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《O Eco da Traição》Capítulo 13

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Corajosa, de voz alta; quando estava acordada, ou estava engatinhando ou se preparando para engatinhar.

Demonstrava um interesse enorme por tudo que voava, especialmente gostava de observar os pombos do lado de fora da janela.

Já Lucas Jr. era uma cópia fiel de Lucas.

Quieto, não gostava de chorar; seu maior hobby era ser segurado pelo pai enquanto encarava o modelo de esqueleto humano no escritório, apontando os dedinhos para o crânio e fazendo balbucios que ninguém entendia.

A cena mais comum em casa era:

Beatriz segurando Lucia na sala de estar assistindo a um documentário sobre aviões, a pequena apontando para os caças na tela, batendo palmas animada.

"Olha, querida, estas são as asas das coisas que a mamãe vai construir no futuro."

Do outro lado, Lucas segurava Lucas Jr., apontando para o diagrama anatômico humano na parede.

"Veja, Jr., este é o osso frontal, este é o osso parietal... Mais tarde o papai te ensina a fazer cirurgias, está bem?"

Beatriz frequentemente ria dessa sua postura de paternidade acadêmica: "Dr. Lucas, ele tem apenas seis meses, não está sendo avançado demais?"

Lucas, com toda a seriedade, ajeitou seus óculos inexistentes: "O interesse deve ser estimulado desde cedo."

Após as crianças completarem um ano, Beatriz retornou ao centro de pesquisa.

Mas ela já não era mais a "guerreira incansável" de antes.

Aprendeu a sair do trabalho no horário, aprendeu a recusar compromissos desnecessários e aprendeu a separar claramente trabalho e vida pessoal.

Porque ela sabia que, em casa, havia "projetos" muito mais importantes esperando por ela.

Mais um fim de semana.

No gramado às margens do Lago de Zurique, a família de quatro pessoas estendeu uma toalha de piquenique.

Lucia e Lucas Jr. já conseguiam dar os primeiros passos cambaleantes, como dois passarinhos que acabaram de aprender a voar, perseguindo um ao outro na grama, com risadas cristalinas.

Beatriz encostou-se no ombro de Lucas, olhando para aquelas duas pequenas figuras que tropeçavam não muito longe, com o coração suavizado.

"No que está pensando?" Lucas segurou a mão dela, entrelaçando seus dedos firmemente.

Beatriz virou a cabeça, olhando para o perfil dele, iluminado pelo sol de forma particularmente gentil, e disse seriamente:

"Estou pensando que tudo isso é real."

Não é mais um desejo distante em sonhos à meia-noite, nem uma miragem etérea.

São luzes reais, um amor real e filhos reais.

Lucas sorriu, baixou a cabeça e beijou levemente o canto da boca dela, não dizendo "eu também", mas respondendo com ações.

Ele apontou para não muito longe, onde Lucia tinha pego um galhinho de algum lugar e comandava, com toda a pose, seu irmão Lucas Jr. para correr à frente, mostrando um certo talento para a liderança.

Lucas se aproximou do ouvido de Beatriz e sussurrou rindo:

"Olha, aquela da sua família já começou a liderar a equipe."

O sol esticou suas sombras, que se entrelaçaram com as sombras pequenas não muito longe dali.

Ao vento, ouvia-se o som das risadas de sino das crianças.

Esse era o som da felicidade.

Fim.

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