localização atual: Novela Mágica Moderno O Amor que Ela Nunca Ouviu Capítulo 5

《O Amor que Ela Nunca Ouviu》Capítulo 5

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Júlia, com os olhos vermelhos, olhou para o perfil rígido dele e disse suavemente:

“Marcelo, você é tão bom. Dante sempre me abandona; às vezes me arrependo de não ter me casado com você…”

Em circunstâncias normais, ao ouvir tais palavras de Júlia, Marcelo deveria se sentir feliz.

No entanto, por que agora a pessoa em quem ele pensava era Bianca?

Uma agitação constante o perturbava.

Será que, em algum momento, seu coração já tinha se inclinado secretamente para…

“Marcelo? Marcelo?”

Júlia viu Marcelo se distrair frequentemente, checando o celular o tempo todo, e um pensamento peculiar surgiu em sua mente, fazendo-a rir.

Será que o trabalho o deixava tão distraído?

Ela tinha certeza de que não poderia ser por estar pensando em Bianca.

O tempo passava segundo a segundo.

As mensagens que Marcelo enviava para Bianca continuavam sem resposta.

Um irritação infinita se espalhava em seu coração.

O trovão lá fora explodiu de repente, intensificando sua agitação interna.

Júlia esperou por muito tempo, mas não recebeu o cuidado de Marcelo.

Ela fez bico, expressando insatisfação ao homem.

Porém, Marcelo parecia não ter notado o descontentamento dela.

Ele apertava o celular com força, como se quisesse esmagá-lo.

Começou a questionar se tinha ido longe demais e se tinha realmente ferido Bianca.

Júlia estava prestes a chamá-lo novamente, mas assustou-se com o movimento repentino de Marcelo ao se levantar.

O gesto impaciente fez a cadeira ranger asperamente contra o chão.

“Tenho assuntos pendentes. Amanhã volto para te ver.”

Marcelo vestiu o casaco e saiu apressado. Assim que saiu do corredor, ligou para o mordomo, ordenando que fosse à mansão procurar por sua esposa.

“…Assim que confirmar que ela está na vila, me ligue imediatamente.”

Sentou-se ao volante, pisou no acelerador e o veículo disparou.

Gotas de chuva batiam ruidosamente no carro, como se até o céu estivesse contra ele; o caminho estava repleto de sinais vermelhos.

Marcelo freou, batendo os dedos com impaciência no apoio de braço.

Ele nunca sentira uma inquietação e confusão tão fortes; mesmo ele, como o herdeiro principal da elite da capital, sentia um pânico sutil naquele momento.

Seu olhar caiu acidentalmente sobre o pequeno boneco pendurado no espelho retrovisor, e um sentimento inexplicável surgiu em seu peito.

As memórias fluíram como água.

Ele estendeu a mão e pegou gentilmente aquele pequeno golfinho branco, com uma expressão complexa nos olhos.

Isso acontecera quando ele passava em frente a um shopping, depois de acompanhar Bianca na reabilitação auditiva.

Bianca, sempre tão tranquila, fixou seus olhos límpidos na máquina de pegar bichos naquele dia, demonstrando pela primeira vez uma preferência tão clara por algo lá dentro.

Marcelo achava que ela só gostava de flores e plantas.

Ele sorriu levemente e a levou para tentar.

Comprou 1.000 fichas, mas ela só se interessou por aquela máquina.

É engraçado pensar que Bianca, como uma florista premiada, detentora de inúmeras habilidades manuais delicadas, não conseguia realizar uma tarefa tão simples quanto pegar um bicho de pelúcia.

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Marcelo observou-a, com as orelhas vermelhas de tanto esforço por não conseguir pegar o bicho, e balançou a cabeça, impotente.

Ele segurou a mão dela, focou no golfinho branco que ela queria tanto e pressionou o botão de captura.

Capítulo 9

Uma captura certeira.

Parecia um arranjo do destino, preciso e sem erros.

Marcelo inclinou-se e pegou, no meio de uma pilha de itens caóticos, aquele boneco que, a seus olhos, não era muito bonito.

Mas ele não esperava que o brilho nos olhos de Bianca fizesse seu coração saltar uma batida.

Ele achava que já estava imune a essas pequenas bugigangas, mas a expressão de felicidade de Bianca e o gesto infantil de segurar o boneco para vê-lo melhor...

Tocaram seu coração de uma forma inexplicável.

Movido por um impulso, ele pendurou o pequeno boneco no carro.

Nem ele mesmo percebeu que aquele comportamento era uma forma de manter por perto o calor e a felicidade que Bianca trazia.

No entanto, essa bela memória foi reduzida a pó pelas palavras que ecoavam constantemente em sua mente.

‘Marcelo, você não precisa mais ser meus ouvidos. A liberdade que você tanto queria, eu estou te devolvendo.’

A voz fria de Bianca reverberava sem parar em sua cabeça, deixando seu peito sufocado.

No instante em que o sinal abriu, ele pisou no acelerador e disparou em velocidade máxima.

Ele não acreditava que Bianca realmente fosse embora.

Ele tinha certeza de que ela voltaria, como da última vez.

O quanto Bianca amava Marcelo era algo que todos na elite da capital sabiam.

Como ela poderia simplesmente partir assim?

O carro finalmente chegou à Mansão da Colina.

Assim que Marcelo saiu do veículo, viu o mordomo aproximar-se, banhado em suor frio.

“Senhor, a senhora realmente desapareceu, e todos os objetos relacionados a ela na casa sumiram!”

A voz do mordomo tremia, revelando um vestígio de pânico.

Após as palavras do mordomo, os nervos de Marcelo, que já estavam tensos, entraram em colapso total.

Ele empurrou com força quem estava em seu caminho e subiu as escadas a passos largos.

Enquanto subia, chamava pelo nome de Bianca em voz alta, mas não obteve resposta alguma.

Embora a razão tentasse argumentar constantemente, dizendo-lhe que não deveria perder o controle dessa forma.

Seu coração, porém, emitia uma agitação inquieta, como se algo precioso estivesse se afastando dele, escapando completamente de seu controle.

Na cidade A, Bianca não tinha amigos nem conhecidos.

Longe dele, ela não tinha para onde ir!

Sentado, desolado, no quarto, ele discava o número do celular dela repetidamente, mas a ligação de Bianca nunca era atendida.

Em sua mente, as mudanças recentes de Bianca passavam como um filme, mas não importava como ele analisasse, só havia uma conclusão.

Foi ele mesmo quem a expulsou.

Marcelo chamou o mordomo com uma expressão terrivelmente sombria.

“Traga todas as imagens das câmeras de segurança da casa, incluindo as de fora, do portão e das grades, tudo!”

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“Sim, senhor.”

A voz do mordomo era baixa e apressada; ele limpou o suor frio e saiu rapidamente, sem ousar encarar Marcelo.

Em vinte anos de serviço, era a primeira vez que via as emoções do senhor tão expostas, e tudo por causa da senhora...

Todos sabiam que o senhor não gostava da senhora, então por que ele estava tão impaciente e inquieto?

As gravações foram trazidas rapidamente.

O semblante de Marcelo piorava a cada segundo de exibição; ao ver Bianca se despedindo dele sob a chuva, sua inquietação atingiu o ápice.

Bianca não decidira partir apenas hoje; ela arrumou as coisas sozinha em casa, acordou de sonhos sozinha e chorou escondida sozinha.

E de tudo isso, ele não sabia absolutamente nada!

Uma dor tardia penetrou até a medula, como se uma vinha venenosa o envolvesse por completo.

Nem o próprio Marcelo sabia o quanto sua aparência era assustadora naquele momento.

Mesmo que tivesse partido, por que não respondia às mensagens, por que não atendia ao telefone?

Bianca não era a pessoa que mais dependia dele?

Incapaz de suportar aquela inquietação e ansiedade, levantou-se para sair.

O mordomo viu que eram 3 da manhã, sob tempestade e ventos fortes.

Tentou segui-lo e desencorajá-lo com cautela: “Senhor, senhor, a senhora talvez esteja apenas furiosa no momento, talvez ela volte quando a raiva passar...”

“Saia da frente!”

A voz de Marcelo era gélida. Ele parecia ter enlouquecido, não permitindo que ninguém o bloqueasse.

Ele precisava desesperadamente provar que ela não iria embora.

Capítulo 10

Os olhos de Marcelo estavam injetados de sangue.

Como o mordomo poderia tentar impedi-lo novamente?

Ele não tinha palavras, nem coragem para relatar o ocorrido ao velho patriarca da família Menezes, restando-lhe apenas assistir impotente à partida de Marcelo.

Chuvas intensas na calada da noite.

Marcelo abriu a porta do carro rapidamente, pisou fundo no acelerador e disparou em direção ao Aeroporto Lan Yu.

As veias saltavam no dorso de suas mãos que agarravam o volante.

Marcelo conhecia, melhor do que ninguém, o temperamento teimoso que Bianca escondia sob sua aparência aparentemente frágil.

Quando a primeira competição de arte floral foi realizada na cidade A.

Bianca, em busca de inspiração, foi sozinha para um templo nas montanhas nos arredores, onde permaneceu por três dias inteiros.

Marcelo não conseguia contatá-la e, ao enviar pessoas para procurá-la sem sucesso, quase enlouqueceu de preocupação e ansiedade.

No entanto, Bianca voltou por conta própria, trazendo um punhado de flores silvestres.

Não comeu nada e se trancou na oficina de artesanato, criando continuamente por 10 horas seguidas.

Não importava como Marcelo tentasse convencê-la, ela não o ouvia.

Sem alternativa, ele teve que chamar um médico da família para aguardar a saída dela.

Quando ela finalmente saiu da sala, deu a Marcelo um sorriso de total satisfação antes de desmaiar de exaustão.

Por mais irritado que Marcelo estivesse, só lhe restava a angústia de ampará-la e levá-la para receber tratamento.

Ninguém sabia o quanto seu coração apertou no momento em que viu Bianca desmaiar.

Foi exatamente nessa ocasião que Bianca criou a obra floral “Lua e Orvalho”, que surpreendeu toda a cidade.

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