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《Domando o Rival: O Alfa Imperfeito》Capítulo 2

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Capítulo 2: Ruptura de Neve

A pergunta de Leonardo ainda ecoava no ar quando uma explosão ensurdecedora estremeceu a estrutura de metal do galpão.

O teto de zinco cedeu sob o impacto das bombas de grande calibre, lançando toneladas de detritos e concreto diretamente sobre eles.

Leonardo reagiu em uma fração de segundo, usando seu próprio corpo para cobrir Alexis enquanto a terra e o aço desabavam ao redor.

O som ensurdecedor da destruição deu lugar a um silêncio sufocante, quebrado apenas pelo chiar de poeira caindo e pelo gotejar de água.

Eles estavam presos em um compartimento selado no subsolo, onde a luz da tempestade não conseguia mais alcançar.

A única iluminação vinha do brilho fraco e fosforescente dos monitores quebrados que haviam caído do andar superior.

"Você está vivo?" perguntou Leonardo, empurrando um pedaço pesado de viga de ferro para o lado com um grunhido.

Alexis tentou se afastar imediatamente, mas suas costas colidiram contra o monte de destroços que bloqueava a saída.

"Afaste-se de mim, Castro," respondeu Alexis, puxando o ar com extrema dificuldade enquanto a poeira flutuava no ar denso.

O espaço era perigosamente apertado, forçando os ombros dos dois homens a se tocarem a cada movimento respiratório.

A poeira fina assentou devagar, revelando a falta absoluta de ventilação no pequeno refúgio subterrâneo.

Sem a circulação do ar da tempestade, o aroma de rosa gelada e febre que emanava da pele de Alexis se acumulou rapidamente.

A concentração de feromônios tornou-se tão densa que a própria garganta de Leonardo começou a queimar com o ardor do desejo.

"Nós temos pouco tempo antes que o oxigênio acabe aqui dentro," avisou Leonardo, tentando manter a voz sob controle absoluto.

"Então economize o seu ar e fique calado," retrucou Alexis, tentando se posicionar em uma postura de defesa.

No entanto, a mudança drástica de pressão e o estresse extremo da explosão agiram como um catalisador para a toxina no sangue de Alexis.

A substância experimental que havia alterado sua genética despertou com uma violência avassaladora em seu sistema nervoso.

A pouca força que ainda sustentava a espinha ereta do ex-comandante parecia evaporar a cada segundo que passava.

Alexis sentiu suas pernas virarem água e os músculos de suas coxas começarem a tremer incontrolavelmente sob as calças táticas.

"O que está acontecendo com o seu corpo?" perguntou Leonardo, dando um passo curto para frente ao ver a oscilação do rival.

"Não dê mais nenhum passo," ordenou Alexis, tentando erguer os braços para desferir um soco na direção do peito de Leonardo.

O golpe veio sem força, permitindo que Leonardo segurasse o pulso de Alexis no ar com uma facilidade humilhante.

"Você mal consegue manter os olhos abertos," disse Leonardo, puxando-o levemente para ver a extensão da fraqueza do outro.

Ao ser puxado, o joelho de Alexis cedeu completamente, fazendo-o cair para a frente contra o peito largo de Leonardo.

O choque do contato físico enviou uma descarga elétrica pela espinha do Omega, fazendo-o soltar um arfar involuntário.

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"Saia de cima de mim!" rugiu Alexis, cravando os dedos nos ombros do sobretudo de Leonardo para tentar se empurrar.

Em vez de se afastar, as forças de Alexis falharam novamente, fazendo sua testa pousar direto na curva do pescoço de Leonardo.

O aroma profundo de madeira queimada e pólvora que exalava da pele de Leonardo invadiu os pulmões de Alexis como uma droga viciante.

Sua biologia de Omega, recém-despertada e descontrolada, implorava desesperadamente por aquele contato com um Alpha dominante.

"Sua pele está queimando como se estivesse em chamas," murmurou Leonardo, sentindo o calor insuportável atravessar o tecido de suas roupas.

"Isso é culpa sua," acusou Alexis, cravando os dentes com tanta força no próprio lábio inferior que o sangue voltou a brotar.

O gosto metálico do próprio sangue na boca era a única coisa que ainda mantinha um resquício de sua consciência lúcida.

Um gemido agudo e desesperado tentou escapar de sua garganta, mas Alexis o sufocou com uma mordida ainda mais profunda no lábio.

"Não faça isso," disse Leonardo, usando o polegar para pressionar o queixo de Alexis e interromper a automutilação.

"Você não tem o direito de me tocar," disse Alexis, com a voz embargada pela humilhação de estar totalmente vulnerável.

A aura de Alpha que por anos fez de Alexis um dos homens mais temidos do continente desmoronou completamente naquele porão escuro.

No lugar do guerreiro frio, restava apenas um corpo implorando pelo alívio que só o homem à sua frente poderia proporcionar.

Leonardo sentiu um calafrio percorrer sua espinha enquanto seus próprios instintos de predador despertavam em um nível aterrorizante.

A necessidade de dominar, proteger e clamar o corpo trêmulo do seu maior inimigo ameaçava destruir sua mente calculista.

"Isso não é um ciclo natural, é?" perguntou Leonardo, percebendo que a frequência cardíaca de Alexis estava em um nível perigoso.

"Você não sabe nada sobre mim," respondeu Alexis, tentando se arrastar para trás sobre o chão coberto de concreto moído.

A cada centímetro que Alexis se afastava, o espaço confinado parecia exigir a reaproximação imediata dos dois corpos.

Leonardo ajoelhou-se ao lado dele, prendendo o ex-comandante entre o seu corpo e o canto da parede de escombros.

"Quem fez isso com você, Alexis?" questionou Leonardo, com os olhos âmbar brilhando com uma raiva sombria na penumbra.

Alexis tentou puxar o ar, mas os pulmões pareciam recusar o oxigênio escasso sem a presença dos feromônios do Alpha.

A humilhação de perceber que sua sobrevivência imediata dependia do cheiro do seu inimigo fez lágrimas de raiva brotarem em seus olhos.

"Eu prefiro morrer sufocado neste buraco a responder qualquer uma das suas perguntas," disse Alexis, com a voz falhando perigosamente.

Suas mãos, trêmulas e frias por causa do choque, deslizaram pelo chão tático até encontrarem o cabo de sua pistola abandonada.

Com um esforço sobre-humano que consumiu o resto de sua energia vital, Alexis ergueu a arma e pressionou o cano direto na barriga de Leonardo.

O metal frio da boca do cano afundou contra o tecido do sobretudo do Alpha, logo acima da linha do cinto.

"Afaste-se de mim agora," exigiu Alexis, enquanto a primeira lágrima de raiva escorria por sua bochecha suada e pálida.

Leonardo olhou para a arma apontada para o seu estômago e depois voltou o olhar para os olhos azuis e mareados do rival.

Ele pôde sentir a vibração intensa que vinha dos dedos de Alexis, incapazes de manter a estabilidade para puxar o gatilho.

A escuridão ao redor parecia encolher ainda mais, deixando os dois homens presos no ritmo acelerado de suas próprias respirações.

"Encosta em mim..." sussurrou Alexis, com os lábios trêmulos e a voz quebrada pela febre indescritível que o consumia. "...e eu te explodo..."

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