localização atual: Novela Mágica Moderno A Invasão na Minha Própria Casa Capítulo 10

《A Invasão na Minha Própria Casa》Capítulo 10

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Sra. Chen me observou por alguns segundos.

“Não tente aguentar sozinha se não conseguir.”

Voltei para minha mesa.

Os colegas olhavam para mim de forma diferente.

Alguns fingiam estar ocupados, outros olhavam furtivamente para seus celulares.

Uma colega com quem me dava bem, Liu, aproximou-se.

Ela baixou a voz.

“Elara, essa postagem não deve ser verdadeira, né?”

Olhei para ela.

“Você espera que seja?”

Ela corou.

“Não foi isso que eu quis dizer. Só acho que o que dizem na internet é muito detalhado.”

Coloquei o recibo de aceitação da delegacia na mesa.

“Olhar para isto é mais útil do que olhar para a postagem.”

Liu deu uma olhada e não disse mais nada.

Ao meio-dia, Sofia entrou correndo no meu escritório.

“Descobri, a postagem foi feita por Luma. Ela usou uma conta secundária, mas não apagou direito a foto original.”

Disse: “Não apague ainda.”

Sofia ficou perplexa.

“Ainda não? Estão te xingando de tudo que é nome.”

Olhei pela janela.

“Na reunião de atendimento social desta tarde, Beto certamente virá causar confusão.”

Sofia entendeu imediatamente.

“Você quer que ele se autodestrua publicamente?”

Fechei a pasta.

“Não é que eu queira.”

Levantei-me.

“É que ele certamente fará isso.”

Às três da tarde, a reunião de atendimento ao bem-estar social aconteceu no pequeno auditório do Centro Cultural do distrito.

Originalmente, era para ouvir as opiniões dos residentes.

Eu era a responsável pela assinatura de presença e pelos materiais.

Na metade da reunião, Beto apareceu, como esperado.

Ele trouxe Dalva, Luma e alguns outros proprietários curiosos.

Assim que entrou, começou a gritar:

“Líderes, quero denunciar a funcionária pública Elara por abuso de poder!”

Dezenas de olhos no auditório se voltaram para nós.

O mediador franziu a testa.

“Por favor, fale conforme o protocolo.”

Beto caminhou até a primeira fila.

“Só quero fazer uma pergunta: pode uma funcionária pública chamar a polícia para prender cidadãos comuns à vontade? Pode espalhar boatos de que vizinhos roubaram coisas?”

Dalva começou a chorar imediatamente.

“Nossa família foi destruída por ela. Agora, no condomínio, todos dizem que somos ladrões.”

Fiquei atrás da mesa de recepção, sem me mover.

Luma segurava o celular filmando.

“Todos vejam, ela está bem aqui e finge que nada aconteceu.”

O mediador olhou para a Sra. Chen.

A Sra. Chen me deu um sinal.

Peguei o microfone.

“Beto, você tem certeza de que quer fazer essa denúncia aqui?”

Beto estufou o peito.

“Quero falar na frente dos líderes!”

Assenti.

“Muito bem.”

Capítulo 20

Abri minha pasta.

“Primeiro, a delegacia já aceitou a denúncia sobre vocês entrarem na minha casa sem consentimento. Segundo, o resultado da perícia da assinatura no contrato de empréstimo mostra que não fui eu quem assinou. Terceiro, a lembrança da minha mãe foi recuperada do porta-malas do seu carro, com registro da ocorrência. Quarto, a administração do prédio admite que não obteve autorização da proprietária.”

O auditório ficou em silêncio.

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Alguém na última fileira sussurrou: “Isso é diferente do que dizia na postagem.”

O celular de Luma tremia.

Beto não esperava que eu fosse tão direta.

Ele cerrou os dentes.

“Você nos forçou! Você não ficou em casa por um mês, a casa estava vazia, o que teria de mal em morarmos lá por alguns dias?”

Perguntei: “Então você admite que se mudou sem consentimento?”

Ele engasgou.

Dalva tentou puxá-lo apressadamente.

Ele a empurrou.

“Não brinque com as palavras. Arthur consentiu!”

Perguntei: “Arthur é o dono do imóvel?”

Beto rugiu: “Eles já iam se casar, é claro que ele pode decidir!”

Olhei para o mediador.

“Por favor, registre esta frase.”

Os funcionários ao lado do mediador já estavam anotando.

Luma finalmente percebeu a situação e quis desligar a transmissão ao vivo.

Sofia aproximou-se pelo lado e disse sorrindo: “Não desligue. Não era para mostrar a todos?”

O rosto de Luma ficou vermelho.

A porta dos fundos do auditório se abriu.

Um homem idoso vestindo um traje

Zhongshan

escuro entrou.

Atrás dele, o diretor do Centro Cultural o seguia.

O diretor apressou-se para a frente.

“Diretor Gu, por que o senhor veio?”

O idoso não olhou para ele.

Ele olhou para mim.

“Elara?”

Assenti.

Ele caminhou até mim, falando em tom baixo.

“Seu avô, Lin Huaishan, foi meu professor.”

Todo o auditório silenciou.

O Diretor Gu me entregou alguns documentos.

“Na reestruturação da antiga fábrica, ficou um saldo de dividendos devidos ao seu avô. Sua mãe recusou-se a receber, dizendo para esperar você crescer. Agora que os trâmites estão prontos, vim entregá-los a você.”

Beto ficou estático.

Arthur entrou pela porta dos fundos e ouviu justamente essa frase.

Ele ainda segurava uma pilha de papéis impressos.

Provavelmente planejava continuar espalhando boatos sobre o passado do meu avô.

O Diretor Gu olhou para ele.

“Quem disse há pouco que Lin Huaishan devia dinheiro e fugiu?”

Arthur parou à porta, com um semblante tão terrível como se tivesse levado um tapa.

A voz do Diretor Gu tornou-se severa.

“Naquela época, ele vendeu a própria casa para garantir o pagamento dos salários de mais de duzentas pessoas. Vocês ousam usar isso para difamá-lo?”

Algumas pessoas no auditório ofegaram.

O olhar da Sra. Chen para mim mudou.

Liu, sentada na última fileira, deixou cair a caneta no caderno.

Recebi os documentos.

Não os abri.

Apenas disse ao Diretor Gu: “Obrigada.”

O Diretor Gu assentiu.

“Seu avô me ensinou uma coisa: se alguém tentar tomar a sua porta, você deve mostrar a placa dela. Não tenha medo.”

Voltei-me para Beto.

“Agora, você quer continuar com a sua denúncia?”

Os lábios de Beto tremeram, mas ele não conseguiu falar.

Dalva o arrastou para fora.

A transmissão ao vivo de Luma ainda não havia sido desligada.

Na tela, começaram a surgir comentários:

“O jogo virou?”

“Essa família invadiu a casa e ainda faz bullying virtual?”

“Aquele homem há pouco não era o noivo? Ele está com cara de quem perdeu tudo.”

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Arthur estava parado à porta.

O papel impresso em suas mãos ia se amassando aos poucos.

Ele finalmente entendeu.

O segredo do passado que ele usou para me ameaçar não era uma mancha.

Era uma luz que ele não era digno de tocar.

A postagem caiu rapidamente.

O trecho da transmissão ao vivo de Luma foi recortado e espalhado por toda a cidade.

A frase de Beto, “o que teria de mal em morarmos lá por alguns dias com a casa vazia?”, tornou-se a nova piada do grupo do condomínio.

Marta foi afastada da empresa de administração.

A pequena equipe de reformas de Beto perdeu contrato após contrato.

A repartição de Arthur o chamou para uma conversa.

Ele me ligou muitas vezes.

Não atendi nenhuma.

Ele começou a enviar mensagens.

“Elara, vamos nos encontrar.”

“Minha mãe adoeceu.”

“Eu realmente sei que errei.”

“Não leve as coisas ao extremo.”

A última mensagem foi enviada às onze da noite.

“Se você não aparecer, ficarei esperando na sua porta.”

Entreguei o celular para Sofia.

Sofia disse: “Solicite uma ordem de restrição.”

Assenti.

Capítulo 21

No dia seguinte, troquei a fechadura da porta.

Enquanto o profissional instalava, o Sr. Geraldo ficou parado na porta por um longo tempo.

Ele carregava um saco de tangerinas.

“Elara, sinto muito por ter te aconselhado a assinar naquele dia na mediação.”

Peguei as tangerinas.

“Você disse a verdade depois disso.”

O Sr. Geraldo suspirou.

“Estou ficando velho e tenho medo de problemas. Sempre achei que, se aguentasse um pouco, passaria. Agora penso: quem aguenta tudo são as pessoas boas, os vilões não aguentam nada.”

Disse: “Então, no futuro, não peça às pessoas boas que cedam.”

O Sr. Geraldo assentiu.

“Entendido.”

Passos foram ouvidos na escada.

A mãe de Arthur subiu, apoiando-se na parede.

Desta vez, ela não chorava.

Seu rosto não tinha mais a arrogância de antes.

“Elara.”

Sofia colocou a cabeça para fora da porta.

“Veio causar confusão de novo?”

A mãe de Arthur fez um gesto com a mão.

“Não vim causar confusão. Vim te pedir um favor.”

Fiquei parada na porta, sem deixá-la entrar.

Ela olhou para minha fechadura nova, demonstrando constrangimento.

“A repartição de Arthur vai puni-lo. A família Beto também exige indenização. Minha família realmente não aguenta mais.”

Perguntei: “E então?”

Ela me estendeu um envelope vermelho.

“Aqui tem cinco mil. Fique com isso primeiro. Assine o termo de perdão, pode ser?”

Sofia riu na hora.

“Cinco mil para comprar o perdão por terem invadido a casa, falsificado assinaturas e roubado lembranças de uma mãe? Senhora, sua proposta é muito cruel.”

O rosto da mãe de Arthur ficou vermelho.

“Só conseguimos esse valor.”

Disse: “Então, esperem até que consigam pagar o devido para falarmos sobre indenização. O termo de perdão não está em pauta.”

A mãe de Arthur ajoelhou-se de repente.

Alguns vizinhos colocaram a cabeça para fora.

Ela agarrou a bainha da minha calça.

“Elara, estou me ajoelhando para você. Arthur não pode ter antecedentes criminais, ele ainda é jovem.”

Recuei um passo.

“Levante-se.”

Ela não se levantou.

“Se você não aceitar, não me levantarei.”

Sofia, furiosa, tentou puxá-la.

Impedi Sofia e peguei o celular para gravar.

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