havia alcançado o patamar perfeito de dois parceiros de guerra que se conhecem pelo olhar.

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No entanto, escondido nas sombras de um corredor lateral mal iluminado, Matheus espreitava com um sorriso diabolicamente distorcido. O ex-amigo traidor segurava um dispositivo clandestino conectado à última cartada de sua vingança desesperada.

Faltavam exatamente trinta segundos para o início do espetáculo, e Matheus preparava-se para acionar o sinal que corromperia os telões da arena. Seus olhos injetados de ódio brilhavam com a certeza idiota de que ainda podia destruir tudo.

"Vamos ver quem vai rir por último quando o seu mundo desabar ao vivo", sibilou Matheus para si mesmo, apertando o botão de transmissão do aparelho.

Antes que o sinal malicioso pudesse alcançar a central de vídeo, dois seguranças particulares de Gabriel surgiram silenciosamente das sombras. Eles o agarraram com uma força brutal, desarmando-o e confiscando o dispositivo em uma fração de segundo.

"A sua peça teatral acabou, lixo", rosnou um dos seguranças, arrastando o prisioneiro para fora da arena antes que ele pudesse estragar o grande momento.

Na sala de comando, o analista deu o relatório final ao patrão. "Ameaça neutralizada na origem, chefe, o perímetro está cem por cento limpo."

Gabriel assentiu com a cabeça, satisfeito, e tocou o comunicador discretamente acoplado à sua orelha. Ele precisava falar com o único homem que importava naquele oceano de multidão.

Lucas já estava posicionado dentro do elevador hidráulico escuro que o elevaria para o centro do palco principal. O barulho ensurdecedor da multidão sacudia o piso metálico sob seus pés.

Nesse exato instante, a voz grave, inconfundível e profundamente apaixonada de Gabriel soou nitidamente no ponto eletrônico em sua orelha. "Vá brilhar, meu garoto. O resto é comigo."

Lucas abriu um sorriso predador e magnifício, sentindo o amor e a força do magnata correrem por seu sangue como uma injeção de pura audácia. O elevador começou a subir para a luz, pronto para incendiar o mundo inteiro.

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