localização atual: Novela Mágica Moderno O preço de roubar tempo Capítulo 1

《O preço de roubar tempo》Capítulo 1

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Capítulo 1

No dia do aniversário de Lucas, ele alugou todos os painéis publicitários da cidade para se declarar abertamente a Beatriz, enquanto Clara, sua ex-esposa que ele insistia em manter por perto, compareceu ao local.

Assim que ela apareceu, uma onda de escárnio surgiu ao seu redor.

“Já estão divorciados há meio ano, ela ainda está se agarrando a ele?”

“Lucas já se declarou publicamente para Beatriz, e ela ainda se recusa a desistir e vem aqui para ser humilhada, a cara de pau dela não tem limites mesmo.”

“Dizem que, nestes seis meses, para reconquistar Lucas, ela até aceitou ajudar a conquistá-lo para Beatriz, e ainda disse que não se importaria se os três ficassem juntos. Só alguém sem vergonha diria algo assim.”

Essas palavras, como chicotes cheios de farpas, açoitavam o corpo de Clara.

Ninguém sabia que ela e Lucas, na verdade, nunca tinham se divorciado.

Mas, desde o dia, há seis meses, em que Lucas anunciou unilateralmente o divórcio.

Ela deixou de ser a amada que ele carregava na palma da mão para se tornar, aos olhos de todos, a ex-esposa descarada e insistente.

Para reconquistar Lucas, ela fez de tudo.

Rastejou como um cão para agradar aos dois.

Foi comprar preservativos para Lucas e Beatriz sob chuva.

Quando Beatriz disse que gostava do vestido dela, ela o tirou ali mesmo para lhe entregar.

Diante de todos, aceitou Beatriz como a oficial, enquanto ela se contentava em ser a "outra".

Passo a passo, pisoteou a própria dignidade no chão.

Mas nada disso adiantou.

“Clara, você não tem vergonha na cara?”

Nesse momento, Lucas aproximou-se abraçado a Beatriz, com um nojo indisfarçável no rosto.

“Eu já estou com Beatriz, você ainda vai continuar se arrastando por mim como um cão que não vai embora?”

Com o peito sentindo como se finas agulhas de prata estivessem perfurando-o repetidamente, Clara cerrou os dedos, mantendo a expressão calma.

“Eu já disse que posso ceder o lugar de esposa a ela, não me importo em ser a amante.”

Houve um alvoroço instantâneo ao redor.

O olhar de Lucas escureceu e sua voz tornou-se aguda: “Chega! Pare de enlouquecer aqui. Você pode não ter vergonha, mas eu tenho.”

Clara não disse mais nada, apenas suportando silenciosamente os olhares de desprezo e escárnio ao seu redor.

Ela também não queria se tornar tão patética.

Mas este era o último mês que ela poderia estar com Lucas.

Não importava como, ela precisava aproveitar cada segundo.

Ninguém sabia que, na verdade, ela e Lucas já tinham morrido uma vez.

Na vida passada, quando conheceu Lucas, ela tinha catorze anos e ele, dezesseis.

Eles eram a única luz na vida um do outro.

Naquela época, sua mãe acabara de falecer, e seu pai mudara de temperamento, começando a beber e a agredi-la a qualquer pretexto.

Foi Lucas quem a protegeu, vez após vez.

Quem a resgatou do abismo várias vezes.

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Quando seu pai a vendeu para traficantes de pessoas para pagar dívidas de jogo, foi ele quem, após muito procurar, a encontrou.

Quando foi encurralada por cobradores de agiotas, foi ele quem, enfrentando a faca de mais de dez capangas, levou várias facadas e quase perdeu a vida, protegendo-a a todo custo.

Ele perdeu dois exames nacionais de admissão à universidade por causa dela e ficou em coma por um mês, quase morrendo, por causa de seus ferimentos graves.

Se não fosse por Lucas, ela provavelmente teria apodrecido em algum canto esquecido.

Mais tarde, entraram juntos na universidade, fugindo do pesadelo.

Após a formatura, empreenderam juntos, indo do nada ao topo do mundo empresarial.

Nos cinco anos de casamento, todos no meio sabiam que Lucas a amava como a própria vida.

Ela pensou que depois do amargor viria a doçura, mas não esperava que a felicidade fosse tão efêmera.

Um naufrágio, e ele foi engolido pelas ondas violentas ao tentar salvá-la.

Após o acidente de Lucas, o mundo dela desmoronou completamente, e a depressão retornou.

Pouco tempo depois da partida dele, ela também faleceu em um acidente causado por dirigir embriagada.

Após a morte, sua alma foi ao submundo, onde a Deusa do Destino lhe disse que seu tempo de vida não tinha acabado e que ela ainda poderia retornar ao mundo dos vivos.

Mas, em um mundo sem Lucas, qual seria o sentido de viver?

Ela preferia morrer.

A Deusa suspirou, dizendo que seu apego era profundo demais para reencarnar.

No fim, deu-lhe uma chance.

Ela trocou sua própria vida para que Lucas pudesse renascer.

Além disso, deu-lhe um prazo de seis meses para realizar seu desejo final.

Eles voltaram seis meses antes do acidente, e ela valorizou cada minuto e segundo roubados.

Mas, nesses seis meses, Lucas mudou.

Ele começou a ser distante, frio e até cruel com ela.

Ele se apaixonou por Beatriz, que sempre fora apaixonada por ele em segredo, e para ficar com ela, usou todos os meios possíveis para se livrar de Clara.

Só então ela se lembrou das palavras da Deusa: “Mudar o destino exige um preço, um preço que talvez você não consiga suportar, e um resultado que talvez não seja o que você deseja.”

Mas ela nunca pensou que aquele preço não seria apenas a sua vida.

Incluía também o fato de Lucas não a amar mais.

Mas não importava.

Ela só queria que ele vivesse bem.

Mesmo que seu amor e ternura fossem dados a outra pessoa, ela aceitaria.

Ela só queria permanecer ao lado dele durante o tempo que restava e olhar para ele o máximo que pudesse.

Depois que Clara partiu, Lucas só voltou para casa à noite.

Nestes seis meses, não importava o quanto brigassem lá fora, ele acabava voltando para esta mansão, voltando para o que um dia foi o lar deles.

Clara estava sentada à mesa de jantar, esperando por ele o tempo todo.

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Na mesa, havia uma tigela de macarrão de aniversário, feita por ela mesma e aquecida várias vezes.

Ao ver a silhueta de Lucas, ela levantou-se apressadamente: “Lucas…”

Lucas não parou, e Clara foi atrás dele segurando o macarrão.

“Hoje é seu aniversário, eu cozinhei macarrão, pode provar um pouco?”

Sua voz tremia, implorando.

Lucas parou seus passos, olhou para trás e fixou o olhar naquela tigela.

Seu olhar vacilou por um instante, sendo logo coberto por um desdém ainda mais profundo, e ele ergueu a mão, derrubando a tigela.

Um som nítido ecoou.

A tigela de cerâmica quebrou no chão, macarrão e caldo espalhados em uma bagunça.

“Clara, eu já estou com Beatriz. Não importa o que você faça agora, já não adianta mais.” Sua voz era fria como gelo. “E mais, eu nunca disse que gosto de comer macarrão.”

Clara ficou paralisada no lugar, a dor aguda em seu peito quase a sufocando.

Até hoje, ela ainda se lembrava de quando se conheceram; naquele dia também era aniversário dele.

Ela lhe serviu uma tigela de macarrão simples que ela mesma cozinhou, e ele, com os olhos marejados, disse que aquele era o melhor macarrão que já comera.

Nos anos seguintes, em cada aniversário dele, ela cozinhava uma tigela de macarrão para ele.

Ele disse uma vez que, naquela vida, só gostava e só comeria o macarrão feito por ela.

E agora, ele mesmo o estilhaçou.

Negou seu próprio gosto, como se negasse todo o passado deles.

Clara agachou-se silenciosamente e apanhou os cacos de cerâmica.

Seus dedos foram cortados, mas ela não sentiu a menor dor.

Apenas tristeza, pois aquele era o último aniversário que ela poderia passar com ele.

Depois que Lucas se virou e saiu, ele não subiu as escadas, mas ficou parado na sombra da esquina da escadaria.

Observando silenciosamente aquela figura agachada no chão, tão frágil que parecia que se quebraria ao menor toque.

Ao ver os dedos dela cortados pelos cacos, suas pupilas tremeram levemente, e ele sentiu um instinto quase imediato de correr escada abaixo.

No momento seguinte, ele fechou os punhos com força, contendo-se ferozmente.

Só restava o último mês.

Ele arquitetou tudo por tanto tempo que não poderia deixar que tudo falhasse no último instante.

Capítulo 2

Na manhã seguinte, Clara foi acordada por um barulho incessante.

Ao descer as escadas, viu os empregados amontoando suas malas e várias caixas de papelão na porta.

— Senhora, o senhor ordenou que a senhora levasse suas coisas e fosse embora.

O coração de Clara afundou bruscamente. Antes que pudesse se recuperar do choque, Lucas desceu as escadas.

— Os empregados já arrumaram tudo, leve suas coisas e saia daqui — disse ele com expressão indiferente. — Beatriz vai se mudar hoje, você precisa ir embora.

— Você quer que eu vá embora? — As pupilas de Clara tremeram e ela olhou para ele, incrédula. — Por causa de Beatriz, você primeiro anunciou o divórcio e agora quer me expulsar?

— Por que você acha que eu vou ceder repetidas vezes?

Clara respondeu com voz grave e fria, e o olhar de Lucas tornou-se subitamente severo.

— Clara, eu já falei sobre o divórcio há muito tempo. Não importa se você quer ou não, não cabe a você decidir. Já que você se recusa a assinar o acordo, farei com que meu advogado entre com uma ação. Agora, eu já estou com Beatriz e você também deve sair. Esta é a minha casa e eu quero que você suma daqui.

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