localização atual: Novela Mágica Moderno A Invasão na Minha Própria Casa Capítulo 3

《A Invasão na Minha Própria Casa》Capítulo 3

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Não abri.

Respondi apenas com texto:

— Por favor, comunique-se por texto.

Marta não disse mais nada.

Meia hora depois, Arthur ligou.

Não atendi.

Ele mandou uma mensagem:

— Você tem mesmo que levar as pessoas a esse limite?

Respondi:

— Foram eles que ocuparam a minha casa primeiro.

Ele enviou:

— O Beto já está muito irritado. Ele disse que se você continuar assim, vai apresentar o contrato de empréstimo.

Ao ler as palavras "contrato de empréstimo", senti um alívio.

Finalmente, eles mostraram as cartas falsas.

Capítulo 5

No dia seguinte, Sofia pediu a um advogado amigo que emitisse as notificações extrajudiciais.

Uma para Beto.

Outra para Dalva.

Uma terceira para a empresa de administração.

O conteúdo era claro:

Eu nunca autorizei ninguém a entrar, residir ou utilizar o imóvel.

Exigi a interrupção imediata da invasão, o retorno ao estado original e a preservação dos registros das áreas comuns e das comunicações relacionadas.

Menos de uma hora após o envio, alguns no grupo do condomínio começaram a ser sarcásticos:

— Somos todos vizinhos, usar notificação extrajudicial é muito deselegante.

— A casa já foi emprestada, voltar atrás agora não é muito honesto.

— Ouvi dizer que o noivo dela concordou, é um assunto de casal, não deveriam envolver os outros.

Não me manifestei.

Quem escolhe o lado errado não é necessariamente uma pessoa má.

Muitos apenas têm preguiça de verificar os fatos.

Quem fala primeiro e quem grita mais alto parece estar com a verdade.

Ao meio-dia, Marta postou uma foto no grupo.

A foto mostrava um contrato de empréstimo.

No campo de assinatura do locador, estava escrito "Elara".

O locatário era Beto.

Período de permanência de três meses.

Taxa de compensação de dois mil por mês.

Havia uma cláusula extra:

O locatário se responsabiliza pela reforma inicial do imóvel nupcial do locador, e o locador concorda com a permanência temporária do locatário.

Ao ler as palavras "imóvel nupcial", senti uma náusea profunda.

Alguém no grupo comentou:

— Tem contrato, então não é invasão.

Marta respondeu:

— A administração registrou conforme o contrato.

Dalva continuou logo abaixo:

— Não aproveitamos um centavo sequer, ainda ajudamos a cuidar da casa dela. Agora ela tenta nos difamar.

Beto também enviou um áudio:

— Eu moro neste condomínio há dez anos, não vou tirar vantagem de uma mocinha. O contrato está preto no branco; se Elara quer nos expulsar, tudo bem, que pague primeiro pelos nossos prejuízos com a reforma.

Fixei o olhar naquele contrato.

A assinatura realmente parecia a minha.

Mas não fui eu quem assinou.

A data era do segundo dia após minha partida.

Naquele dia, eu estava na sala de treinamento na capital, com registros de presença e fotos da manhã à noite.

Salvei a foto do contrato.

Enviei para Sofia.

Sofia perguntou:

— Você assinou alguma coisa para o Arthur recentemente?

— Contrato de buffet, reserva de hotel e o termo de confirmação das fotos de casamento.

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— E a cópia do seu documento de identidade?

— Dei uma cópia a ele. O cerimonial disse que era necessário.

Sofia enviou uma mensagem:

— Ele não tem para onde fugir.

Sentada no canto da sala de treinamento, ouvia o som das páginas dos livros dos outros sendo viradas.

Naquele segundo, não chorei.

Havia apenas uma lucidez muito fria.

O preço mais caro no amor não é o término.

É quando você finalmente admite que a pessoa ao seu lado está disposta a usar seus limites como moeda de troca.

À tarde, enviei a primeira mensagem pública no grupo do condomínio:

— Eu, Elara, nunca assinei contrato de empréstimo com Beto e nunca autorizei Arthur a dispor da minha casa. Peço que Beto, Dalva e Marta expliquem no grupo o local da assinatura do contrato, quem estava presente e o comprovante ou forma de pagamento da compensação.

O grupo ficou em silêncio instantâneo.

Dez minutos depois, Beto respondeu apenas uma coisa:

— Foi pago em dinheiro vivo.

Perguntei:

— Pago a quem?

Ele disse:

— Ao seu noivo.

Continuei perguntando:

— Arthur é o proprietário?

Ninguém respondeu.

Arthur ligou logo depois.

Desta vez, atendi.

Ele começou dizendo:

— Por que você está me pressionando no grupo?

Minha voz estava muito calma.

— Beto disse que a compensação foi paga a você.

— Ele está mentindo.

— Então esclareça isso no grupo.

Ouvi o som de móveis sendo arrastados do outro lado da linha.

— Elara, não aumente as coisas. Também faço isso pelo nosso futuro. Beto prometeu nos ajudar a encontrar trabalhadores baratos para reformar a casa e economizar muito dinheiro.

Perguntei:

— Quem te deu permissão para usar minha casa para ganhar favores?

Ele não respondeu.

Perguntei novamente:

— Arthur, as coisas que estavam na gaveta do meu quarto, foi você quem pegou?

Ele elevou o tom de voz imediatamente:

— Não tente me culpar! Por que eu pegaria suas coisas?

A resposta veio rápida demais.

Tão rápida que parecia ensaiada.

Não insisti.

Porque sabia que não conseguiria a verdade agora.

Apenas disse:

— Lembre-se do que você disse hoje.

E desliguei.

Capítulo 6

Naquela noite, fiz um pequeno contra-ataque.

Organizei o recibo da notificação extrajudicial, o registro de anomalias da fechadura e o print da mensagem de Luma antes de ser apagada em uma longa imagem cronológica.

Enviei ao grupo do condomínio.

Não xinguei ninguém.

Não dei explicações sobre o relacionamento.

Escrevi apenas uma frase:

“Uma casa não se torna de quem a ocupa apenas por estar dentro dela.”

Pela primeira vez, o vento mudou no grupo.

Alguém comentou: “Se não houve consentimento da proprietária, isso realmente não é correto.”

Outro perguntou a Marta: “A administração tem autorização por escrito do proprietário para abrir a porta?”

Marta ficou em silêncio por um longo tempo.

Por fim, enviou uma mensagem:

“A situação específica ainda está sendo verificada.”

Beto não disse mais nada.

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À uma da manhã, ele me enviou uma mensagem privada:

“Elara, não pense que contratar um advogado vai assustar alguém. O contrato está em minhas mãos, eu vou morar na casa, ponto final. Se você voltar para criar confusão, farei com que você nem consiga passar da porta.”

Tirei um print dessa mensagem e salvei.

Lá fora, na capital, chovia.

O vidro refletia meu rosto.

Muito pálido, e também muito quieto.

Finalmente decidi antecipar meu retorno do treinamento.

Não para brigar.

Mas para voltar e fechar o cerco.

A passagem de volta foi marcada para a tarde de sexta-feira.

Na noite de quinta, Arthur apareceu de repente na capital.

Ele não tinha avisado.

Saí da aula às nove da noite e, ao sair do prédio do treinamento, vi-o parado sob o poste de luz.

Segurava um copo de leite de soja quente.

Antigamente, eu acharia isso atencioso.

Agora, apenas me parecia ofensivo.

Ele se aproximou, suavizando o tom:

“Elara, precisamos conversar.”

Não aceitei o leite de soja.

“Fale.”

Ele olhou para as pessoas que passavam ao lado.

“Vamos a algum lugar.”

“Não precisa.”

A suavidade em seu rosto se quebrou um pouco.

“Você tem que ser assim?”

Olhei para ele.

“Você veio até a capital para falar de sentimentos ou para falar da casa?”

Ele silenciou.

A resposta já estava no silêncio.

Estávamos parados na porta do prédio.

A luz da mesa da zeladora estava acesa.

Ele baixou a voz:

“Já dei minha palavra ao Beto. Se você chamar a polícia agora, todos sairão prejudicados.”

“Quem deu a palavra que lide com o prejuízo.”

“Elara, o casamento não é um assunto só seu.”

Ele suspirou.

“Meus pais já contaram aos parentes que a casa nupcial é nossa. A família do Beto morar lá é apenas para nos ajudar a supervisionar o projeto de reforma. Se você causar esse escândalo, onde meus pais vão enfiar a cara?”

Perguntei:

“E o meu rosto? Onde fica?”

Ele franziu a testa.

“Você é uma mulher, não precisa ser tão dura. A casa será da nossa família no futuro, de qualquer forma.”

Eu ri.

“A casa pré-nupcial que minha mãe me deixou, desde quando virou o ‘rosto’ da sua família?”

A máscara de Arthur finalmente caiu por completo.

“Assim não dá para conversar.”

Ele tirou um papel impresso da bolsa.

“Assine este termo aditivo. Deixe claro que você concorda que Beto more lá pelos três meses, que os custos iniciais da reforma serão custeados por ele e que, após o casamento, a casa será formalizada como imóvel nupcial.”

Baixei os olhos para o papel.

Locador: Elara.

Locatário: Beto.

Testemunha: Arthur.

Meu nome já estava impresso.

Faltava apenas a assinatura.

Perguntei:

“A caixa de joias e a cópia da escritura que estavam na gaveta do meu quarto também fazem parte da ‘reforma inicial’?”

O rosto de Arthur se contraiu.

“Não sei do que você está falando.”

“Quem autorizou você a entrar no meu quarto?”

“Eu sou seu noivo!”

Alguns colegas que passavam reduziram o passo.

Devolvi o termo a ele.

“Noivo não é proprietário, nem filho da minha mãe.”

Sua mão ficou suspensa no ar.

“Elara, pense bem. Meus pais pagaram o sinal do hotel, todos os parentes e amigos foram avisados. Se você romper agora, todos vão achar que você está fazendo tempestade em copo d’água.”

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