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《Domando o Rival: O Alfa Imperfeito》Capítulo 7

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Capítulo 7: Cicatrizes do Passado

A névoa matinal do Alto da Boa Vista entrava silenciosa pelas janelas do quarto, esfriando o suor que ainda secava na pele dos dois homens.

Depois da tempestade sensorial no banheiro, um silêncio denso e quase pacífico havia se instalado sobre a cama king size.

Alexis estava deitado de costas, com o peito subindo e descendo em um ritmo calmo enquanto encarava o teto alto da suíte.

Ao seu lado, Leonardo já estava acordado, digitando comandos rápidos no laptop criptografado conectado aos servidores centrais do sindicato.

"Os dados que copiamos do terminal de Dmitry terminaram de ser descriptografados," anunciou Leonardo, quebrando o silêncio com sua voz grave.

Alexis se sentou devagar na cama, cobrindo o quadril com o lençol escuro enquanto a marca em sua nuca pulsava levemente sob a luz da manhã.

"O que aquele desgraçado estava escondendo sobre a minha mutação?" perguntou Alexis, passando a mão pelo cabelo prateado ainda desalinhado.

"O arquivo do 'Projeto Ômega' contém a lista completa de transferências bancárias e os relatórios médicos dos testes em humanos," explicou Leonardo.

Alexis se aproximou do lado da cama onde Leonardo estava, inclinando o corpo para observar a tela do computador.

A proximidade de seus corpos fez seus feromônios de madeira e rosa se misturarem no ar, lembrando-os da intimidade física recente.

No entanto, à medida que a barra de rolagem do documento descia, o rosto de Alexis começou a perder o pouco de cor que havia recuperado.

A tela exibia os carimbos oficiais de um laboratório clandestino na Polônia, datados de exatamente cinco anos atrás.

Abaixo dos diagramas genéticos que detalhavam a degradação das células Alpha, brilhava a assinatura do comprador e financiador principal.

O selo dourado do Sindicato Castro e a rubrica da família estavam destacados em cada página do projeto nefasto.

Alexis estancou no lugar, sentindo o ar fugir de seus pulmões como se tivesse levado um soco no estômago.

"Isso... isso é uma brincadeira sua?" perguntou Alexis, com a voz baixando para um tom perigosamente gélido.

Leonardo franziu o cenho ao notar a reação do rival, virando a tela para analisar os detalhes do contrato exibido.

"O que você está vendo aí, Alexis?" questionou Leonardo, surpreso com o repentino congelamento do ar ao seu redor.

"Você sabia," afirmou Alexis, recuando um passo para longe da cama com os olhos azuis faiscando de pura repulsa.

"Do que você está me acusando agora?" rebateu Leonardo, levantando-se da poltrona com a postura ereta.

"Cinco anos atrás!" gritou Alexis, e a raiva contida em seu peito fez as veias de seu pescoço sobressaírem. "Vocês financiaram a criação da droga que destruiu o meu corpo antes mesmo de nós nos conhecermos no campo de batalha!"

"Alexis, preste atenção no que está dizendo," pediu Leonardo, dando um passo em direção ao ex-comandante.

"Não se aproxime de mim!" ordenou Alexis, pegando uma faca tática que estava escondida no fundo da gaveta de cabeceira.

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A lâmina de aço escuro brilhou sob a luz matinal enquanto a ponta afiada apontava diretamente para o peito de Leonardo.

Toda a cumplicidade, o prazer e a trégua que haviam construído na noite anterior ruíram em uma fração de segundo.

Alexis encarou Leonardo com um olhar de desprezo e mágoa tão profunda que fez o próprio Alpha estancar os passos.

Para Alexis, a revelação não era apenas uma traição militar, mas a confirmação de um pesadelo arquitetado por seu maior inimigo.

Ele acreditou que toda a sua humilhação, a mutação e a degradação para Omega faziam parte de um plano doentio dos Castro para domesticá-lo.

"Você me prendeu nesta casa, me marcou como um bicho e agiu como o meu salvador," acusou Alexis, com a voz trêmula de raiva. "Quando, na verdade, foi a sua família que encomendou a minha destruição desde o primeiro dia!"

"Essa assinatura no documento não é minha, Alexis!" explicou Leonardo, mantendo o tom firme para tentar furar o bloqueio emocional do rival.

"A rubrica é do Sindicato Castro!" esbravejou Alexis, com os olhos mareados de fúria e ressentimento.

"Cinco anos atrás eu não comandava o sindicato!" lembrou Leonardo, ajustando a voz com autoridade. "Quem assinou esse financiamento foi o meu pai, Hector Castro!"

O nome de Hector ecoou pelo quarto, trazendo à tona a sombra do velho tirano que havia governado o submundo com tirania e crueldade.

"Seu pai?" debochou Alexis, sem abaixar a faca por um único milímetro. "Você acha que eu vou acreditar nessa desculpa conveniente?"

"Hector mantinha laboratórios secretos em toda a Europa para criar armas biológicas contra o exército dos Voronov," continuou Leonardo. "Eu descobri a existência dessas instalações quando tomei o poder e ordenei que todas fossem destruídas!"

"Pois você destruiu muito tarde, Castro," retrucou Alexis, com a lâmina tremendo levemente pela intensidade de seu ódio. "O veneno dele já estava no meu sangue."

"Se eu soubesse que aquele projeto envolvia você, eu teria queimado aquele lugar com o meu pai dentro," declarou Leonardo, encarando o rival sem medo da lâmina.

"Palavras vazias de um herdeiro que agora se beneficia da minha fraqueza," disse Alexis, sentindo uma dor física rasgar seu peito ao olhar para o homem que o havia marcado.

O sentimento de ter sido entregue de bandeja para o seu inimigo histórico transformou o alívio da marcação em um veneno amargo.

A ilusão de que Leonardo se importava com a sua sobrevivência parecia agora a maior e mais cruel de todas as manipulações.

"Abaixe a faca, Alexis," pediu Leonardo, franzindo os olhos ao ver o sofrimento estampado no rosto bonito do ex-Alpha.

"Nunca mais mande em mim," respondeu Alexis, avançando com uma velocidade chocante antes que Leonardo pudesse reagir.

Alexis usou o próprio corpo para empurrar Leonardo contra o colchão, subindo na cama e prensando o Alpha contra os travesseiros.

A lâmina tática de aço escuro foi cravada com precisão na pele do pescoço de Leonardo, logo acima da artéria carótida.

Um fio fino de sangue avermelhado brotou do local onde o aço tocava a pele de Leonardo, mas o Alpha não esboçou qualquer reação de defesa.

Leonardo olhou nos olhos azuis de Alexis, vendo o abismo de dor, traição e raiva que queimava nas pupilas do seu eterno rival.

O aroma de rosa e gelo de Alexis jorrou com uma violência fria, rejeitando a presença de Leonardo no ambiente com um desgosto visceral.

Alexis inclinou o rosto sobre o de Leonardo, e sua respiração desgovernada chocava-se contra a boca do homem preso sob o seu peso.

"Você me deu uma gaiola, me deu um remédio e disse que eu era seu," sussurrou Alexis, com a voz carregada de uma dor profunda e cortante.

Leonardo manteve o olhar fixo no dele, sentindo a ponta afiada da lâmina pressionar sua garganta com a firmeza de um executor.

"Então esse era o seu plano perfeito para me vencer?" perguntou Alexis, enquanto a primeira lágrima de dor escorria por sua bochecha.

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