localização atual: Novela Mágica Moderno O preço de roubar tempo Capítulo 12

《O preço de roubar tempo》Capítulo 12

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"Siga aquela van preta à frente, rápido!"

O veículo acabou entrando em uma fábrica há muito abandonada. Lucas não quis arriscar ser detectado.

Mandou o carro parar ao longe e infiltrou-se silenciosamente.

O interior da fábrica era vasto e decadente.

Clara foi jogada brutalmente no chão de cimento frio; a dor fez sua consciência retornar gradualmente.

Ao abrir os olhos, a primeira coisa que viu foi um par de pés calçados em saltos altos.

Erguendo o olhar, ela encontrou os olhos de Beatriz.

"Beatriz, o que você quer fazer afinal?!"

Clara recuou instintivamente, reprimindo o medo em seu coração e mantendo a calma no rosto.

Os cantos dos lábios de Beatriz se curvaram em um arco sinistro.

"Fazer? Você pergunta o que eu quero fazer?" Sua voz era aguda e estridente, e sua face estava distorcida pelo ódio e pela inveja. "Eu quero que você desapareça! Por que você não morreu antes? Nem caindo no mar você morreu, como pode ter tanta resistência! Não só não morreu, como ainda semeou discórdia entre mim e Lucas, fazendo com que ele me descartasse como lixo!"

"Você sabe o que ele fez comigo depois que você foi embora? Ele me amarrou, me bateu com um chicote sem parar e me jogou no porão para apodrecer!"

"Ele ainda levou tudo isso aos meus pais, usando como ameaça para obrigá-los a quase romper laços comigo!"

"Eu caí nessa situação por sua causa! Se não fosse por você, ele não teria me tratado assim!"

Ela rugia histericamente, com os olhos vermelhos e aterrorizantes de raiva.

Clara ficou atônita.

Ela sempre acreditou que a explicação anterior de Lucas não passava de uma desculpa, mas o rancor de Beatriz ali não parecia fingimento.

Será que Lucas e Beatriz estavam realmente apenas atuando?

Mas por que ele faria algo assim?

Um pensamento vago passou por sua mente, mas ela não conseguiu capturá-lo.

O silêncio de Clara foi interpretado por Beatriz como escárnio.

Completamente enfurecida, ela apontou para Clara e gritou: "Já que ele se importa tanto com você, então eu vou destruir você. Quero que ele sinta o gosto de perder o que mais ama."

"Se eu não estou bem, ninguém estará!"

Exatamente quando Beatriz atingia o ápice da loucura, um estrondo enorme ecoou do lado de fora da fábrica.

Beatriz assustou-se e ordenou aos comparsas:

"Saiam para ver."

Assim que os homens saíram, Beatriz levantou o chicote para golpear Clara.

De repente, alguém a atingiu violentamente.

Antes que pudesse reagir, um cano de aço golpeou com força a parte de trás de seu pescoço.

"Ah!"

Beatriz gritou de dor e caiu, conseguindo identificar o agressor.

Era Lucas.

Ele correu rapidamente até Clara e, com um canivete que carregava, cortou as cordas que prendiam suas mãos e pés.

"Vamos rápido."

Ele a levantou e tentou correr em direção a outra saída.

No entanto, já era tarde.

Alertados pelo barulho, os homens retornaram e os cercaram.

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Beatriz levantou-se do chão com um brilho insano nos olhos e, apontando para eles, gritou:

"Peguem-nos! Matem aquela mulher, matem-na!"

Os homens avançaram ao ouvir a ordem.

Na confusão, alguém sacou uma adaga e investiu diretamente contra os dois.

"Cuidado!"

Um brilho prateado ofuscante passou diante de seus olhos. Sem pensar, Lucas abraçou Clara firmemente, usando as próprias costas para bloquear o golpe da lâmina afiada.

"Uh..."

A dor intensa arrancou-lhe um gemido e seus movimentos pararam por um instante.

Essa pausa deu oportunidade aos outros homens.

Mais alguns golpes perfuraram profundamente seu corpo.

Sangue quente jorrou instantaneamente, tingindo suas roupas e respingando no rosto de Clara.

"Lucas!!"

Capítulo 20

Clara soltou um grito desesperado, seu cérebro em branco.

Ela tentou empurrá-lo, mas Lucas a segurava com força, recusando-se a soltá-la.

"A pessoa que ela quer matar sou eu, não se importe comigo!"

Clara gritava, colapsando de desespero, mas Lucas, como se não ouvisse, não afrouxava o abraço de jeito nenhum.

Nesse momento, sirenes de polícia soaram do lado de fora e vários policiais entraram arrombando as portas.

"Polícia! Não se movam!"

Ao ver a cena, os homens tentaram fugir em pânico, mas foram rapidamente imobilizados.

Beatriz também foi algemada e colocada no carro da polícia.

Somente após confirmar que Clara estava em segurança, Lucas não pôde mais se sustentar, caindo pesadamente na poça de sangue, com a consciência desaparecendo rapidamente.

"Lucas, Lucas!"

Clara caiu de joelhos, cobrindo trêmula o ferimento dele enquanto o sangue continuava a escorrer, suas lágrimas turvando a visão.

Na ambulância a caminho do hospital, Lucas manteve a última centelha de consciência, apertando com força a mão de Clara.

"Clara, desculpe-me, no fim das contas eu não consegui..."

Mudar o destino deles.

Clara segurou a mão dele de volta, trêmula, com o rosto encharcado de lágrimas: "Não fale mais, não fale..."

"Tenho medo... se eu não falar agora... não haverá tempo..." Sua voz era entrecortada, e a cada palavra um pouco de sangue espumava no canto de sua boca. "Sim, eu te fiz sofrer... a dor que causei a você, no fim... foi culpa minha..."

Em um momento de delírio, ele lembrou das últimas palavras que a guardiã do submundo lhe dissera.

"Jovem, as regras do destino já foram estabelecidas há muito tempo. Vocês acharam que, por terem mudado algo, poderiam reverter o final, sem saber que essa própria mudança já fazia parte das regras."

Naquela época, ele não entendia o significado daquelas palavras.

Agora, finalmente compreendia.

Por mais que dessem voltas, não podiam escapar do fim decretado.

E a mudança que ele acreditou ter feito, sem perceber, também caiu nas garras do destino.

Se na segunda vida ele não tivesse escolhido afastá-la através da traição e da mentira, talvez tivessem tido uma chance real de ficarem juntos.

Infelizmente, não havia esse "se".

Mas, felizmente, ela ainda estava viva.

Isso era o suficiente.

Lucas traçou o contorno do rosto dela com o olhar ganancioso, sussurrando com o último esforço: "Clara, prometa que ficará bem... viva uma vida feliz..."

Clara ficou imóvel, olhando para as pupilas dele que se dilatavam; seu coração parecia ser apertado por uma mão invisível.

Sua mente estava em branco, como se algo estivesse prestes a emergir, mas estivesse envolto em uma névoa densa, impossível de recordar.

Ela parecia ter esquecido algo muito importante.

Mas afinal, o que era?

Por que ela não conseguia se lembrar?

Por que seu coração doía tanto?

No fim, Lucas fechou os olhos lentamente nos braços dela.

A cena diante de seus olhos se sobrepôs àquele beco sangrento de anos atrás, onde ele também a protegera daquela forma, coberto de sangue.

Daquela vez, ele ficou em coma por um mês, e ela sentiu tanto medo de perdê-lo, mas ele acabou voltando para ela.

Desta vez, Lucas nunca mais despertou.

...

Pouco tempo depois da morte de Lucas, o advogado encontrou Clara e entregou-lhe o acordo de divórcio.

Ao olhar para a assinatura familiar no documento e para a cláusula que a nomeava como herdeira única, sentimentos complexos e indescritíveis tomaram conta de Clara.

O advogado transmitiu a ela as últimas palavras de Lucas.

No final, ela não assinou o acordo de divórcio.

Tampouco aceitou a herança.

Ela instruiu o advogado a utilizar todos os ativos sob o nome de Lucas para fundar uma instituição de caridade em nome dele, doando tudo.

"Que sirva para acumular boas ações para ele."

Ela olhou pela janela; o céu estava azul e o sol brilhava. Era mais um novo dia.

Tudo parecia igual ao que era antes, mas, no fim, tudo era diferente.

Um canto escondido de seu coração parecia ter ficado vazio.

E não havia forma de preenchê-lo novamente.

Fim.

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