localização atual: Novela Mágica Moderno Ela Comprou um Mendigo... e Ele Era Bilionário Capítulo 13 — Quem Mexe com Mariana

《Ela Comprou um Mendigo... e Ele Era Bilionário》Capítulo 13 — Quem Mexe com Mariana

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O clima em Paraisópolis mudou nos dias seguintes.

Não de forma óbvia.

Não havia tiros.

Não havia perseguições.

Não havia gritos.

Mas havia algo diferente.

Algo que fazia os moradores olharem para os lados antes de falar.

Algo que fazia os comerciantes fecharem as barracas um pouco mais cedo.

Algo que fazia Mariana apertar o passo quando voltava para casa.

Nando Cobra estava quieto.

E isso preocupava todo mundo.

Porque homens como Nando raramente desistiam.

“Ele vai tentar alguma coisa.”

Mariana comentou enquanto organizava os brigadeiros.

“Provavelmente.”

Leonardo respondeu.

“Você fala isso como se estivesse comentando o tempo.”

“Porque é previsível.”

“Traficantes são previsíveis?”

“Pessoas orgulhosas são.”

Mariana parou por um segundo.

“Você fala como se conhecesse muitos.”

Leonardo continuou organizando as bandejas.

“Talvez eu tenha conhecido alguns.”

Ela ficou observando.

Mais uma resposta estranha.

Mais um mistério.

Nos últimos dias ela já havia desistido de tentar entender aquele homem.

Ou pelo menos dizia a si mesma que havia desistido.

Porque a verdade era outra.

A cada dia ficava mais curiosa.

Muito mais.

“Mariana!”

Pedrinho surgiu correndo.

Como sempre.

“Qual é o problema agora?”

“Seu Jorge está brigando com o açougueiro.”

“E por que isso virou meu problema?”

“Porque eles estão brigando na frente da sua barraca.”

“Claro que estão.”

Leonardo sorriu.

“Eu gosto daqui.”

“Por quê?”

“Todo dia acontece alguma coisa.”

“Isso não é normal.”

“Já está começando a parecer.”

Mariana tentou não rir.

Mas falhou.

A manhã continuou movimentada.

Clientes apareciam.

Crianças corriam.

Danda passou filmando tudo novamente.

“Bom dia, seguidores!”

“Você não tem seguidores aqui.”

Mariana respondeu.

“Você não sabe disso.”

“Infelizmente sei.”

“Um dia vou ficar famosa.”

“Um dia você vai ser processada.”

Danda apontou a câmera para Leonardo.

“Ele gosta de mim.”

“Não gosto.”

“Gosta sim.”

“Não gosto.”

“Ele gosta.”

Pedrinho apareceu.

“Eu acho que ele gosta da Mariana.”

Silêncio.

Danda quase derrubou o celular.

Mariana ficou vermelha.

Leonardo decidiu que precisava urgentemente mudar de assunto.

“Quem quer brigadeiro?”

“Boa tentativa.”

Danda respondeu.

Mas funcionou.

Por enquanto.

No início da tarde...

O problema apareceu.

Primeiro veio um carro.

Depois outro.

E mais outro.

Todos estacionando perto da praça.

Nenhum morador reconheceu os veículos.

O silêncio começou a se espalhar.

Leonardo percebeu imediatamente.

Algo estava errado.

Muito errado.

Então os homens saíram.

Não eram traficantes armados.

Não eram policiais.

Eram fiscais municipais.

Ou pelo menos pareciam ser.

Pranchetas.

Uniformes.

Documentos.

Tudo muito oficial.

Oficial demais.

“Boa tarde.”

Disse o homem mais velho.

“Boa tarde.”

Mariana respondeu.

“Fiscalização de rotina.”

Ela franziu a testa.

“Fiscalização?”

“Isso.”

“Licenças.”

“Documentação.”

“Autorização de funcionamento.”

O coração dela afundou.

Porque sabia exatamente o que estava acontecendo.

Nando Cobra.

Finalmente havia atacado.

Mas de uma forma diferente.

Mais inteligente.

Mais perigosa.

Porque ninguém podia discutir com fiscais.

“Senhora Mariana Oliveira?”

“Sim.”

“Precisamos verificar alguns documentos.”

Ela engoliu seco.

Porque não tinha os documentos.

A maioria dos pequenos comerciantes dali não tinha.

Era assim que as coisas funcionavam.

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Ou pelo menos funcionavam até aquele momento.

Os fiscais começaram a anotar coisas.

Tirar fotos.

Medir espaços.

Clientes começaram a ir embora.

Os vizinhos observavam preocupados.

Pedrinho segurava a própria camisa.

Até Dona Lourdes parecia nervosa.

E Leonardo apenas observava.

Em silêncio.

Pensando.

Calculando.

Ligando pontos.

“Interessante.”

Ele murmurou.

“Interessante o quê?”

Mariana perguntou.

“Eles chegaram rápido demais.”

“Como assim?”

“Alguém organizou isso.”

“Claro que organizou.”

“Mais do que você imagina.”

O fiscal continuava escrevendo.

“Infelizmente a barraca poderá ser interditada temporariamente.”

Mariana sentiu o sangue gelar.

“Interditada?”

“Até regularização.”

“Mas eu...”

“São as regras.”

Era exatamente isso.

Não importava quem estava certo.

Não importava quem precisava trabalhar.

As regras estavam sendo usadas como arma.

E alguém estava pagando por isso.

Leonardo olhou ao redor.

Então viu.

Do outro lado da rua.

Dentro de um carro escuro.

Nando Cobra.

Observando.

Sorrindo.

Como um homem assistindo a um espetáculo.

“Claro.”

Leonardo murmurou.

“Claro.”

Mariana percebeu o olhar dele.

Seguiu a direção.

E viu Nando também.

A raiva subiu imediatamente.

“Filho da...”

“Não.”

Leonardo interrompeu.

“Não faça isso.”

“Ele está fazendo isso comigo.”

“Eu sei.”

“Então deixa eu falar com ele.”

“Pior ideia possível.”

“Leonardo.”

“Confia em mim.”

Ela queria discutir.

Queria gritar.

Queria atravessar a rua.

Mas havia algo na voz dele.

Algo firme.

Seguro.

Então, contra a própria vontade...

Ela ficou.

Leonardo caminhou até os fiscais.

Calmamente.

Sem pressa.

Sem agressividade.

“Posso fazer uma pergunta?”

O homem mais velho levantou os olhos.

“Claro.”

“Quem autorizou essa operação?”

“Denúncia anônima.”

“Hoje?”

“Sim.”

“Curioso.”

“Por quê?”

“Porque a quadra reformada recebeu uma visita da prefeitura semana passada.”

O fiscal piscou.

“E?”

“E a prefeitura já fez o levantamento comercial da praça há menos de quinze dias.”

Agora o homem ficou atento.

“Como sabe disso?”

“Eu pergunto muito.”

Mentira.

Mas parecia convincente.

“Então o senhor sabe que repetir fiscalização em tão pouco tempo exige justificativa complementar.”

Silêncio.

O fiscal ficou imóvel.

Porque Leonardo estava certo.

Muito certo.

“Quem é você?”

“Só alguém curioso.”

Outro fiscal aproximou-se.

Começou a conferir os documentos.

Conversar.

Comparar datas.

A confiança inicial desapareceu.

Os próprios fiscais começaram a perceber que tinham sido usados.

“Espera.”

Disse um deles.

“Essa solicitação realmente está estranha.”

“Estranha como?”

“Tem informações faltando.”

Agora todos conversavam entre si.

A operação começou a desmoronar.

Rapidamente.

Do outro lado da rua...

O sorriso de Nando desapareceu.

Completamente.

Mariana observava.

Sem entender metade do que estava acontecendo.

Mas entendendo uma coisa.

Leonardo estava vencendo.

Novamente.

Quinze minutos depois...

Os fiscais guardavam as pranchetas.

“Vamos revisar a documentação internamente.”

“Por enquanto não haverá interdição.”

“Obrigado pela colaboração.”

E foram embora.

Simples assim.

A praça inteira ficou em silêncio.

Por dois segundos.

Depois explodiu.

“ELE CONSEGUIU!”

“DE NOVO!”

“COMO ELE FEZ ISSO?”

“EU NÃO SEI!”

“MAS FUNCIONOU!”

Pedrinho parecia ter ganhado a Copa do Mundo.

Danda já filmava tudo.

Obviamente.

E Mariana apenas olhava para Leonardo.

Sem conseguir esconder a admiração.

Porque ele não tinha brigado.

Não tinha ameaçado.

Não tinha levantado a voz.

Mas mesmo assim tinha protegido a barraca.

Mais uma vez.

Quando os dois começaram a desmontar algumas caixas no fim da tarde...

O movimento da praça já havia voltado ao normal.

“Obrigado.”

Mariana disse baixinho.

“De nada.”

“Você sempre resolve tudo?”

“Não.”

“Parece que sim.”

“Você só me conheceu numa fase boa.”

Ela riu.

E então aconteceu.

Sem pensar.

Sem planejar.

Sem perceber.

Mariana segurou a mão dele.

Apenas por um instante.

Como quem queria impedir alguém de ir embora.

Ou agradecer sem palavras.

Os dois congelaram.

O mundo pareceu desacelerar.

Por um segundo.

Apenas um.

Então Mariana soltou rapidamente.

Vermelha.

Constrangida.

Leonardo também desviou o olhar.

Mas um pequeno sorriso apareceu.

Porque nenhum dos dois realmente queria que aquele momento terminasse.

Do outro lado da comunidade...

Dentro do carro escuro.

Nando Cobra observava tudo.

Inclusive a mão de Mariana tocando a de Leonardo.

E a raiva em seus olhos tornou-se algo muito mais perigoso.

Ódio.

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