《Giselle: A Nova Vida Sem o Homem Impotente》Capítulo 9

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Capítulo 9

Como resultado, a família Araújo, um patrimônio tão grandioso, acabou sendo dilapidado por Felipe!

Olhando para o jovem rebelde de apenas dezoito anos à sua frente, Giselle, repleta de raiva, ergueu a mão e desferiu-lhe um tapa. O golpe deixou Felipe atordoado.

Felipe olhou para Giselle à sua frente com descrença: "Você, você se atreve a me bater?"

Era uma vez, Giselle era suave e intimidadora, sempre tratando-o com voz suave e gentil. Agora, ela havia se voltado contra ele? Giselle repreendeu com voz firme: "Sim, eu bati em você. Quem te deu tamanha audácia? Invadir o meu quarto assim?"

"Senhorita! Foi minha falha! Não consegui impedir o pequeno senhor!"

A empregada, temerosa, tentava se explicar da porta.

"Cale a boca! Esta é a minha casa, faço o que bem entender aqui!"

Felipe gritou com raiva para a empregada, que de repente estava tremendo de medo.

Giselle deu uma olhada nos hematomas no braço da empregada e percebeu o quanto Felipe era um canalha na família Araújo.

Ela, que antes concentrava toda a sua atenção em Mateus, não percebia que a casa já estava tomada pelo caos causado por Elisa e seu filho.

"Sua casa? A família Araújo ainda não pertence a você, Felipe."

Giselle se levantou, foi até a empregada e a ajudou a se levantar.

Ela viu que os braços da empregada estavam todos marcados por surras, mas não se atreveu a dizer uma palavra.

"Eu, da família Araújo, pertenço a uma linhagem nobre, mas isso não significa que possamos ignorar as leis. Qual lei trabalhista permite que você agrida suas próprias empregadas?" Ao ouvir Giselle defendendo-a, a empregada não pôde conter as lágrimas.

Ela já queria ir embora há tempos. Felipe usava sua posição na família Araújo para ameaçá-la, proibindo-a de falar ou pedir demissão. Ela já estava exausta dessa vida!

"Senhorita! Por favor, deixe-me ir!"

A empregada estava chorando muito.

Naquele momento, Elisa, no andar de baixo, também ouviu a comoção e subiu as escadas correndo. Ao ver o rosto inchado de seu filho, imediatamente entendeu o que havia acontecido.

Ao ver isso, Elisa imediatamente levantou as sobrancelhas, apontou para o nariz de Giselle e repreendeu: "Giselle! Como você ousa bater no seu próprio irmão? Você deve ter enlouquecido! Primeiro cancela o noivado e agora agride um familiar, o que pensa que está fazendo?"

"Irmão? Um irmão sem a menor educação como o Felipe!"

Giselle respondeu friamente: "Tia, desculpe a franqueza, mas Felipe nem é filho biológico do meu pai. Agora que é maior de idade, invadir o meu quarto foi o menor dos problemas, ainda por cima maltrata as empregadas da casa! Veja bem, esta é a educação que ele recebeu de você!"

Elisa zombou do que Giselle disse: "Felipe cresceu na família Araújo, e seu pai o tratava como filho. Giselle, você sendo a mais velha, está sendo muito dura. Além disso, é só uma empregada, o que faz diferença se ela foi agredida? Nossa família está faltando dinheiro para o tratamento médico ou salários?"

Ao ouvir isso, os olhos de Giselle ficaram mais frios: "Tia, se ele pode tratar assim as empregadas da família Araújo hoje, amanhã poderá maltratar os funcionários da empresa. Se o Grupo Araújo cair nas mãos do Felipe, temo que a nossa família Araújo será arruinada!"

"Giselle, você está exagerando! Felipe ainda é jovem, ninguém nasce sabendo como empresário. Além disso, você já havia concordado em transferir a empresa para o seu irmão. Você não pode voltar atrás só porque seu casamento com o Sr. Prado não aconteceu!"

Elisa não tinha coração, e Giselle já sabia disso.

Com um sorriso irônico, Giselle caminhou até a gaveta da escrivaninha e retirou o contrato de transferência de ações da empresa que havia assinado antes do banquete de noivado. "É este documento que a senhora menciona?"

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