Capítulo 49
Giselle olhou para Roberto, com um brilho nos olhos tão límpidos quanto as águas de um lago, revelando um leve sorriso: "Foi você que roubou o celular da Bia?"
"Fui eu, e daí?"
Roberto já nutria um desdém por Giselle e não temia as consequências de suas ações contra ela. Giselle estendeu a mão, perguntando: "Onde está o celular?"
Roberto levantou a mão, exibindo o telefone de Beatriz: "Está aqui. Giselle, ouvi dizer que você ofendeu a Srta. Torres antes. Se você se ajoelhar e pedir desculpas à Srta. Torres, eu te devolvo o celular."
"Giselle! Eu não quero mais o celular, vamos embora!"
Beatriz deu um passo à frente e estava prestes a levar Giselle embora, mas Giselle não se moveu. Ela deu um passo em direção a Roberto, que foi logo envolvido por uma fragrância suave e envolvente, quase o fazendo perder a concentração. Mas, rapidamente, Giselle ergueu a perna e acertou um golpe preciso nas partes íntimas de Roberto!
Um grito de agonia foi ouvido, enquanto Roberto se encolhia no chão, deixando o celular escorregar de suas mãos.
Giselle pegou o celular com destreza, olhou friamente para Roberto caído no chão e devolveu o aparelho a Beatriz, dizendo: "Parece que a família Brito nem sequer possui uma empresa de capital aberto, não é? Como você se atreve a se comportar assim diante de mim? Lembro-me de que, há alguns anos, quando meu pai ainda estava vivo, a família Brito nem sequer tinha oportunidade de passar pela porta do Grupo Araújo, então como tem coragem de latir na minha frente?"
Dizendo isso, Giselle pisou na palma da mão de Roberto e a esmagou com força com o salto: "Cada círculo tem suas regras; sua família é inferior à minha. Deve falar com respeito ou, então... farei a família Brito desaparecer completamente da Cidade L até amanhã."
"Ai! Ah! Dói! Solta! Giselle! Você enlouqueceu!"
Por um tempo, o interior do camarote ficou assustadoramente silencioso.
Todos ficaram chocados com a severidade de Giselle, e ninguém ousou falar.
Mateus franzia o cenho.
Desde que Giselle entrou na sala, ela não havia olhado para ele nem uma vez.
Esse sentimento o irritou inexplicavelmente.
Helena se levantou ao ver a expressão de Mateus ao seu lado e disse: "Srta. Araújo, todos nós viemos aqui para nos divertir. Roberto estava apenas brincando com você. Hoje é minha festa, não precisa ser tão severa."
"Eu fui severa?"
Giselle levantou a sobrancelha, e a força de seu pé sobre Roberto aumentou.
"Ai! Giselle! Eu vou te matar!"
Roberto sentia como se sua mão estivesse sendo triturada por Giselle, e seu rosto empalideceu ainda mais.
Todos perceberam que Giselle estava desrespeitando Helena.
De fato, Helena parecia bastante descontente: "Giselle, você está exagerando! Somos todos amigos, por que está fazendo uma cena dessas?"
"Foi ele quem começou a me provocar. Eu apenas lhe dei uma lição."
Giselle sorria, mas seus olhos não mostravam alegria: "Se ele incomodou a Srta. Torres, eu posso arrastá-lo para fora e bater nele."
"Você..."
Vendo que Helena não conseguia conter Giselle, Mateus falou friamente: "A Srta. Araújo é muito poderosa."
Todos voltaram sua atenção para Mateus.
Com um tom frio, Mateus disse: "Estou curioso para ver, nesta sala, em quem mais você ousaria tocar hoje."
Quando as pessoas viram que Mateus estava apoiando-as, instantaneamente sentiram-se mais confiantes.
"É isso mesmo, Giselle! Todos nós viemos aqui para celebrar o aniversário da Srta. Torres! Não seja tão exagerada!"
"Exatamente! Sem a família Prado, a família Araújo não seria nada!"
"Liberte o Roberto imediatamente e peça desculpas à Srta. Torres! Aí ainda podemos te perdoar!"