《Ela Mostrou Sua Verdadeira Face 2: A Vingança de Vitória》PARTE 5

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Na manhã seguinte, Henrique Augusto Vasconcelos acordou sem imaginar que sua vida estava prestes a enfrentar uma nova tempestade.

Ele havia saído do restaurante acreditando que aquela conversa com Vitória Albuquerque Ferraz seria apenas o encerramento de um capítulo antigo.

Ele não sentiu amor.

Não sentiu vontade de voltar.

Sentiu apenas a necessidade de deixar o passado para trás.

Mas Vitória tinha planejado algo completamente diferente.

Antes mesmo de Henrique chegar em casa, a notícia já estava em todos os lugares.

Sites de notícias.

Redes sociais.

Grupos de mensagens.

A imagem estava sendo compartilhada milhares de vezes.

A manchete aparecia em letras grandes:

"Henrique Vasconcelos nunca esqueceu sua antiga noiva."

Abaixo da frase estava a fotografia.

Henrique abraçando Vitória.

O ângulo perfeito.

A mentira perfeita.

Para quem olhava aquela imagem sem saber da verdade, parecia óbvio.

Parecia que dois antigos apaixonados haviam se reencontrado.

Parecia que Henrique ainda carregava sentimentos pela mulher que um dia esteve ao seu lado.

Mas a realidade era completamente diferente.

Ele apenas tentou encerrar uma conversa.

Só que uma fotografia não mostrava intenções.

Não mostrava palavras.

Não mostrava sentimentos.

Mostrava apenas um segundo congelado.

E aquele segundo era suficiente para destruir uma história inteira.

Na Mansão Vasconcelos, Clara Maria Mendes estava preparando o café da manhã quando seu celular começou a vibrar.

Primeiro uma mensagem.

Depois outra.

Depois várias.

Ela estranhou.

Normalmente, poucas pessoas tinham seu número pessoal.

Quando abriu a primeira notificação, sentiu o coração parar.

Ela viu o rosto de Henrique.

Ao lado de Vitória.

Seu corpo ficou imóvel.

Por alguns segundos, ela tentou convencer a si mesma de que havia uma explicação.

Que aquilo era apenas uma imagem fora de contexto.

Que Henrique jamais faria aquilo.

Mas então viu a manchete.

"Henrique Vasconcelos nunca esqueceu sua antiga noiva."

Clara sentiu um aperto no peito.

Ela continuou olhando.

Os comentários apareciam rapidamente.

"Eu sabia que essa história com a funcionária era estranha."

"Ele sempre pertenceu ao mundo de Vitória."

"Talvez ela só tenha sido uma fase."

Cada frase machucava.

Não porque Clara acreditava completamente naquilo.

Mas porque tocava em uma ferida que ela carregava desde o começo.

A sensação de não pertencer.

A sensação de ser uma mulher simples dentro de um mundo cheio de riqueza e poder.

Ela colocou o celular sobre a mesa.

Tentou continuar preparando o café.

Mas suas mãos tremiam.

Naquele momento, Sofia entrou na cozinha.

"Mãe Clara, você está triste?"

Clara tentou sorrir.

"Não, querida."

Mas Sofia percebeu.

Crianças percebiam coisas que adultos tentavam esconder.

"Foi alguma coisa que aconteceu?"

Clara se ajoelhou perto dela.

"Não aconteceu nada."

Mas dentro dela havia uma pergunta crescendo.

Uma pergunta que ela nunca imaginou fazer.

Henrique ainda amava Vitória?

Quando Henrique chegou à mansão, percebeu imediatamente que algo estava errado.

A casa estava silenciosa.

Muito diferente das manhãs normais.

Ele encontrou Clara na sala.

Ela estava parada perto da janela.

Olhando para fora.

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"Clara?"

Ela demorou alguns segundos para responder.

"Henrique."

Ele se aproximou.

"Por que você está assim?"

Ela virou o celular na direção dele.

Henrique pegou o aparelho.

No momento em que viu a notícia, seu rosto mudou.

Não era surpresa.

Era raiva.

Uma raiva profunda.

Porque ele entendeu imediatamente.

Vitória tinha feito aquilo.

"Isso não é o que aconteceu."

Clara ficou em silêncio.

Henrique percebeu a dor no olhar dela.

"Clara, olha para mim."

Ela levantou os olhos lentamente.

Então fez a pergunta que mais machucava.

"Você ainda sente algo por ela?"

Henrique ficou parado.

Porque aquela pergunta não era apenas sobre Vitória.

Era sobre tudo que Clara tinha medo de perder.

Ele se aproximou.

"Não."

A resposta veio imediatamente.

"Não existe mais nada entre mim e Vitória."

Clara tentou acreditar.

E uma parte dela acreditava.

Mas a imagem ainda estava diante dela.

Aquela imagem parecia real demais.

"Então por que parece tão verdadeiro?"

Henrique ficou em silêncio por alguns segundos.

Porque aquela era a parte cruel.

A fotografia realmente parecia verdadeira.

Ele sabia que qualquer pessoa vendo aquela imagem poderia interpretar errado.

"Porque alguém quis que parecesse assim."

Clara olhou para ele.

"Você acha que foi ela?"

Henrique respirou fundo.

"Sim."

Ela baixou o olhar.

"Mas ela conseguiu."

Henrique franziu a testa.

"Conseguiu o quê?"

"Me fazer duvidar."

Aquelas palavras atingiram Henrique.

Porque pela primeira vez desde que estavam juntos, ele percebeu que Vitória não estava apenas atacando Clara.

Ela estava atacando a confiança entre eles.

Henrique segurou a mão dela.

"Clara, você acredita em mim?"

Ela demorou para responder.

Aquele pequeno silêncio doeu mais do que qualquer acusação.

"Eu quero acreditar."

Henrique sentiu o peso daquela frase.

Ela não disse:

"Eu acredito."

Ela disse:

"Eu quero acreditar."

Naquele instante, ele percebeu que a mentira de Vitória tinha conseguido alcançar exatamente o lugar onde queria.

A segurança de Clara.

Mais tarde, Henrique chamou sua equipe de comunicação.

Ele queria publicar uma resposta.

Queria explicar tudo.

Mas seu advogado aconselhou cautela.

"Senhor Henrique, precisamos descobrir como essa foto foi divulgada."

Henrique olhou para a imagem.

"Não importa como."

Ele estava furioso.

"Importa que estão machucando uma pessoa que não fez nada."

Enquanto isso, Vitória observava tudo do seu apartamento.

Ela assistia aos comentários.

Via a dúvida crescendo.

Mas principalmente observava as notícias sobre Clara.

Ela percebeu algo.

Pela primeira vez, Clara não parecia a mulher forte que enfrentou tudo.

Parecia uma mulher machucada.

E isso dava a Vitória uma sensação de vitória.

Gustavo apareceu no apartamento naquela tarde.

Ele colocou o celular sobre a mesa.

"O impacto foi maior do que esperávamos."

Vitória sorriu.

"As pessoas acreditam no que veem."

Gustavo olhou para ela.

"Mas Henrique pode descobrir a verdade."

Ela pegou a taça de vinho.

"Até lá, a dúvida já estará plantada."

"Uma relação não termina por causa de uma mentira."

Ela fez uma pausa.

"Termina quando a pessoa começa a acreditar nela."

Naquela noite, Clara ficou sozinha no quarto.

Ela olhava para uma pequena caixa onde guardava poucas lembranças.

Não eram joias.

Não eram presentes caros.

Eram desenhos de Sofia.

Fotos simples.

Momentos que representavam sua verdadeira vida.

Ela segurou uma das fotos.

Uma foto onde ela, Henrique e Sofia sorriam juntos.

Mas agora aquela felicidade parecia ameaçada.

Quando Henrique entrou no quarto, percebeu que ela estava chorando.

"Clara..."

Ela limpou rapidamente as lágrimas.

"Desculpa."

Ele se aproximou.

"Você não precisa pedir desculpas."

Ela olhou para ele.

"Eu tenho medo."

Henrique sentou ao lado dela.

"Medo de quê?"

Ela respirou fundo.

"Medo de um dia você perceber que Vitória pertence ao seu mundo."

"E eu não."

Henrique ficou profundamente triste.

Porque naquele momento entendeu que Vitória não precisava separar os dois fisicamente.

Ela precisava apenas fazer Clara acreditar que ela nunca poderia ser escolhida.

Na mesma hora, em seu apartamento, Vitória recebeu uma nova mensagem.

Era do fotógrafo.

Ela abriu.

Era uma nova imagem.

Dessa vez, ainda mais próxima.

Um ângulo que parecia mostrar algo muito mais íntimo.

Vitória olhou para a tela.

E sorriu.

Porque aquela fotografia poderia destruir muito mais do que a primeira.

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