localização atual: Novela Mágica Moderno Destinos Cruzados Capítulo 10

《Destinos Cruzados》Capítulo 10

PUBLICIDADE

"Se eu quiser, posso mantê-la presa aqui para sempre." Seu beijo ardente caiu sobre ela, e sua voz carregava um perigo arrepiante: "Você não vai a lugar nenhum."

◇ Capítulo 20

Isabela jamais imaginou que seu plano de vingança, meticulosamente preparado, sofreria um revés logo no primeiro passo.

Thiago acariciou suavemente os fios de cabelo em sua têmpora, seu tom de voz transbordava desamparo: "Um teatro de morte forjada tão medíocre, que não enganou nem a mim; como poderia enganar aqueles criminosos hediondos?"

Isabela ficou sem palavras, e todo o ressentimento e amargura contidos em seu coração transformaram-se em silêncio.

Thiago virou-se e vestiu o casaco: "Fique aqui obedientemente e descanse bem. Marquei com alguém para investigar o que aconteceu naquela época."

"Você... marcou com alguém?" Isabela, confusa, levantou os olhos para ele.

"Isabela, esqueceu que hoje eu não sou mais a mesma pessoa daquela época?"

O atual Thiago também possuía uma rede de contatos complexa e o capital e a influência para mudar o curso das coisas.

Caso contrário, ele não teria conseguido encontrá-la tão rapidamente no cais de carga.

Thiago inclinou-se e deu-lhe um beijo na testa, um gesto terno e persistente: "Ninguém virá ao subsolo sem permissão. Se estiver com fome, toque a campainha na cabeceira da cama; o mordomo trará comida."

Dito isto, ele se virou e caminhou em direção à porta.

Não deu muitos passos antes de, como se estivesse preocupado, voltar atrás e repetir: "Não tente sair correndo por aí. Agora você não tem documentos, não pode ir a lugar nenhum."

Desta vez, ele realmente partiu.

Isabela encolheu-se na cabeceira da cama, com o coração em frangalhos. Todo o seu plano tinha ido por água abaixo, e ela se sentia como se tivessem drenado toda a sua força.

Ela relembrou os anos de planejamento meticuloso e, de repente, sentiu-se ridícula.

Se, no final, Thiago ainda precisava intervir, o que significavam todas as suas ações dos últimos anos?

Além de ferir o coração dele repetidamente, o que ela tinha conquistado? Nada!

Não se sabe quanto tempo ficou deitada na cama; em meio aos pensamentos caóticos, ela acabou caindo no sono.

Ao acordar novamente, ouviu um leve movimento na entrada do subsolo.

Seu coração apertou-se, e ela olhou com um pouco de temor para o final da escada.

O som de sapatos de couro pisando nos degraus aproximava-se passo a passo.

Somente quando aquela silhueta familiar apareceu diante dela é que seu coração, que estava suspenso, acalmou-se um pouco.

"Ficar sozinha aqui, está com medo?" Thiago caminhou rapidamente até ela, com a aparência exausta.

Isabela sentiu o forte cheiro de cigarro e álcool nele, como se tivesse passado muito tempo em compromissos sociais.

Ela balançou a cabeça e, em seguida, implorou: "Thiago, deixe-me sair..."

"Deixar você sair? Para você ir se entregar à morte?"

Ele a olhou friamente.

Isabela virou o rosto, sem querer encará-lo nos olhos.

PUBLICIDADE

Thiago suspirou, sentou-se na cabeceira da cama e abraçou-a suavemente:

"Já investiguei o que aconteceu naquela época. A morte da sua mãe ainda não tem um culpado verdadeiro. Quanto ao acidente de carro do seu pai e do seu irmão, foi um acidente... um motorista de caminhão dirigindo embriagado de madrugada bateu na lateral do carro que seu pai dirigia. Após o ocorrido, o motorista se entregou e foi condenado a vinte anos..."

Ao ouvir isso, Isabela ficou imediatamente agitada: "Isso nunca poderia ser um acidente! Aquele motorista nunca bebia, por que beberia e dirigiria de madrugada..."

Ela balançava a cabeça freneticamente, agarrando com força o colarinho de Thiago, querendo desesperadamente que ele acreditasse nela.

"Eu entendo. Na época eu não investiguei o desfecho, mas agora eu perguntei." Thiago batia levemente nas costas dela, tentando acalmá-la: "Essa pessoa faleceu há dois anos na prisão devido a uma pancreatite aguda. No mesmo ano, a esposa dele levou o filho e fugiu ilegalmente para os Estados Unidos para trabalhar clandestinamente, e até hoje não se sabe o paradeiro deles."

"O desaparecimento da sua mãe, o acidente do seu pai e do seu irmão, a morte do motorista na prisão, o paradeiro desconhecido da esposa e do filho do homem... se esses fatos ocorressem isoladamente, talvez fossem acidentes. Mas quando todas essas 'coincidências' se juntam, definitivamente não foi por acaso."

◇ Capítulo 21

Isabela chorava convulsivamente. Ela mordia o lábio inferior, tentando suprimir a tristeza avassaladora que sentia, mas as lágrimas quentes não obedeciam, caindo como pérolas de um fio rompido.

Cada gota de lágrima carregava as injustiças, o ressentimento e o desespero acumulados ao longo dos anos, rapidamente manchando a camisa branca como a neve de Thiago, como uma pintura a nanquim de tristeza que se espalhava desenfreadamente.

Thiago a abraçava levemente, sua voz era terna, mas carregada de impotência, como se contasse uma verdade cruel: "Querida, este assunto é profundo demais. Sozinha, você nunca conseguiria levantar qualquer tempestade. Os interesses por trás disso são como um emaranhado de fios, complexos e profundamente enraizados, muito além da sua capacidade de resistência..."

Isabela olhou para cima, para ele, com olhos vazios, porém carregados de uma determinação: "Eu sei, mas não tenho medo..."

Desde o momento em que soube da morte de seu pai e seu irmão, ela já havia deixado a vida e a morte de lado.

O resto de sua vida seria vivido apenas para a vingança.

No entanto, ela olhou para Thiago: Como eu poderia ter coragem de arrastar você também para esse abismo sem fim e te prejudicar?

"Thiago, não se preocupe mais comigo, nem interfira neste assunto."

Ela apertou as roupas dele: "Eu já tenho um plano. Pretendo pegar um barco para Mianmar, mudar de identidade e..."

"Isso é perigoso demais, você está brincando com a sua vida."

Thiago olhava para ela, seu tom era indiscutível: "Esse plano está cancelado. Fui falar com o Diretor Shao, e ele prometeu que não te oferecerá mais ajuda..."

PUBLICIDADE

"Com que direito você faz isso!"

Num instante, a raiva submergiu Isabela como uma maré alta.

Ela levantou a mão e deu um tapa forte em Thiago: "Essa é a minha única chance de vingança! Thiago, eu não preciso da sua ajuda! Com que direito você me impede..."

As correntes de ferro tilintavam violentamente com seus movimentos. Thiago virou o rosto, e uma marca vermelha surgiu instantaneamente em seu belo perfil.

"Porque eu não posso assistir você indo para a morte!"

Ela estava furiosa, com os olhos avermelhados, descarregando sua raiva nele.

"Thiago, toda a minha família morreu por causa disso, eu carrego uma vingança de sangue!"

Dizendo isso, lágrimas grossas brotaram de seus olhos, escorrendo por suas bochechas pálidas e caindo no chão, quebrando-se em mil pedaços. "Eu sei, eu entendo tudo..." Thiago tentou acalmá-la, sua voz trêmula, uma vibração que compartilhava a dor dela.

"Não, você não entende!"

Isabela gritou histericamente, apertando o colarinho de Thiago como se quisesse despejar toda a dor em seu peito, "Você não entende que, em cada noite silenciosa, quando fecho os olhos, as mortes trágicas da minha família surgem diante de mim como um filme, repetidamente. Essa sensação é pior que a morte! Você acha que, me prendendo neste subsolo, eu vou esquecer tudo e viver uma vida feliz ao seu lado para sempre? Impossível! Eu só viverei para sempre no abismo da culpa e do ódio, sem nunca ter paz!"

Ao final, ela chorou convulsivamente, seu corpo tremendo violentamente, como se tivessem drenado toda a sua força.

Thiago não conseguiu mais conter a tristeza e a compaixão em seu coração e a abraçou fortemente.

Ele odiava a si mesmo por não ter notado o sofrimento dela durante tantos anos.

As lágrimas que ela engoliu sozinha, os tormentos que suportou em silêncio, ele não sabia de nada.

"Não é assim, eu não queria impedir sua vingança."

A voz de Thiago estava embargada, e beijos delicados caíram no topo de sua cabeça: "Eu só espero que possamos planejar com calma. Este caso é muito mais complexo do que se imagina, não se resolve apenas encontrando o assassino. Envolve os interesses de inúmeras pessoas, relações complexas, e com a força de uma só pessoa, você jamais conseguirá."

Aninhada em seus braços, ouvindo-o explicar as novas informações que obteve, ela chorava ininterruptamente.

Seu coração lutava dolorosamente entre o ódio e o amor, sem saber para onde ir.

"Eu não estou pedindo que você fique fora disso, como eu poderia pedir algo assim?"

A voz de Thiago, baixa e terna, soou gentilmente ao ouvido dela, como uma brisa de primavera acariciando seu coração cheio de cicatrizes: "Dê-me um pouco de tempo, eu certamente encontrarei uma maneira."

◇ Capítulo 22

Dois anos depois, na Baía Galaxy.

A luz do sol atravessava as janelas do chão ao teto do hotel, espalhando-se sobre o carpete macio.

Thiago estava sentado no sofá, com um par de óculos de armação dourada delicada apoiado na ponte do nariz, os olhos atrás das lentes profundos e aguçados.

Passados dois anos, o homem, agora na casa dos trinta, parecia ainda mais sereno e reservado; cada gesto revelava o charme de um homem maduro, equilibrando a estabilidade com uma descontração casual e despretensiosa.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia