Capítulo 18
Mateus olhou para ela com olhos brilhantes; até mesmo o seu tom era gelado, como se ele fosse rasgá-la no próximo segundo.
"Mateus! Não seja assim, você está entendendo mal a Srta. Araújo, fui eu quem quis ajoelhar..."
"Helena, você é tão bondosa que acaba sendo explorada! Eu disse que você não precisava vê-la." Vendo Mateus defendendo Helena, Giselle já esperava por isso.
Helena sempre se machucava quando Mateus aparecia.
Desde o momento em que Helena estava de joelhos, Giselle sentiu que havia algo errado.
Mas ela ficou feliz em dar a Helena o benefício da dúvida.
Afinal de contas, enquanto Mateus fosse obrigado a odiá-la, o casamento desapareceria se isso não acontecesse.
"Giselle, eu antes só pensava que você era dissimulada, mas não imaginei que fosse tão maliciosa! Helena é frágil; se algo acontecer com ela, eu não te perdoarei!"
Com isso, Mateus afastou Helena.
Helena teve muito tempo para se explicar, mas, no final, preferiu ficar em silêncio e até lançou um olhar de desculpas para Giselle.
Giselle não perdeu o brilho de triunfo quase imperceptível nos olhos de Helena.
Era como se estivesse dizendo: Veja, o que importa se estamos noivos? O coração de Mateus ainda pertence a mim.
Ao ver isso, Giselle pegou o cartão do banco no chão e virou a cabeça para chamar as duas: "Srta. Torres, você esqueceu seu cartão bancário."
Helena olhou para trás, e, dessa vez, Mateus também notou o cartão bancário nas mãos de Giselle. Mateus franziu a testa: "Helena, você deu dinheiro a ela?"
Helena mordeu o lábio, dizendo: "Eu só... não queria que vocês terminassem o noivado por minha causa."
Sem esperar que Mateus abrisse a boca, Giselle disse: "Srta. Torres, este casamento certamente será desfeito. Eu imagino que o Sr. Prado também não gostaria de continuar com alguém tão dissimulada e maliciosa como eu. Então, eu não preciso desse dinheiro."
Com isso, Giselle devolveu o cartão de Helena.
Ela não era estúpida.
Helena deixou o cartão propositalmente. Se Giselle aceitasse, e Mateus descobrisse no futuro, a situação só se agravaria.
"Helena, vamos."
Mateus não deu continuidade à conversa, mas levou Helena embora.
Na casa dos Araújo, Elisa esperava ansiosamente: "Essa Giselle, aonde ela foi tão cedo?"
"Mamãe, se Giselle não se casar, toda a herança dos Araújo não vai acabar nas mãos dela? Você disse que todo esse dinheiro foi deixado para mim pelo meu pai!"
Felipe estava ansioso. Ele já havia se gabado para os colegas, e se no futuro ele não conseguisse a herança da família Araújo, teria que viver com os poucos milhões que seu padrasto deixaria para eles? Não, não, não! De jeito nenhum!
Ao ouvir as palavras do filho, os olhos de Elisa cruzaram uma ponta de maldade: "Não se preocupe, tenho muitas maneiras de fazer Giselle se casar! Aqui em Cidade L, se a Giselle não pode se elevar até a família Prado, será que não pode se casar com outra pessoa?"
A beleza e a postura de Giselle em Cidade L eram notáveis. Antes de qualquer laço com a família Prado, vários empresários ricos de Cidade L já haviam demonstrado interesse em Giselle.
Se no fim a família Prado realmente não quisesse Giselle, ela daria um jeito de casá-la com alguém! Nesse caso, Giselle não teria mais tempo para administrar a família Araújo, e a empresa acabaria nas mãos de sua mãe e de seu filho.
Enquanto Elisa e seu filho estavam fazendo seus cálculos, Giselle entrou em casa. Ao ver Giselle de volta, Elisa imediatamente se aproximou e perguntou: "Giselle, foi o Sr. Prado que te chamou para sair agora há pouco? Vocês se reconciliaram?"
Elisa estava ansiosa para que Giselle e Mateus fizessem as pazes.