localização atual: Novela Mágica Moderno O preço de roubar tempo Capítulo 10

《O preço de roubar tempo》Capítulo 10

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"Eu só quero falar com ela. Diga-lhe que, se ela não me encontrar, eu nunca concordarei com o divórcio."

Ao dizer isso, ele rasgou o documento à mão e expulsou o advogado.

Suportando a dor física, tentou sair da cama novamente.

"Sr. Lucas, mesmo que o senhor receba alta, não adianta. Nós sequer sabemos onde a Sra. Clara está."

O assistente estava desesperado, suando frio.

Lucas o empurrou diretamente: "Então investigue. Use todos os recursos para descobrir exatamente onde ela está! Eu preciso saber!"

Sua voz era um comando inquestionável.

Sabendo de seu gênio, o assistente só pôde ceder: "Sim, vou investigar imediatamente."

Após dias angustiantes na cama, o assistente finalmente localizou Clara.

"Sr. Lucas, a Sra. Clara está em uma pequena cidade na Suíça."

Com o endereço em mãos, Lucas reservou o voo mais próximo.

O assistente, olhando para o rosto ainda pálido e doentio do patrão, expressou sua preocupação: "Sr. Lucas, seu corpo não suportará um voo de longa distância..."

"Eu não vou morrer." Lucas o interrompeu, olhando através das janelas de vidro do aeroporto em direção ao horizonte.

Mesmo que fosse para morrer, ele precisaria, antes disso, explicar tudo o que ocorreu na vida passada.

Após mais de dez horas de voo, Lucas finalmente chegou à cidade ao pé dos Alpes.

Aquele era o lugar onde passaram a lua de mel anos atrás.

Eles haviam subido o pico da montanha nevada juntos; sob o céu azul e as nuvens brancas, ele prometeu amá-la por toda a vida.

No final, foi ele quem quebrou a promessa.

Agora, Clara escolheu aquele lugar.

Em seu coração, ela ainda se importava, não é?

Com as belas lembranças que compartilharam.

Seguindo o endereço, Lucas encontrou a pousada onde Clara estava hospedada.

Ele ficou diante da porta, suas mãos tremendo enquanto pressionava a campainha.

Após um momento, a porta se abriu lentamente.

Diante dele estava exatamente a pessoa que ele via em seus pensamentos dia e noite.

"Clara, finalmente te encontrei..."

Capítulo 16

Ele esqueceu as feridas no próprio corpo, esqueceu todo o discurso que preparara.

Praticamente tropeçando, ele invadiu a casa e a abraçou, com uma força que parecia querer fundi-la aos seus próprios ossos.

"Clara, senti tanto a sua falta..." Sua voz estava embargada, lágrimas surgindo incontrolavelmente.

A imensa gratidão e a emoção de recuperá-la faziam seus braços tremerem; ele falava de forma incoerente: "Que bom que você está viva... é maravilhoso..."

Clara, pega de surpresa pelo abraço súbito, ficou rígida instantaneamente.

Sem hesitar, ela o empurrou com força, dando dois passos atrás para manter distância.

Lucas, pego de surpresa, cambaleou, e uma dor violenta no peito o forçou a tossir violentamente.

"Clara, o que houve..."

Clara franziu a testa, seu olhar frio e distante, como se visse um estranho.

"Lucas, o que você está fazendo aqui?"

"Eu já assinei o acordo de divórcio e entreguei ao advogado. Você não queria tanto se divorciar? Agora eu estou atendendo ao seu pedido, como você desejava. Por que você ainda aparece aqui para me perseguir?"

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Lucas paralisou, sentindo como se tivessem lhe arrancado um pedaço do peito.

"Não é isso, Clara, escute minha explicação. Eu nunca quis me divorciar de você. Aquilo tudo era mentira, eu e aquela mulher estávamos apenas atuando. Eu a forcei a cooperar para te enganar. Eu pensei... eu pensei que eu era quem morreria, e tive medo de que você não suportasse, então fiz de tudo para te afastar, para que você me odiasse. Achei que aquele fosse o melhor caminho para você..."

"Mas depois soube de tudo o que você fez por mim. Descobri que, sem você, eu jamais teria tido a chance de renascer. Você me salvou, mas eu tratei você daquela forma."

"Desculpe, Clara. Eu lamento profundamente. Tudo foi culpa minha. Você poderia me perdoar?"

Ele deu um passo impaciente para segurar a mão dela, mas ela se esquivou.

O olhar dela tornou-se ainda mais gelado, carregado de sarcasmo: "Lucas, sobre o que você está falando?"

Ela deu outro passo atrás.

"Você diz que estava atuando, mas declarar-se a ela na frente de toda a cidade também foi atuação? Expulsar-me de casa por causa dela foi atuação? Consentir que ela quebrasse o amuleto da minha mãe foi atuação? Deixar que ela me enviasse para um hospital psiquiátrico foi atuação?"

"Você acha que sou uma tola, tão fácil de enganar?"

Ela soltou uma risada de desdém, sua voz subindo, carregada de mágoa e raiva acumuladas.

"Não sei que tipo de jogo você está tentando jogar agora, e não tenho interesse. Entre nós, acabou. Eu estou saindo para deixar você e ela livres. Você já recebeu o acordo; se tiver problemas, contate meu advogado. Não me procure mais."

Dito isso, ela tentou expulsá-lo do quarto.

Lucas ficou imóvel. A reação de Clara estava errada; ela parecia não se lembrar da vida anterior.

"Clara, você não se lembra da vida passada? A guardiã do submundo já me contou; na outra vida, você trocou sua própria vida pela minha reencarnação. Você não lembra de nada disso?"

Clara hesitou um momento, virando-se para olhar para ele como se fosse um louco: "Lucas, você bateu a cabeça no acidente? Que vida passada? Que guardiã? Não sei de que maluquices está falando. Vou dizer pela última vez: entre nós, tudo acabou."

Lucas ficou completamente paralisado, seu sangue gelando naquele instante.

Clara realmente tinha esquecido.

Esquecido tudo da vida passada, esquecido o trato que fizera.

Ela só lembrava de todo o desprezo, humilhação e ferimentos que ele lhe causara por causa da outra mulher.

E ele, mesmo querendo explicar, não tinha por onde começar.

Uma impotência e um desespero gigantescos inundaram Lucas.

Ele lembrou, subitamente, das palavras da guardiã.

O destino entre ele e Clara já tinha se esgotado; mesmo recomeçando, eles estariam destinados a se perderem.

Era isso que aquilo significava.

Mas ele não poderia desistir assim.

A guardiã lhe dera um mês.

Mesmo que ela não pudesse perdoá-lo, mesmo que o destino deles estivesse realmente traçado, ele usaria esse tempo final para compensar todo o dano que lhe causara.

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Capítulo 17

Lucas encontrou um lugar para morar na cidade pequena.

Ficava perto da pousada de Clara, facilitando vê-la sempre.

Embora ela sempre o evitasse a todo custo.

Ele ainda não desistiu.

Sabia que ela gostava de flores de platicodônio brancas, então pedia que alguém deixasse um buquê na pousada todos os dias.

Sabia que ela amava os doces daquela confeitaria no leste da cidade, então pedia que fossem enviados por transporte aéreo para o quarto dela diariamente.

Sabia que ela gostava de ver fogos de artifício, então organizava um show todas as noites, pedindo desculpas com formatos específicos feitos de luzes no céu.

Sabia que ela não queria vê-lo, então não aparecia diante dela.

Em vez disso, protegia-a em silêncio.

Naquele dia, ele vigiava lá embaixo, com o olhar fixo na janela do quarto dela.

Embora não pudesse vê-la, o brilho morno da luz vindo do interior lhe trazia paz ao saber que ela estava lá.

O crepúsculo escureceu, e o céu começou a despejar uma chuva fina misturada com neve.

Quando o assistente o encontrou com um guarda-chuva e viu seu estado encharcado, disse ansioso: "Sr. Lucas, essa chuva só aumenta, o senhor ainda está ferido, não pode se molhar, vamos voltar."

Lucas ignorou-o, afastando o assistente.

"Não vou embora, não se preocupe comigo."

Ele não podia ir.

Seu tempo estava acabando.

No tempo que lhe restava, ele só queria estar o mais perto possível dela.

Ele sabia que ela podia vê-lo lá embaixo e rezava para que ela tivesse piedade e saísse para encontrá-lo.

Mas, após várias horas, Clara não apareceu.

Lucas permaneceu sob a chuva por muito tempo, a cor de seu rosto desaparecendo gradualmente até ficar pálido como papel.

No fim, ele não aguentou mais e desmaiou.

Ao acordar, estava no hospital; havia ficado inconsciente por um dia.

Assim que despertou, saiu da cama querendo encontrar Clara.

Foi barrado pelo assistente: "Sr. Lucas, a Sra. Clara não está mais na pousada, ela foi para a montanha nevada..."

Inesperadamente, Lucas insistiu em ir até lá.

O assistente tentou impedi-lo repetidamente, mas não conseguiu.

Lucas, suportando a dor de cabeça excruciante causada pelo mal da altitude, escalou a montanha por várias horas e, de fato, encontrou Clara lá.

Seu coração palpitou; era o lugar onde eles haviam estado uma vez.

Um lugar com memórias lindas pertencentes apenas a eles.

"Clara..." Lucas respirava com dificuldade, sua voz rouca pela dor física, que ele ainda tentava conter.

"Você realmente está aqui. Veio até aqui porque nós já estivemos aqui?"

Ele se aproximou dela com uma expectativa humilde.

Clara virou-se ao ouvir sua voz, com a expressão calma.

"Eu vim buscar isto."

Ela abriu a mão, revelando um cadeado do amor enferrujado, onde seus nomes ainda eram vagamente visíveis.

Era o objeto que eles haviam gravado juntos e pendurado na cabana de orações no topo da montanha.

O coração de Lucas saltou e ele estendeu a mão.

No segundo seguinte, Clara ergueu a mão e lançou o objeto com força.

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