localização atual: Novela Mágica Moderno O preço de roubar tempo Capítulo 8

《O preço de roubar tempo》Capítulo 8

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"Cale a boca!"

Lucas agarrou o pescoço dela bruscamente, interrompendo as palavras que ela ainda não tinha terminado de dizer.

Ele se aproximou, seu olhar era sinistro e aterrorizante, e uma fúria avassaladora fervilhava no fundo de seus olhos. "Já chegamos a esse ponto e você ainda ousa argumentar!"

Seus dedos se apertaram; ao olhar para o rosto vermelho de Beatriz, não havia um pingo de piedade, apenas uma intenção assassina e fria.

"Parece que, se eu não te der uma lição, você não dirá a verdade."

Ele a soltou de repente, jogando-a de volta na cadeira como se fosse lixo, e deu uma ordem fria aos guarda-costas:

"Comecem."

Antes que Beatriz pudesse reagir, os guarda-costas avançaram.

Um deles segurava um chicote de couro especial, embebido em água de pimenta, e o desferiu contra o corpo dela.

Com a primeira chicotada, a dor intensa fez Beatriz soltar um grito lancinante.

Ela não conseguia acreditar que Lucas realmente ousaria usar justiça privada contra ela.

No entanto, antes que ela pudesse se recuperar, veio outra chicotada.

Acompanhada pela voz de Lucas: "Ainda não pretende admitir?"

Beatriz cerrou os dentes com força, mas naquele momento ela também desmoronou completamente.

"Lucas, você ousa me tocar! Eu sou a filha da família Song, se você me tratar assim, meus pais não vão te perdoar!"

Ela ameaçou com ferocidade.

Lucas não se importou e deu uma risada fria de desdém.

"Família Song?"

Ele curvou os cantos dos lábios em um sorriso cruel. "Obrigado por me lembrar. Quem mexeu com Clara, além de você, foi toda a família Song; se não fosse pelo apoio deles, você não teria conseguido fazer essas coisas."

"Sendo assim, não pouparei nenhum de vocês."

Sua voz era sinistra, e sua expressão beirava a paranoia e a loucura.

Beatriz nunca tinha visto aquele lado dele; primeiro ela ficou estupefata, depois começou a rir descontroladamente.

"Lucas, quem você menos deveria poupar é a si mesmo!"

"De que adianta fingir esse amor profundo agora? Não se esqueça de que foi você quem me procurou por iniciativa própria para encenar essa peça! Sem você, eu nunca teria tido a oportunidade de ferir Clara. O verdadeiro culpado é você! O dano que você causou a ela não é nada menor que o meu!"

"Clara morreu por culpa sua, a responsabilidade é inteiramente sua, você não pode culpar ninguém!"

Ela gritava de forma lancinante, e aquelas palavras eram como as lâminas mais afiadas, perfurando o coração de Lucas uma a uma.

Levando-o à beira do colapso.

"Você tem razão, fui eu quem a matou."

Lucas deu um sorriso desolado, com a garganta cheia de amargura. "Depois que eu acabar com você, naturalmente usarei minha própria vida para me redimir perante Clara."

Ele fez uma pausa, olhando para o vazio com olhos sem vida, sua voz tão baixa que parecia um sussurro para si mesmo.

Beatriz ficou completamente estupefata, arregalando os olhos em descrença, como se estivesse vendo aquele homem pela primeira vez.

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"Lucas, você enlouqueceu? Por causa de Clara, você está abrindo mão da sua própria vida? O que ela tem de tão especial?!"

"Você nunca entenderia." Lucas balançou a cabeça, olhando para ela com uma ternura que Beatriz nunca vira antes. "Ela é minha vida, até mais importante que a minha própria vida. Se pudesse, eu daria tudo o que tenho para tê-la viva."

"E ela deveria estar viva..."

Antes de terminar essa última frase, sua voz embargou.

Sua garganta parecia obstruída por algo, e ele não conseguia mais dizer uma palavra sequer.

Muito tempo depois, Lucas acenou com a mão, sem mais olhar para o rosto de Beatriz, distorcido pelo medo e pela inveja, e ordenou aos guarda-costas com um tom gélido: "Limpem tudo."

"Lucas, o que você vai fazer..."

Beatriz gritou de terror, mas antes que pudesse continuar, sua boca foi tapada.

O chicote caiu sobre ela como uma chuva densa.

Até que, no final, Beatriz perdeu a consciência completamente.

...

Depois de lidar com Beatriz, Lucas voltou para a mansão como um zumbi.

O quarto enorme estava vazio, sem sinal de ninguém.

Mas em cada canto, o perfume de Clara parecia permanecer, sufocando-o quase a ponto de tirar seu fôlego.

Lucas cobriu o peito e respirou fundo, mas ainda sentia que o ar lhe faltava.

Nesse momento, o criado se aproximou cautelosamente.

"Senhor, um advogado veio vê-lo, disse que... foi a Sra. Clara quem o enviou anteriormente."

O coração moribundo de Lucas deu um sobressalto.

Enviado por Clara?

Será que ela deixou algo para ele?

Ele caminhou apressado para a sala de estar, onde um homem de meia-idade com óculos de aros dourados levantou-se imediatamente e entregou-lhe um envelope de papel pardo lacrado.

"Sr. Lucas, sou o advogado de Clara. Isto foi o que ela me pediu, antes de falecer, para entregar a você."

Lucas rasgou o lacre sem hesitar, seu coração batendo violentamente fora de controle.

O que Clara teria deixado para ele?

Suas mãos tremiam ao tirar os documentos de dentro; ao ver as grandes letras na capa, ele ficou paralisado, como se tivesse sido congelado no tempo.

Era um acordo de divórcio.

Na última página, Clara já havia assinado, e a data era exatamente o dia em que ela partiu para a Cidade Portuária.

Dezessete de janeiro.

Capítulo 12

Todo o seu sangue pareceu congelar naquele momento; ele folheou o papel repetidas vezes, descrente, confirmando que aquela era a assinatura real de Clara.

Antes, não importava o quanto ele a pressionasse, humilhasse ou usasse meios, Clara obstinadamente se recusava a assinar o acordo de divórcio.

Mas por que ela assinou justamente naquele dia? E por que caiu no mar logo depois?

Será que foi porque ela finalmente perdeu as esperanças nele, escolhendo partir de uma forma tão definitiva?

"Ela... ela disse mais alguma coisa?" Lucas agarrou o braço do advogado, como um homem moribundo agarrando-se a um fio de esperança. "Diga-me as palavras exatas dela, não deixe passar uma única sílaba."

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O advogado, assustado com a aparência dele, respondeu após uma pausa: "A Sra. Clara não disse muito mais. Apenas me pediu para entregar o documento a você e disse que este era o resultado que você sempre quis, e que você ficaria feliz."

Aquela frase foi como uma estaca de gelo afiada que atravessou o coração de Lucas instantaneamente.

Ele cambaleou alguns passos para trás, colidindo violentamente contra a parede.

O resultado que ele queria?

O resultado que ele queria era que ela estivesse viva!

No passado, a razão pela qual ele insistia no divórcio era porque acreditava que morreria.

Ele não queria que o casamento deles a prendesse depois que ele se fosse.

Então, ele usou o divórcio para romper os laços, para que seus assuntos póstumos não tivessem relação com ela, e para que ela não precisasse viver neste mundo como sua viúva, suportando uma dor sem fim.

Ele esperava que ela pudesse recomeçar a vida.

Por isso, fez seu testamento, deixando todos os seus bens para ela.

Ele pensou que era o melhor arranjo que poderia fazer por ela.

Mas ele nunca imaginou que tudo o que fez pensando no bem dela acabaria se tornando uma lâmina, empurrando-a passo a passo para o abismo.

Uma tristeza inexplicável inundou seu coração, e Lucas começou a rir baixinho.

Sentia-se tão ridículo.

Ele pegou aquele acordo de divórcio e o rasgou em pedaços com toda a sua força.

"Eu não vou me divorciar, eu nunca vou me divorciar de Clara."

Os pedaços de papel caíram como flocos de neve pálidos, espalhando-se pelo chão.

Lucas só queria usar aquilo para manter o último vestígio de sua relação com Clara.

Mas, no fim, ela já estava morta.

Ele não podia enganar a si mesmo.

Mais tarde, ele começou a usar doses excessivas de álcool para anestesiar-se.

Trancava-se no quarto, fechava todas as cortinas, isolando-se de toda luz e som do mundo exterior.

Sentava-se no chão frio, encostado na parede, cercado por garrafas de álcool vazias; o aroma intenso da bebida preenchia todo o ambiente, mas ainda não conseguia eliminar aquela dor que lhe corroía os ossos.

Entre o sonho e a vigília, ele sonhava constantemente com Clara.

A primeira vez que a viu foi quando tinha dezesseis anos.

Naquele ano, ao descobrir repentinamente sua condição desprezível de filho ilegítimo, ele foi abandonado por sua mãe biológica e seu pai adotivo no campo.

Seu mundo desmoronou completamente naquele ano.

Até que conheceu Clara.

Naquele dia era seu aniversário; ele estava agachado na neve, usando suas mãos congeladas e vermelhas para construir um bolo de neve, fingindo que era seu aniversário.

Então, viu aquela garota usando um casaco de algodão velho, mas sorrindo como um pequeno sol.

Aquela era Clara, aos catorze anos.

Ela perguntou, curiosa, o que ele estava fazendo. Ao saber que era seu aniversário, correu para casa e, pouco depois, trouxe uma tigela de macarrão fumegante, embora com ingredientes simples.

Ela disse: "Isso também conta como celebrar um aniversário. Minha mãe costumava dizer que, ao comer macarrão da longevidade no dia do aniversário, tudo correrá bem ao longo do ano seguinte."

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