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《O Preço da Rendição》Capítulo 12

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Capítulo 12: A Coroa de Espinhos

O brilho dourado e opulento das luzes de cristal de Baccarat refletia-se nas paredes reformadas da cobertura em Itaim Bibi, celebrando o triunfo definitivo de uma era.

Exatamente um ano havia se passado desde a noite em que as cinzas daquela mansão abandonada consumiram os últimos vestígios de dor do passado.

Agora, o império outrora estilhaçado erguia-se sobre bases sólidas, unindo as linhagens dos Silva e dos Valeri em uma aliança corporativa e inquebrável.

O salão principal da cobertura estava repleto da elite mais seleta de São Paulo, reunida para festejar a fusão oficial das duas gigantes comerciais.

No centro daquele mar de influentes executivos, políticos e bilionários, Helena caminhava com a elegância soberana de uma verdadeira rainha coroada.

Ela vestia um deslumbrante modelo de alta-costura em tom escarlate vivo, que abraçava suas curvas com insolência e deixava à mostra a linha altiva de seus ombros.

Os cabelos escuros caíam em ondas perfeitas sobre suas costas, enquanto seus olhos verdes faiscavam com o brilho de quem conquistou o mundo a ferro e fogo.

A cada passo dado pelo piso de mármore polido, os olhares de admiração e respeito da alta sociedade paulistana convergiam unânimes em sua direção.

Longe do burburinho central, encostado com elegância sutil contra uma pilastra de sustentação, Lorenzo a observava com a devoção absoluta de um homem rendido.

Ele vestia um terno preto de alfaiataria impecável, mas a expressão fria e intimidadora de outrora dera lugar a um orgulho profundo e silencioso.

O poderoso "Black Mamba" da Faria Lima sabia perfeitamente que não controlava mais nada naquele tabuleiro; ele pertencia por inteiro àquela mulher.

"Você parece um lobo faminto vigiando a própria coroa, meu caro Lorenzo", Mariana comentou aproximando-se com uma taça de champanhe entre os dedos.

A antiga assistente de recursos humanos, agora promovida a vice-presidente de talentos da holding unificada, sorria cúmplice ao notar o olhar fixo do patrão.

"Eu não estou vigiando uma coroa, Mariana", Lorenzo respondeu com a voz rouca, sem desviar os olhos âmbar da figura escarlate do outro lado do salão. "Estou apenas admirando a única dona do meu mundo."

"Ela destruiu o conselho inteiro e reescreveu as regras do mercado financeiro em doze meses", Mariana riu baixinho. "Você escolheu a parceira perfeita."

"Eu não escolhi, fui escolhido pelo destino no dia em que ela cruzou a porta do meu escritório para me peitar", Lorenzo murmurou antes de dar um gole na bebida.

Nesse exato instante, Helena sentiu aquele peso familiar queimar em sua pele e virou o rosto para encontrar as íris âmbar que a devoravam de longe.

Um sorriso lento, enigmático e carregado de uma sensualidade madura desenhou-se nos lábios vermelhos dela, fazendo o coração do bilionário falhar uma batida.

Com passos deliberados e cheios de graça, Lorenzo desvencilhou-se dos convidados que tentavam puxar assunto e caminhou direto na direção dela.

A multidão abriu espaço instintivamente à passagem do casal mais poderoso do Brasil, sussurrando comentários invejosos sobre a química avassaladora que os unia.

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"Você está absolutamente deslumbrante esta noite, minha rainha", Lorenzo sussurrou roucamente ao alcançá-la, encostando os lábios perto do lóbulo de sua orelha.

"Obrigada, meu caro CEO", Helena retrucou com um tom de puro sarcasmo elegante, aceitando a taça de champanhe que ele lhe estendia com galanteria. "Embora eu espere que a festa acabe logo para podermos discutir os balanços reais da noite."

"Os balanços da noite já foram aprovados por unanimidade pelo único acionista que importa", Lorenzo murmurou, deslizando a mão firme pela curva de sua cintura.

Ele afastou com delicadeza uma mecha de cabelo escuro que caía sobre o ombro nu de Helena, deixando a pele exposta à leve brisa do ar-condicionado.

"Helena, há investidores de Nova York querendo falar com você na varanda principal", um dos diretores sênior aproximou-se timidamente para interromper.

"Diga a eles que a diretora executiva está temporariamente fora de alcance", Lorenzo respondeu com uma cortesia fria que fez o homem recuar instantaneamente.

Helena soltou uma risada melodiosa, virando-se para ficar de frente para ele e cruzando os braços finos sobre o tecido escarlate do vestido.

"Você continua possessivo como sempre, Lorenzo", ela provocou com um brilho divertido nas esmeraldas de seus olhos. "Os acionistas vão achar que eu sou sua prisioneira novamente."

"Eles podem pensar o que quiserem, desde que saibam que você usa a coroa ao meu lado", Lorenzo retrucou sério, segurando o queixo dela com extrema suavidade.

O barulho ao redor parecia ter emudecido, deixando apenas a sintonia magnética entre os dois corações que haviam sangrado para construir aquele império.

Lorenzo respirou fundo, sentindo o perfume inconfundível de gardênia e sândalo dela inundar seus pulmões antes de proferir as palavras decisivas.

"Casa comigo, Helena", Lorenzo sussurrou em seu ouvido com uma intensidade solene que fez o tempo parar por um segundo inteiro no topo da torre.

"Você já me prendeu com um contrato de submissão no primeiro dia, Lorenzo", Helena murmurou fingindo hesitação, embora o sorriso nos lábios a traísse. "Por que eu precisaria de um anel agora?"

"Porque desta vez não há dívidas, não há chantagens e não há segredos para nos destruir", o bilionário respondeu com os olhos âmbar brilhando de pura verdade. "Desta vez, é o meu império inteiro ajoelhado aos seus pés."

O silêncio entre eles carregava o peso de mil batalhas vencidas a ferro e fogo, transformando o passado sombrio em um alicerce indestrutível.

Helena sorriu abertamente, com os olhos verdes brilhando de triunfo e amor maduro, antes de responder ao pedido que fechava o ciclo daquela guerra.

"Apenas se o contrato tiver cláusulas novas, meu amor", Helena sussurrou desafiadora, envolvendo o pescoço dele com os braços nus.

"Quaisquer cláusulas que você quiser escrever, o papel é todo seu", Lorenzo sorriu largamente, selando a promessa com um beijo profundo e definitivo diante de todos.

Os sinos distantes de uma catedral próxima começaram a tocar as doze badaladas da meia-noite, marcando o início de um novo ano e de uma nova dinastia.

Aproveitando a confusão dos aplausos e cumprimentos dos convidados ao redor, o casal deu meia-volta sem hesitar um único segundo sequer.

Eles desapareceram discretamente do salão principal sob os olhares boquiabertos e invejosos da alta sociedade paulistana que assistia àquela cena.

Caminhando abraçados, Helena e Lorenzo entraram no elevador particular de vidro blindado que os levaria diretamente aos andares privativos da cobertura.

As portas de metal fecharam-se com um clique suave e abafado, trancando o mundo exterior para sempre enquanto o elevador subia em direção ao infinito.

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