localização atual: Novela Mágica Alpha Moderno Domando o Rival: O Alfa Imperfeito Capítulo 10

《Domando o Rival: O Alfa Imperfeito》Capítulo 10

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Capítulo 10: O Preço da Lealdade

A promessa murmurada na penumbra da cabana ainda aquecia o peito de Alexis quando eles retornaram à mansão no Alto da Boa Vista.

O silêncio da propriedade, no entanto, durou pouco tempo antes de ser quebrado por uma transmissão de emergência no terminal de rádio.

"Chefe!" a voz de Mateo ecoou pelo alto-falante, carregada de um pânico rasgado que Leonardo jamais ouvira no assistente. "A sede central no Centro foi invadida! Dmitry trouxe mercenários da fronteira e capturou a Doutora Rossi!"

"Onde está Marcus?" perguntou Leonardo, com a voz baixando para um tom congelante enquanto puxava Alexis para trás de si.

"O mercenário do seu tio assumiu o controle do prédio!" respondeu Mateo entre chiados de munição. "Dmitry disse que se você não entregar o 'espécime Voronov' em duas horas, ele vai fuzilar Helena na frente das câmeras e vazar o soro para o mercado negro!"

Alexis deu um passo à frente, com os olhos azuis faiscando em uma promessa imediata de massacre militar.

"Aquele coiote miserável quer a minha cabeça," disse Alexis, ajustando o cinto tático. "Nós vamos lá e vamos matar cada um daqueles mercenários."

"Não," respondeu Leonardo, virando-se para encarar o ex-comandante com uma serenidade fria e aterrorizante. "Você não vai a lugar nenhum, Alexis."

"Ficou louco, Castro?" esbravejou Alexis. "Eu não preciso que você me esconda! Nós lutamos juntos naquela montanha!"

"Aquele prédio está cercado por franco-atiradores e armadilhas químicas projetadas para capturar um Omega," explicou Leonardo, aproximando-se dele. "Se você pisar lá dentro, Dmitry vai te acorrentar de novo naquela mesa de laboratório."

"E qual é a sua brilhante alternativa?" desafiou Alexis. "Entregar o seu império para aquele canalha enquanto eu fico trancado nesta gaiola?"

Leonardo não respondeu imediatamente; em vez disso, estendeu a mão e segurou a nuca marcada de Alexis com extrema firmeza.

O toque do Alpha enviou uma onda de calmaria biológica através da conexão recente, fazendo o coração de Alexis desacelerar por um segundo.

Aproveitando o instante de hesitação, Leonardo retirou uma seringa oculta na câmara do seu relógio e cravou a agulha na veia do pulso de Alexis.

Uma dose concentrada de sedativo de uso militar jorrou no sistema nervoso do ex-comandante em uma fração de segundo.

"O que... você fez...?" arfou Alexis, sentindo suas pernas virarem chumbo instantaneamente enquanto a visão começava a embaçar.

"O que eu deveria ter feito desde o primeiro dia em que te vi naquele porto," sussurrou Leonardo, amparando o corpo pesado do rival no colo.

"Seu desgraçado..." murmurou Alexis, tentando erguer a mão para acertar o rosto do Alpha, mas seus dedos mal fecharam um punho.

Leonardo deitou Alexis devagar sobre a cama king size, ajeitando as cobertas macias ao redor do corpo do homem que aprendera a amar.

A aura de Alpha implacável que governara o submundo carioca por anos parecia ter desaparecido, dando lugar à dor crua do sacrifício.

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Leonardo sabia que aquela viagem para a sede central era uma sentença de morte, uma armadilha perfeita da qual ele dificilmente sairia vivo.

Ele inclinou o corpo sobre o leito, pressionando os lábios com uma ternura profunda e dolorosa contra a testa adormecida de Alexis.

"Seja livre, Alexis," murmurou Leonardo, deixando uma última carícia no cabelo prateado do rival antes de se afastar para sempre.

O chefe da família Castro vestiu o colete tático pesado, ajustou a pistola no coldre e caminhou em direção à porta da suíte sem olhar para trás.

"Tranque a mansão e ative o escudo blindado," ordenou Leonardo a Mateo pelo rádio ao entrar no carro blindado. "Se eu não retornar até a meia-noite, todas as contas do sindicato serão transferidas automaticamente para o nome de Alexis Voronov."

Duas horas mais tarde, na sede invadida no Centro do Rio, Marcus aguardava no topo do saguão cercado por homens armados até os dentes.

Dmitry Voronov sorriu com ganância ao ver Leonardo caminhar sozinho através da porta principal, desarmado e sem escolta.

"Onde está o meu sobrinho, Castro?" perguntou Dmitry, apontando o revolver para a cabeça da Doutora Helena ajoelhada ao seu lado.

"Ele está fora do seu alcance, Dmitry," respondeu Leonardo, com os olhos âmbar brilhando com uma chama morta e terrivelmente perigosa. "E você vai pagar por ter tocado na minha equipe."

Marcus riu alto, fazendo um sinal para que seis mercenários cercassem o Alpha dominante com correntes de retenção.

Enquanto isso, na mansão do Alto da Boa Vista, a química do sedativo forte travava uma batalha brutal contra o metabolismo modificado de Alexis.

A toxina experimental que havia transformado sua genética conferia a ele uma resistência celular muito superior à de qualquer humano normal.

Flashes de pânico e oeco da voz de Leonardo despedindo-se ecoavam na mente de Alexis, forçando sua consciência a emergir da escuridão.

Com um choque elétrico que percorreu sua espinha, Alexis abriu os olhos azuis de golpe, arfando pesadamente no quarto silencioso.

A dor de cabeça era devastadora, mas a conexão biológica da marca em sua nuca pulsava com um sinal alucinante de perigo e dor remota.

Através do vínculo empático recém-formado, Alexis pôde sentir a pulsação acelerada e o sofrimento físico de Leonardo a quilômetros de distância.

Alexis sentou-se na cama com um grunhido rasgado, encarando a suíte vazia e a porta blindada trancada pelo sistema automático.

Ao lado do leito, sobre a mesa de cabeceira, um copo de água repousava ao lado do relógio descartado por Leonardo antes de sair.

A compreensão da traição e do sacrifício idiota do Alpha fez um tsunami de fúria cega tomar conta da alma do ex-comandante.

Ele não lutara contra exércitos, sobreivera à mutação e entregara sua alma para aquele homem apenas para vê-lo morrer como um martir.

Com a mão trêmula de raiva, Alexis agarrou o copo de vidro grosso e o esmagou com força brutal dentro do próprio punho fechado.

Os cacos de vidro perfuraram a pele de sua palma, e o sangue vermelho escorreu entre seus dedos sem que ele esboçasse qualquer dor.

A fúria de um guerreiro que recusava ter seu destino decidido por outro explodiu em suas veias, destruindo os últimos resquícios do sedativo.

Alexis levantou-se da cama, ignorando o sangue que pingava no chão, e caminhou em direção ao armário de armas oculto na parede.

Ele puxou a trava secreta, revelando o arsenal pesado de elite que guardara para as suas operações mais letais.

Os olhos azuis de Alexis brilhavam com uma luz mortal, refletindo o brilho frio do aço das submetralhadoras que ele começou a carregar.

A promessa de submissão ou fraqueza evaporara; no seu lugar, restava apenas o monstro que o exército dos Voronov havia treinado.

Ele olhou para o reflexo do seu rosto no espelho, vendo o sangramento na mão e a marca de Leonardo brilhando sob a gola da camisa.

"Você acha que pode decidir quando a nossa história acaba, Castro?" murmurou Alexis para o quarto vazio, encaixando o pente duplo na arma com um estalo seco.

Ele abriu a janela panorâmica com um disparo cirúrgico no painel eletrônico, deixando o ar da noite carioca invadir o quarto.

Alexis olhou para o horizonte do Centro da cidade, onde as luzes da sede dos Castro piscavam na escuridão.

Esfregando o sangue do punho no próprio terno tático preto, o ex-Alpha deu um passo para fora da varanda em direção ao heliporto privado.

Seus olhos azuis queimavam em fúria pura e inabalável enquanto ele sussurrava a promessa que selaria a noite de sangue no Rio de Janeiro.

"Seu desgraçado... você não vai morrer sem a minha permissão."

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