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《Domando o Rival: O Alfa Imperfeito》Capítulo 4

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Capítulo 4: Santuário Proibido

A insinuação de Leonardo sobre a honestidade da glândula ainda queimava no ar quando o corpo de Alexis começou a contorcer-se violentamente sobre o colchão.

O frasco de inibidores clandestinos que Alexis havia consumido horas antes reagiu de forma catastrófica com o veneno da mutação em seu sangue.

Uma erupção de febre e espasmos musculares tomou conta do ex-comandante, fazendo sua pele pálida ficar perigosamente avermelhada.

"Castro..." engasgou Alexis, com as veias do pescoço sobressaindo enquanto seus pulmões pareciam se recusar a expandir.

"Helena!" gritou Leonardo, mas a voz do Alpha foi abafada pelo som estridente dos alarmes biológicos da suíte.

Os monitores cardíacos acoplados ao leito dispararam em um tom agudo, indicando que a frequência cardíaca de Alexis havia ultrapassado os limites humanos.

Alexis agarrava o próprio peito com a mão livre, tentando desesperadamente rasgar a camisa tática que parecia sufocá-lo.

"Não toque nos inibidores!" exclamou a Doutora Rossi, surgindo na porta com uma seringa de emergência nas mãos. "O sistema imunológico dele está rejeitando o composto sintético! A garganta dele vai fechar em menos de dois minutos!"

"Aplica a porra do antídoto agora!" ordenou Leonardo, segurando os ombros de Alexis para conter as convulsões.

"Não existe antídoto para choque anafilático de mutação genética, Leonardo!" respondeu Helena, dando um passo para trás com o rosto pálido. "A única coisa no planeta capaz de parar esse choque imunológico é uma carga massiva de feromônios de um Alpha compatível diretamente na glândula!"

Alexis abriu os olhos mareados, encarando Leonardo com uma mistura aterrorizante de pavor e repulsa profunda.

"Não..." sussurrou Alexis, com a voz raspando na garganta inflamada. "Não faz... isso..."

"Se eu não fizer, você morre em sessenta segundos, seu idiota orgulhoso," rosnou Leonardo, com a raiva e o pânico disputando o controle de sua mente.

"Eu prefiro... a morte," conseguiu articular Alexis, tentando cuspir o próprio sangue que subia por sua garganta.

Leonardo ignorou o apelo e usou as duas mãos para rasgar a camisa tática de Alexis de cima a baixo com força brutal.

O tecido reforçado se partiu com um estalo seco, expondo o tórax definido e a pele escaldante do ex-Alpha.

Com a remoção da proteção, a gargantilha tática de metal foi forçada para fora do lugar, deixando a nuca de Alexis completamente desprotegida.

Um perfume avassalador de rosa perfurada por gelo e febre pura jorrou da pele exposta, preenchendo o quarto com uma densidade sufocante.

Helena recuou imediatamente para fora do quarto e bateu a porta blindada, sabendo que a presença de qualquer Beta ali seria perigosa.

"Saia da minha frente, Alexis," disse Leonardo, posicionando os joelhos sobre o colchão para prensar as coxas do rival.

"Se você me morder..." arfou Alexis, arranhando o peito de Leonardo com as unhas. "...eu juro por Deus que te mato assim que acordar..."

"Você pode tentar me matar o quanto quiser depois, mas vai ficar vivo para fazer isso," rebateu Leonardo, inclinando o corpo sobre ele.

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A aura de Alpha de Leonardo explodiu no ambiente, liberando um aroma denso de madeira queimada e pólvora que atingiu o ar como um impacto físico.

O contraste entre os dois feromônios criou uma tempestade sensorial absurda, fazendo os monitores da sala entrarem em curto-circuito.

Alexis soltou um grito abafado quando Leonardo o virou de bruços contra os travesseiros, expondo a curva vulnerável de sua espinha.

A mão de Leonardo segurou firme os cabelos prateados de Alexis, puxando sua cabeça para trás para alinhar a glândula hiperemia.

O cheiro de febre que saía daquela pequena área de pele era tão concentrado que fez as pupilas de Leonardo se dilatarem até sumirem na cor âmbar.

Sem hesitar mais nenhum segundo, Leonardo abriu a boca e cravou os dentes caninos com violência brutal no centro da glândula de Alexis.

O som do tecido muscular sendo perfurado e o estalo da cartilagem ecoaram pela suíte como um tiro de misericórdia.

O corpo de Alexis se esticou em um arco violento sobre a cama, e um grito gutural rasgou sua garganta antes de ser sufocado no travesseiro.

No momento exato em que os caninos de Leonardo perfuraram a pele e injetaram a carga de feromônios, um choque neuroquímico atingiu os dois.

A conexão de marcação temporária abriu um canal psíquico devastador, fazendo as memórias traumáticas de Alexis vazarem direto para a mente de Leonardo.

Leonardo viu flashes de visões aterrorizantes: luzes fluorescentes frias, braços mecânicos injetando fluidos brilhantes, e cientistas sem rosto observando Alexis acorrentado a uma mesa de cirurgia.

Ele sentiu a dor agonizante das fibras musculares de Alexis sendo rasgadas e reescritas enquanto o ex-comandante gritava até perder a voz naquele laboratório.

A revelação da tortura sofrida pelo seu maior inimigo fez o peito de Leonardo se contrair em uma onda inexplicável de raiva possessiva.

Enquanto a carga de feromônios estabilizava o choque anafilático, a febre de Alexis começou a baixar em uma velocidade milagrosa.

Os espasmos musculares cederam devagar, dando lugar a um alívio físico avassalador que fez os pulmões do Omega finalmente receberem ar.

No entanto, o alívio do corpo trouxe consigo uma onda de humilhação e desespero tão profunda que destruiu a alma do guerreiro.

Preso sob o peso do homem que odiava, sentindo os dentes do rival profundamente cravados em sua carne, Alexis desmoronou internamente.

Uma única lágrima de pura raiva e impotência escorreu por sua bochecha pálida, encharcando o tecido do travesseiro.

"Maldito seja..." sussurrou Alexis, com a voz morrendo à medida que a exaustão extrema tomava conta de seus sentidos.

Leonardo não soltou a nuca dele imediatamente; em vez disso, manteve a mordida firme até garantir a saturação completa da marca.

Quando finalmente recolheu os dentes, um fio de sangue vermelho e quente escorreu pela curva do pescoço prateado de Alexis.

Em vez de se afastar, Leonardo passou a língua devagar sobre a ferida aberta, limpando o sangue do corte com um toque quase doentio.

O cheiro de rosa e gelo agora estava impregnado de madeira queimada, marcando biologicamente Alexis como território protegido de Castro.

Alexis permaneceu imóvel de bruços, com a respiração pesada e os olhos abertos encarando a parede escura, derrotado pela própria biologia.

Leonardo enterrou os dedos no cabelo prateado e suado do rival, inclinando o rosto até seus lábios roçarem a orelha trêmula do ex-Alpha.

"Você tentou se matar com aqueles remédios de merda," murmurou Leonardo, com a voz rouca e saturada pela energia da marcação.

Alexis não respondeu; apenas fechou os olhos devagar enquanto a consciência se esvaziava diante da exaustão do processo.

Leonardo aproximou a boca da marca recente na nuca de Alexis, sentindo o pulso do Omega finalmente bater em um ritmo calmo e estável.

"Agora você é meu remédio," sussurrou Leonardo no cabelo prateado e suado de Alexis, selando o destino dos dois na penumbra do quarto.

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