《Giselle: A Nova Vida Sem o Homem Impotente》Capítulo 42

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Capítulo 42

A expressão de Elisa escureceu.

"Ser a dona da nossa família Araújo não é tão fácil assim; se a tia não tiver como resolver o problema do dinheiro, é melhor fugir antes que seja tarde demais. Não me culpe por não ter lhe avisado."

Elisa perdeu o sorriso.

Depois de tantos anos servindo à família Araújo, finalmente viu seu marido falecer, mas agora a empresa enfrentava um grande problema. E ela, que mal havia aproveitado qualquer benefício, deveria pagar as dívidas da família Araújo?

Isso era impossível!

"Giselle, a tia sabe que você é a pessoa mais sensata, você definitivamente não vai deixar a tia pagar a dívida. A tia está lhe implorando, vá e amoleça o Sr. Prado, implore se for necessário. Se ele nos perdoar, os problemas da empresa serão resolvidos!"

Vendo Elisa se humilhar, Giselle sorriu levemente e disse: "Tia, eu até posso ir."

"A tia sabia, Giselle sempre foi compreensiva! Jamais deixaria a empresa à deriva!"

"Calma, tia, eu ainda não disse minhas condições."

Ouvindo isso, Elisa ficou pasma: "Condições? Ainda há condições?"

"Se a tia está me pedindo um favor, é claro que haverá condições."

Olhando para Giselle recostada no sofá de forma indiferente, o coração de Elisa ficou em polvorosa, mas não era bom atacar. Ela disse: "Giselle, é apenas uma questão de pedir desculpas ao Sr. Prado, de se humilhar um pouco. Você não era uma garota tão mercenária antes, por que está tão calculista agora?"

"Antes, meu pai me ensinava que as moças deveriam ser doces e virtuosas; essa mesquinharia com certeza aprendi com a tia."

O sorriso de Giselle permaneceu enquanto ela dizia lentamente: "Tia, se quer que eu convença o Sr. Prado, eu posso tentar, mas não posso garantir que ele vá ter misericórdia da família Araújo."

Sem esperar que Elisa dissesse alguma coisa, Giselle continuou: "Além disso, uma vez que eu for, a empresa não terá mais nada a ver com a senhora. Seja para o bem ou para o mal da família Araújo, não será mais de sua conta."

"Você..."

"Se a tia não concordar, então não irei."

Giselle se desmanchou em lágrimas e disse: "Pior dos casos, deixamos que o Sr. Prado acabe com a família Araújo. Não terei dívidas para pagar, e a tia que se vire. Afinal, a senhora esteve à frente dos negócios da família Araújo todo esse tempo; se os acionistas que estão sem dinheiro devem procurar a tia."

Vendo Giselle falando sério, Elisa apenas mordeu os lábios e disse: "Certo! Eu aceito!"

De qualquer forma, essa Giselle não sabe de nada. Uma senhorita que não sabe nem ler as contas, como pode administrar a empresa?

Será que ela ainda terá que implorar obedientemente para que ela entre no lugar quando chegar a hora?

"Já que a tia concordou, por favor, assine aqui."

Giselle tirou um papel da bolsa, onde estava claramente escrito que Elisa e seu filho Felipe renunciavam voluntariamente a todos os cargos no Grupo Araújo.

Vendo o documento, o sorriso de Elisa ficou rígido: "Giselle, somos todos uma família, não precisamos ser tão formais, certo?"

"Tia, palavras ao vento não têm validade legal. Acho melhor sermos rigorosos."

Giselle sorriu levemente e disse: "Não se preocupe, tia. Assim que a senhora assinar, irei imediatamente à família Prado falar com o Sr. Prado. Se ainda não confia em mim, podemos fazer uma promissória, e eu assinarei sem problema."

Sem alternativa, Elisa assinou o documento com uma expressão sombria.

Giselle viu que Elisa já havia assinado seu nome no papel e só então guardou o contrato, sorriu e disse: "Sendo assim, farei o esforço de ir até lá."

Elisa olhava para o sorriso no rosto de Giselle, sentindo-se um pouco desconfortável.

Uma hora depois, Giselle trocou de roupa, vestindo um par de shorts jeans elegantes e um top branco justo, complementado com uma jaqueta jeans.

Os funcionários que estavam do lado de fora da porta do Grupo Prado olhavam para Giselle o tempo todo, tão fixamente que seus olhos saltavam para fora.

Giselle, usando óculos escuros, se aproximou da recepção e disse: "Eu gostaria de ver o Sr. Prado."

O atendente, ao ver uma mulher de pele clara, bonita e de pernas longas, respondeu: "Desculpe-me, senhorita, você tem um agendamento?"

Ao ver que a recepcionista não a reconheceu, Giselle tirou os óculos escuros e disse: "Sou a Giselle Araújo."

Ao perceber quem era, o rosto do atendente se iluminou de surpresa.

"Srta. Araújo?"

"Posso subir agora?"

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