localização atual: Novela Mágica Moderno O Amor que Nunca Existiu Capítulo 8

《O Amor que Nunca Existiu》Capítulo 8

PUBLICIDADE

Uma semana depois, embarquei no voo para a Suíça. Antes da partida, ela foi ao aeroporto me despedir. Trouxe uma enorme sacola de lanches, recomendando incessantemente que eu me cuidasse. Aquela tagarelice parecia a de uma pequena gerente preocupada.

— Já entendi, já entendi. — Ri, bagunçando seu cabelo. — Não sou mais criança.

— É sim! — Ela deu um tapa na minha mão, resmungando insatisfeita. — Da última vez que ficou doente com febre alta, agindo como um bobo, ainda tem coragem de dizer que não é criança?

Ela relembrou aquele episódio, mas não me senti constrangido; pelo contrário, senti um calor reconfortante.

— Bem, preciso ir. — Olhei o horário.

— Certo. — Ela assentiu, mas permaneceu parada, sem intenção de sair.

— Mais alguma coisa? — perguntei.

Ela mordeu o lábio, hesitou por um longo tempo e tirou do bolso um pequeno amuleto, colocando-o em minha mão.

— Isso... eu fui buscar num templo há dois dias, para garantir segurança. Você... leve sempre com você.

Ao terminar, seu rosto corou e ela não ousou me olhar. Olhei para aquele amuleto de costura rústica, mas feito com tanto cuidado, e senti meu coração ser preenchido por algo agridoce. Estendi os braços e a envolvi em um abraço.

— Obrigado.

Este agradecimento era diferente de todos os anteriores.

— Já disse para parar de agradecer sempre! — ela resmungou abafado no meu peito.

— Está bem, não direi mais. — Ri, soltando-a. — Vou embora agora, me espere.

— Sim.

Virei-me em direção ao controle de segurança. Após alguns passos, não pude evitar olhar para trás. Ela ainda estava lá, acenando vigorosamente, com um sorriso radiante no rosto. A luz do sol atravessava o vidro do aeroporto e a cobria, como se ela estivesse envolvida em uma auréia dourada. Naquele momento, tive o impulso de voltar imediatamente e dizer que eu a amava. Mas me contive.

Agora, recém-saído de um relacionamento fracassado, eu não tinha o suficiente para lhe garantir um futuro.

Espere por mim.

Espere até que eu me torne alguém melhor, digno de caminhar ao seu lado.

Eu mesmo lhe direi o que sinto.

O intercâmbio de meio mês foi mais interessante do que imaginei. Aprendi com chefs renomados de todo o mundo. Todas as noites, fazíamos chamadas de vídeo. Ela me contava onde tinha ido, o que tinha comido ou que travessura fizera com algum herdeiro metido. Ela falava sem parar, como um passarinho feliz. E eu ouvia pacientemente, comentando ocasionalmente e mostrando os novos pratos que aprendia.

— Uau! Isso parece delicioso! Dante, volte logo para fazer isso para mim!

— Essa sobremesa é tão linda! Também quero comer!

— Dante, Dante, quando você volta? Sinto tanta falta da sua comida...

Bastaram apenas dez dias para que ela passasse de "sinto falta da sua comida" para "sinto sua falta". Essa "pequena bruxa" me seduzia sem esforço, e de forma letal. Todas as noites eu dormia sorrindo, achando que seria sempre assim até o meu retorno.

PUBLICIDADE

Até receber a ligação da minha irmã, Su Qing. Assim que atendi, ouvi sua voz ansiosa e furiosa:

— Dante! Volte logo! Algo aconteceu com Qin Yue!

Meu coração afundou imediatamente.

— O que aconteceu com ela? — minha voz tremia.

— Ela... para te vingar, foi tirar satisfação com Vanessa e, como resultado, aquela louca a empurrou escada abaixo!

— O quê?! — Senti como se tivesse sido atingido por um raio; tudo escureceu.

— Ela está no hospital, com a perna quebrada e uma leve concussão. Volte logo! Ela... ela não para de chamar o seu nome.

Desliguei e reservei o primeiro voo de volta. No avião, senti como se meu sangue estivesse congelado. Qin Yue. Vanessa. Esses dois nomes se entrelaçavam e se dilaceravam em minha mente. Não me atrevi a imaginar o que aconteceria se algo grave tivesse ocorrido com Qin Yue. Só sabia que não pouparia Vanessa. Aquela mulher enlouqueceu de vez!

As horas de voo pareceram séculos. Assim que aterrissei, corri direto para o hospital sem nem passar em casa. Na porta do quarto, vi minha irmã e os pais de Qin Yue. O semblante de todos era péssimo.

— Dante, você chegou. — Su Qing veio ao meu encontro.

— Como ela está? — perguntei ansioso.

— O médico disse que a perna está engessada e precisará de meses de repouso. A concussão não é grave, mas... — Su Qing hesitou, olhando para mim com um olhar complexo. — Depois que acordou, ela não reconhece ninguém. Só lembra de você.

Senti um tremor no coração, empurrei a porta e entrei correndo. Na cama, a perna esquerda de Qin Yue estava envolvida em um gesso espesso, com gaze na cabeça. Ela parecia pálida, frágil e indefesa. Ao ouvir a porta abrir, virou-se lentamente. Ao me ver, seus olhos brilharam instantaneamente, como os de um filhote que reencontra o dono. Ela estendeu a mão em minha direção, com uma voz suave e sofrida:

— Dante... você finalmente voltou.

— Eu estou com tanta dor.

Capítulo 8

“Desculpe, cheguei tarde.” Caminhei rapidamente até a beira da cama e segurei firmemente a mão que ela estendia. Meu coração parecia ser espremido por uma mão gigante, doendo e apertando. Suas mãos estavam frias e levemente trêmulas. Envolvi suas mãos nas minhas, tentando aquecê-la com o meu próprio calor corporal. “Onde dói? Diga-me.” Minha voz estava rouca de tensão. “Dói a perna, e também a cabeça...” ela fez um biquinho, com os olhos vermelhos, como uma criança que sofreu uma grande injustiça. “E aqui também...” Ela apontou para o peito. “Aqui também dói.” Meu coração deu um solavanco. “Qin Yue...” “Dante,” ela olhou para mim com dependência, seus olhos carregados de confusão e medo, “quem são eles? Todos dizem que são meus pais, mas não tenho lembrança alguma. Só me lembro de você, minha mente está cheia de você.” Na porta do quarto, ao ouvirem isso, o pai e a mãe dela ficaram ainda mais pálidos; a mãe não conseguiu segurar e virou o rosto para limpar as lágrimas. Olhei para trás, dando-lhes um olhar de conforto, e então me voltei para ela, dizendo com a voz mais suave possível: “Tudo bem, se não consegue lembrar, não tente. Basta se lembrar de mim, isso já é o suficiente.” “Hum.” Ela assentiu docemente e perguntou com cautela: “Então... você vai ficar comigo sempre? Não vai embora de novo, vai?” “Não vou.” Abaixei-me e ajudei a arrumar sua franja. “Não vou a lugar algum, ficarei aqui com você.” “Dedinho.” Ela estendeu o dedo mindinho. “Certo, dedinho.” Enganchei meu dedo no dela, observando seu rosto voltar a sorrir por causa da minha promessa, sentindo um turbilhão de emoções.

PUBLICIDADE

O médico explicou que era amnésia seletiva. Devido ao forte choque e trauma, seu cérebro bloqueou automaticamente as memórias dolorosas e inquietantes, deixando apenas a pessoa em quem ela mais confiava e dependia em seu subconsciente. E essa pessoa era eu. Esse reconhecimento me trouxe uma dor no coração, mas também um prazer indescritível.

Após tranquilizá-la, saí do quarto. “Tio, tia, me desculpem.” Inclinei-me profundamente diante do casal. “O acidente da Qin Yue é culpa minha. Eu...” “Não é culpa sua, Dante.” O pai dela bateu no meu ombro e suspirou. “Conhecemos o temperamento da nossa filha. Mesmo que não fosse você, ao ver uma injustiça, ela correria para enfrentar. Aquela Vanessa... não a deixaremos impune.” “Já pedi aos advogados que tratassem disso.” Levantei a cabeça, com o olhar gélido. “Crime de lesão corporal, somado aos casos anteriores, ela nunca mais sairá da prisão.” “Que bom.”

Depois de me despedir dos pais dela, Su Qing se aproximou e me entregou uma garrafa de água. “Não se culpe tanto. Aquela menina é protegida pelo destino.” “Irmã, o que aconteceu exatamente?” Perguntei, sem beber a água. “O de sempre.” Su Qing fez uma careta. “Vanessa conseguiu liberdade condicional alegando instabilidade mental e depressão. Assim que saiu, descobriu onde a Qin Yue estava e foi lá tirar satisfações.” “Ela começou ajoelhando e implorando para que Qin Yue a deixasse em paz e falasse por ela. Qin Yue a ridicularizou. A louca perdeu o controle, disse que ela destruiu sua vida e a empurrou da escada.” Apertei a garrafa até ela estalar. “Onde ela está agora?” “Presa novamente. Desta vez, o atestado de depressão não serviu de nada. Lesão corporal intencional com provas concretas. Agora, é esperar a cadeia.” Su Qing pausou e continuou: “Ah, o vice-presidente Wang foi condenado à prisão perpétua por corrupção. O outro ator, Lin哲, foi esperto: usando as ações e o papel principal que você deu, está vivendo o auge e até publicou notas dizendo ser o grande salvador da agência.” “Ele não vai durar muito.” respondi friamente. “Chega de falar dessas pessoas azaradas.” Su Qing bateu na minha mão. “O que pretende fazer? Com Qin Yue nesse estado, ela grudou em você.” “Que grude então.” Olhei para o quarto, com ternura. “Justamente, não quero que ela vá embora.” Su Qing sorriu, um sorriso cheio de significado. “Ora, ora, nosso pequeno romântico finalmente acordou?”

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia