localização atual: Novela Mágica Moderno O preço de roubar tempo Capítulo 7

《O preço de roubar tempo》Capítulo 7

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Lucas soltou um grito doloroso e, à beira do colapso, caiu de joelhos.

"Por quê?!"

"Por que?! A pessoa que deveria ter morrido era eu, por que as coisas terminaram assim!"

Ele não conseguia aceitar aquele fato.

Ele havia planejado tudo por tanto tempo, calculado cada detalhe.

Ele suportou a dor de afastá-la, preferindo que ela o odiasse profundamente; tudo o que fizera era para que ela não sofresse após sua partida.

Mas por que acabou assim?

O impacto avassalador e a dor dilacerante o engoliram como um tsunami.

O sangue fervia loucamente em seu corpo, e sua garganta se encheu com um gosto metálico de sangue.

"Puff..."

Um jato de sangue fresco saiu diretamente de sua boca, manchando o lençol branco.

E manchando também seus olhos.

A visão de Lucas escureceu e ele caiu para trás.

Ele mergulhou em um pesadelo de escuridão infinita.

Em meio ao caos, ele era assombrado repetidamente pela última cena de sua vida anterior.

Ele se lembrava claramente de que aquele dia, o do acidente no mar, deveria ser o aniversário de casamento dele e de Clara.

Ele sabia que ela sempre quis ver o mar, então preparou uma surpresa para levá-la.

Não esperava que um acidente acontecesse em alto-mar.

Naquele dia, ventos fortes surgiram de repente, e as ondas gigantescas, como bestas rugindo, avançaram contra eles.

Clara foi levada por uma onda, e ele pulou sem hesitar, lutando com todas as forças para salvá-la.

Mas ele, exausto, foi completamente engolido pela onda seguinte, muito maior.

Ao acordar novamente, ele havia renascido seis meses antes.

Ele ficou radiante, achando que aquela era uma nova chance concedida pelo destino, uma oportunidade de mudar o final da vida anterior.

Mas depois de tentar inúmeros métodos e evitar todos os horários e locais onde acidentes poderiam ocorrer, descobriu que, não importava o que fizesse, os acidentes que deveriam acontecer na vida anterior repetiam-se.

O destino, mais uma vez, os empurrava para o fim predeterminado.

Depois disso, ele não ousou tentar novamente.

Ele temia que, naquela última tentativa, ele ainda morresse.

Gradualmente, convenceu-se a aceitar aquele fim, contanto que Clara estivesse viva.

Mas ele conhecia Clara bem demais; sabia que sua morte se tornaria uma ferida incurável para ela pelo resto da vida.

Então, ele planejou a mais cruel das encenações.

Ele encontrou Beatriz, que sempre fora apaixonada por ele, e a convenceu a participar da peça, fazendo Clara acreditar que ele havia mudado e não a amava mais.

Ele a humilhou, afastou-a e até a feriu repetidas vezes, apenas para que ela o odiasse e o deixasse.

Ele preferia que ela vivesse bem carregando ódio por ele, do que passar o resto de seus dias vivendo na agonia de perdê-lo.

Ele fez tanto, chegando a permitir que Clara suportasse meses de humilhação e dor.

Mas por quê?

Por que foi ela quem morreu no final?

"Clara..."

Lucas acordou do pesadelo, com o suor frio encharcando suas costas.

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Descobriu que estava no hospital.

Não havia ninguém por perto, mas vozes vinham do corredor.

"O resultado do teste de DNA saiu. Confirmamos que o corpo resgatado é mesmo da Sra. Clara."

Aquelas palavras soaram como um trovão, atingindo novamente o cérebro confuso de Lucas.

Ele sentiu uma tontura, mas ainda assim forçou-se a abrir a porta do quarto.

O assistente, ao vê-lo, apressou-se a segurá-lo.

"Sr. Lucas, como o senhor está? O médico disse que o senhor não pode se exaltar..."

Lucas, como se não tivesse ouvido, fixou seus olhos vermelhos no policial à frente e perguntou com a voz rouca: "Como ela morreu, afinal? O que aconteceu naquele dia?"

O responsável pela polícia suspirou e entregou um relatório preliminar.

"Com base na perícia do local, no depoimento da testemunha e nas gravações de monitoramento que analisamos ao longo do trajeto, descartamos a possibilidade de homicídio. A Sra. Clara, ela..."

"Foi suicídio."

Capítulo 10

"Impossível! Isso é simplesmente impossível!" Lucas ficou subitamente agitado, começando a tossir violentamente. "Ela jamais cometeria suicídio, ela estava claramente..."

Ela claramente lutava tanto para ficar ao lado dele, mesmo sendo tratada daquela forma, ela não foi embora.

Como poderia ter cometido suicídio de repente?

"Nós entendemos como o senhor se sente, mas a cadeia de evidências mostra que ela mesma comprou a passagem para a Cidade Portuária, caminhou sozinha até a costa, sem sinais de luta, e pulou por conta própria..."

A polícia tentou ser gentil, cuidando das emoções de Lucas.

Mas seu estado não apenas não se acalmou, como ficou completamente fora de controle.

Ele agarrou o braço do policial com força, seus olhos vermelhos pareciam prestes a sangrar.

"Ela não faria isso, ela jamais se suicidaria. Investiguem novamente! Verifiquem o histórico de chamadas, as pessoas que ela encontrou, vocês devem ter deixado passar algo..."

O homem à sua frente suspirou, impotente.

"Sr. Lucas, nós entendemos, mas verificamos repetidamente o histórico recente de Clara, suas chamadas e relações sociais. Não encontramos nenhum sinal de coação externa. Todas as evidências apontam para um ato voluntário."

"Ato voluntário..." Lucas murmurou essas palavras, como se fossem agulhas venenosas perfurando seu peito.

A dor intensa e a verdade inaceitável fizeram seu sangue subir, e ele vomitou uma grande quantidade de sangue novamente.

"Lucas..."

Beatriz chegou ao hospital exatamente naquele momento e, ao ver a cena, correu para segurá-lo, exclamando em choque.

Sua voz soou imediatamente embargada pelo choro: "Não faça isso. Clara se foi, eu sei que você está triste, mas se ela puder ver de algum lugar, certamente não gostaria de vê-lo se torturando assim..."

"Saia." Lucas usou suas últimas forças para afastar as mãos de Beatriz com violência, seu olhar frio e cortante. "Beatriz, eu disse que acabou entre nós. Pegue o que lhe é devido e desapareça da minha frente, não se meta mais nos meus assuntos!"

Beatriz foi empurrada contra a parede, soltando um suspiro de dor.

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Ao ver Lucas enlouquecido por causa de Clara, tratando-a como lixo, o ódio em seu coração cresceu descontroladamente, mas ela só conseguiu morder os lábios, sem ousar se manifestar naquele momento.

...

No dia seguinte, Lucas ignorou os conselhos médicos e recebeu alta à força.

Seu rosto estava pálido; ele parecia uma alma sem corpo, com o olhar vazio e sem brilho.

Mesmo assim, ele insistiu com seu assistente: "Vá investigar todos os passos de Clara durante esse período, as pessoas com quem ela se encontrou, tudo o que aconteceu. Quero cada detalhe esclarecido."

Ele não acreditava que ela teria se suicidado sem motivo.

O assistente, seguindo as ordens, mobilizou todos os recursos disponíveis e, rapidamente, entregou os resultados a Lucas.

Conforme folheava os documentos, o rosto de Lucas escurecia, e sua respiração tornava-se cada vez mais curta.

O relatório não encontrou o motivo do suicídio, mas revelou todas as coisas que aconteceram com ela e que ele desconhecia.

Ele descobriu que o surgimento repentino do pai de Clara no dia da doação beneficente foi orquestrado por Beatriz, assim como a campanha de difamação na mídia.

Até mesmo a internação no hospital psiquiátrico fora obra de Beatriz e do pai de Clara, com o objetivo de ameaçá-lo e extorquir dinheiro.

E havia o que as câmeras do hospital psiquiátrico registraram.

Nas imagens, Clara estava amarrada à cama, e Beatriz reproduzia um áudio no celular.

Era a voz de Lucas, editada e sintetizada.

Ele lembrou-se daquela noite no hospital, quando Clara perguntou se fora ideia dele enviá-la para lá.

Embora ele não entendesse o contexto na época, para fazer com que ela desistisse dele, ele admitiu.

Foi ele.

Foi ele quem colocou a faca nas mãos de Beatriz, permitindo que ela a cravasse no lugar mais frágil de Clara.

Um remorso gigantesco, como videiras venenosas, enrolou-se ao redor do coração de Lucas, apertando-o até ele quase sufocar.

"Ah!"

Lucas soltou um rugido de dor extrema, desferindo um soco violento na parede de mármore.

Seu dorso da mão ficou ferido e ensanguentado instantaneamente, mas ele não sentia dor física.

A dor excruciante em seu peito já superava tudo.

"Marque um encontro com Beatriz."

Muito tempo depois, quando se acalmou, ele ordenou friamente ao assistente.

Beatriz, ao receber o convite, sentiu-se radiante, achando que, após a morte de Clara, Lucas finalmente vira a realidade e mudara de ideia.

Ela se arrumou com elegância para o encontro, mas, ao entrar no camarote do clube privado, teve suas mãos presas por dois seguranças inexpressivos e foi brutalmente amarrada à cadeira.

"O que vocês estão fazendo!"

Capítulo 11

O rosto de Beatriz mudou drasticamente e ela gritou em pânico.

"Onde está Lucas? Onde ele está? Eu preciso vê-lo!"

Ela lutou e gritou por um longo tempo até que Lucas finalmente saiu do cômodo ao lado.

Não havia qualquer expressão em seu rosto; ele apenas jogou uma pilha de fotos e documentos com força à frente dela.

Beatriz ficou paralisada.

Ao olhar para aquilo, ela entendeu instantaneamente que Lucas já sabia de tudo o que ela tinha feito.

"Lucas, ouça minha explicação, tudo isso é um mal-entendido, não fui eu quem fiz." Sua voz era aguda, tentando se defender. "Tudo isso foi o pai de Clara, foi ele quem me procurou por iniciativa própria para que eu colaborasse com ele, não fui eu..."

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