Capítulo 8
Na manhã seguinte, Mateus desceu as escadas e, quando viu os empregados fazendo as malas, franziu a testa e perguntou: "O que está acontecendo?"
"Senhor, são as coisas da Srta. Araújo. Ela ligou ontem dizendo que não viria mais nos incomodar e pediu para embalarmos seus pertences e enviarmos para ela." Olhando para a mala à sua frente, a figura de Giselle passou pela mente de Mateus.
Normalmente, nesta hora, Giselle já teria preparado o café da manhã e o estaria esperando descer, com um olhar de expectativa.
Depois, ela puxaria a cadeira para ele e conversariam sobre assuntos banais.
A ausência dela hoje o fez sentir como se algo estivesse faltando.
Ao perceber que estava pensando em Giselle, Mateus falou friamente: "Então faça as malas mais rápido e não coloque essas coisas na minha frente!"
"...... Sim, senhor."
Mateus sentou-se na cadeira da sala e, vendo a mesa ainda vazia, disse insatisfeito: "O café da manhã ainda não está pronto?"
"Desculpe, senhor, normalmente a esta hora era a Srta. Araújo quem preparava o café. A nova empregada ainda não está acostumada com os horários..."
"Se apresse, eu ainda tenho que ir trabalhar."
Mateus olhou para o relógio; seu humor de repente ficou um pouco irritado.
Em pouco tempo, a empregada trouxe um prato com pão, ovos fritos e linguiça.
Mateus olhou para o café da manhã improvisado e lançou um olhar frio para ela: "O que é isso?"
"O café da manhã, senhor."
A babá estava um pouco assustada, sem entender o que havia feito de errado.
Mateus disse com uma voz fria: "Eu não como ovo frito de um lado só, não como carne pela manhã, estou lhe pagando vinte mil por mês para me servir isso?"
"Desculpe! Desculpe, senhor! Eu não sabia..."
"Senhor, a pessoa é nova, vou pedir que ela refaça isso aqui!"
"Não precisa."
Mateus levantou-se com uma expressão sombria.
Nesse momento, a Velha Sra. Prado saiu do quarto e, vendo o que havia na mesa, soube imediatamente por que seu neto estava irritado.
Ela disse: "Giselle sempre preparava o café da manhã pessoalmente, começando às quatro da manhã, fazendo aqueles doces delicados a vapor, no mínimo dezesseis pratos nutritivos. Agora que Giselle se foi, a vida realmente não é a mesma."
Diante disso, Mateus franziu a testa.
A separação foi ideia dela! Se quer ir, que vá!
Ele não acreditava que, depois de apenas três meses com Giselle em sua casa, não conseguiria viver sem ela.
"Vó, eu vou para o trabalho."
"Volte!" A Velha Sra. Prado franziu a testa: "Não me importa o que você pensa, eu só aceito Giselle como minha nora. Vá agora para a família Araújo e peça desculpas. Se Giselle não te perdoar, nem pense em voltar para casa!"
"Vó..."
"Imediatamente!"
As palavras da Velha Sra. Prado não podiam ser negadas.
Mateus, mesmo relutante, só conseguiu responder: "Entendi".
Enquanto isso, na casa dos Araújo.
'Boom!'
Uma porta foi aberta com estrondo, e o quarto de Giselle foi invadido.
Felipe Araújo, visivelmente furioso, arrancou as cobertas de Giselle e segurou seu pulso firmemente.
"Giselle! Você enlouqueceu? Como ousa romper o noivado com o Grupo Prado? Levante-se e me explique!"
Giselle olhou para a mão esquerda que estava sendo puxada por Felipe e franziu a testa em sinal de insatisfação.
Embora Felipe fosse seu irmão mais novo, ele não era filho biológico do seu pai!
Quando Elisa se casou novamente com papai, Felipe já tinha cinco anos de idade.
Papai tratava Felipe como seu próprio filho, e Felipe, como pequeno senhor de uma família Araújo, era mimado por Elisa.
Na vida passada, Elisa incentivou-a a casar-se com o Grupo Prado, permitindo que ela entregasse a família Araújo aos cuidados de Felipe.