localização atual: Novela Mágica Moderno O Amor que Ela Nunca Ouviu Capítulo 12

《O Amor que Ela Nunca Ouviu》Capítulo 12

PUBLICIDADE

“Essas obras são belíssimas; naturais, elegantes, concisas, sem nada supérfluo, tudo está na medida certa.”

“De quem são essas obras? Nunca ouvi falar, é realmente lindo…”

“Veja uma delas, chamada 'Luar', o estilo é muito semelhante ao da campeã do campeonato nacional de arranjos florais!”

O que antes era um sucesso apenas no círculo de especialistas tornou-se um fenômeno maior quando internautas notaram o cenário da mansão por trás das obras.

Os usuários ficaram chocados ao verem uma propriedade tão grandiosa.

“Meu Deus! Isso é uma mansão em Sydney? Uma colina inteira?! Até um vaso de flores é tão caro???”

“Olá, vocês precisam de um servo de duas pernas que elogia todos os dias? Não quero dinheiro, só queria conhecer…”

“Saiam, saiam! Não viram que já têm servos? Olá, precisam de um animal de estimação? Sei imitar vários animais, me deem uma chance~~~”

A mãe não esperava que os trabalhos se tornassem tão virais, chegando a se preocupar e quase hesitando em continuar publicando.

Ela encontrou a filha sentada no jardim com as mãos sujas de lama e perguntou cuidadosamente sua opinião:

“Vivian, a mamãe não esperava que tantas pessoas vissem, isso trará algo ruim para você?”

Bianca olhou surpresa para os milhões de acessos e para as diversas mensagens irreverentes na seção de comentários, sorrindo com serenidade:

“Não importa, eles são apenas transeuntes, não têm relação conosco.”

Ao ouvir a resposta, a ansiedade da mãe dissipou-se e ela voltou a exibir os trabalhos da filha livremente.

Uma das fotos mostrava Bianca de costas, o que gerou um tráfego ainda maior.

Usuários inundaram o post com pedidos de casamento.

Tudo isso por causa de alguém chamado 'zhl' que deixou um comentário:

“Essa é minha esposa.”

Isso desencadeou imediatamente uma disputa nos comentários.

“Putz, eu nem falei nada e esse cara já começou a atuar. Quem é você? Eu é que sou o marido dela.”

“Saiam todos, eu falo primeiro. Sei tocar instrumentos, jogar xadrez, caligrafia e pintura, sou gentil e generoso. Tirando o fato de não ser homem, acredito que ninguém pode me impedir de estar com meu verdadeiro amor…”

“Sou homem, olhem para mim!”

Distante, na Cidade A, Marcelo lia esses comentários com o rosto pálido. Ele queria retrucar, mas não sabia como, apenas observando Bianca na foto em silêncio, com os olhos cheios de saudade e dor.

Capítulo 23

Cinco anos se passaram.

A vida de Bianca tornou-se cada vez melhor.

Ela esqueceu Marcelo e não se deixa mais atormentar pelas lembranças do passado.

Em Sydney, a busca das pessoas pela arte floral é ainda mais fervorosa.

Houve até uma ocasião, durante o Dia Nacional, em que Bianca foi convidada para decorar toda a cidade com arte floral.

Ela aceitou o desafio.

Levou um ano inteiro.

Quando a celebração foi transmitida ao vivo em Sydney, o mundo inteiro a conheceu: a mestra da arte floral.

Foi também nessa época que Bianca parou de aceitar encomendas.

PUBLICIDADE

De fato, era muito desgastante e ela não queria mais ser entrevistada por tanta gente.

Falando nisso, ela tem uma pequena preocupação ultimamente.

Quatro anos atrás, quando seu pai a levou para a montanha, encontraram um homem.

Esse homem tinha a pele bronzeada, cabelos pretos cacheados que chegavam à cintura e, apesar do rosto extremamente másculo, era muito educado.

Bianca o encontrou acidentalmente na grama, debilitado.

Ele se chama "Archer".

Ele tem um par de olhos verdes lindos e, desde que decidiu que ela era sua salvadora, volta sempre para visitá-la.

A primeira reação de Bianca foi de resistência e esquiva, e parece que sua insegurança foi percebida por Archer.

No entanto, ele nunca demonstrou nada de estranho; seus olhos sempre foram claros e límpidos, como se ele a procurasse apenas por gratidão.

Ele até ajudou Bianca a encontrar muitas flores que ela nunca tinha visto antes.

Mais tarde, quando ela soube por seu pai que essas flores só podiam ser colhidas em penhascos íngremes, ela não permitiu que ele as colhesse novamente.

Quanto à opinião de sua mãe sobre o assunto:

A mãe de Bianca usou seus contatos para investigar Archer de cabo a rabo e, com um olhar de tranquilidade, assentiu aprovando-o.

Foi assim que ela disse a Bianca:

“Pode ficar tranquila, filha, a família dele tem apenas duas pessoas, um casal de pais adotivos e ele mesmo. Eu dou conta disso facilmente, divirta-se à vontade!”

Bianca balançou a cabeça; ela sabia que a mãe estava brincando, embora seus olhos estivessem cheios de preocupação por ela.

Isso porque, num dia de tempestade, Bianca teve uma crise.

Ela se escondeu em um canto tremendo sozinha, e seus pais, desesperados, não conseguiram encontrá-la.

No fim, Archer ouviu sobre o ocorrido e correu para a casa da família sob a chuva.

Ele até limpou a lama do próprio corpo e, em poucos minutos, encontrou Bianca escondida dentro de uma caixa na despensa.

Ao vê-la tremendo daquele jeito, Archer exibiu pela primeira vez uma expressão de desamparo.

Ele pensou por um momento e tirou gentilmente a corda trançada do próprio pulso, colocando-a no de Bianca.

Atordoada, Bianca levantou o pulso, olhou para aquela pulseira única e desmaiou.

No dia seguinte, Bianca teve febre alta.

Foi também Archer quem trouxe os melhores remédios, fazendo com que a febre baixasse imediatamente.

Depois daquele dia, a mãe de Bianca nunca mais provocou Archer; ela apenas suspirava com pesar por não ter descoberto aquele jovem brilhante mais cedo.

Mais tarde, Bianca nunca mais teve uma crise.

Ela tentou devolver a pulseira a Archer, mas viu o semblante dele mudar e ele balançou a cabeça repetidamente.

Bianca estava confusa, mas ouviu-o dizer:

“Isso é uma bênção. Se você me devolver o que te dei, a bênção de minha mãe desaparecerá.”

Embora parecesse inacreditável, Bianca ficou estática, lembrando-se do sonho que tivera naquela noite.

No sonho, uma mulher negra de pele bronzeada a abraçava, acariciando seu cabelo e cantando uma música que ela não entendia, e foi só assim que ela melhorou.

PUBLICIDADE

Sem dizer mais nada, Bianca perguntou-lhe:

“Como se faz uma pulseira dessas?”

Archer piscou e balançou a cabeça, dizendo que não sabia.

Bianca olhou para a marca de sol branca que restara na mão bronzeada dele; ela entendeu que aquela era a última lembrança que ele tinha da mãe, e ele a dera a ela sem hesitar.

Sentiu-se profundamente comovida.

Por um ou dois anos, Bianca estudou minuciosamente o método de trançar a pulseira.

Finalmente, no dia anterior ao aniversário de morte da mãe de Archer, ela conseguiu.

Raramente alegre, ela chamou Archer; esta foi a primeira vez que ela tomou a iniciativa de procurá-lo.

Archer chegou rápido, com um suor fino no rosto, sem saber se tinha acabado de descer da montanha, e seus olhos claros olhavam fixamente para ela.

Bianca tirou a pulseira que fizera e colocou-a na palma da mão dele, que era duas vezes maior que a sua.

Ao ver o pulso dele, antes vazio, agora ostentando uma nova pulseira, ela ficou satisfeita e agradeceu-lhe novamente.

“Obrigada, Archer.”

Ao levantar a cabeça, notou que o homem estava paralisado, olhando fixamente para ela como uma estátua.

Bianca percebeu que estavam muito próximos e deu dois passos atrás, gaguejando:

“De qualquer forma, obrigada. Se precisar de algo, é só me contar. Afinal, as coisas da sua mãe são realmente importantes...”

Bianca arregalou os olhos, surpresa ao ser abraçada de repente por Archer, e o ouviu sussurrar com a voz rouca:

“Obrigado, pequena Lu.”

Um aroma fresco de floresta emanou de Archer; o coração de Bianca falhou uma batida. Ela o empurrou bruscamente e saiu andando.

Archer a seguiu confuso, sem entender por que ela corara.

Isso fez com que as pontas das orelhas dele também ficassem quentes, inexplicavelmente.

Os dois seguiram adiante, um atrás do outro.

O pai de Bianca tirou a mão da boca da esposa e assentiu satisfeito.

“Finalmente deu o primeiro passo. Tem o meu estilo de antigamente.”

A mãe de Bianca lançou-lhe um olhar reprovador e deu um tapa no braço musculoso do marido.

“Se está satisfeito, vá cozinhar. São tantos anos se gabando, não tem vergonha na cara...”

Distante, no Grupo Meng, na Cidade A.

Após cinco anos, ele expulsou Julia e liderou o desenvolvimento contínuo do grupo.

Todos sabem que o Sr. Meng tem um amor não correspondido.

Onde quer que vá, ele carrega uma foto na palma da mão; dizem que aquela mulher se chama Bai.

———Fim da história———

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia