《Giselle: A Nova Vida Sem o Homem Impotente》Capítulo 7

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Capítulo 7

Numa única noite, a Giselle que havia sido tão atenciosa e cortês com ele antes parecia uma pessoa diferente. "Bia, vamos embora."

Giselle não lançou mais nenhum olhar para Mateus, como se mais um vislumbre dele a fizesse nausear.

Beatriz estava atordoada, ainda sem entender o que acabara de acontecer.

Mais perplexo estava Lucas.

Ele também não estava bebendo, então por que estava tendo alucinações?

A Giselle que, até então, falava com Mateus com uma voz suave e carinhosa, tão gentil quanto a Helena, acabara de agredir Mateus? Uma agressão já seria surpreendente, mas ela o havia esbofeteado diretamente no rosto?

"Mateus..."

Lucas acenou na frente dos olhos de Mateus e perguntou: "Não ficou abobalhado, ficou?"

Parecia que Mateus ainda não havia se recuperado daquela bofetada; franzindo a testa, apontou para fora: "Ela ousou me bater?"

"...Sim, bateu. A marca da mão ainda está aí."

Com essas palavras, o rosto de Mateus ficou cada vez mais sombrio.

Pensando nas palavras grandiosas que Giselle disse na sua frente, Mateus sorriu em vez de ficar com raiva: "Diga à família Araújo, esse casamento, a Giselle não pode desistir!"

No dia seguinte, dentro da residência da família Araújo.

"O quê? Não desistir?"

Giselle, sentada no sofá da sala, franziu a testa.

Em vidas passadas, Mateus sempre a desprezou profundamente. Se não fosse pela insistência da Velha Sra. Prado em fazê-la a nora da família Prado, Mateus jamais teria cedido.

Na noite anterior, ela não apenas tomou a iniciativa de romper o noivado, mas também esbofeteou Mateus, o que equivalia a esfregar a face de Mateus no chão repetidamente. Como Mateus poderia não querer romper o noivado?

"Ótimo! Ótimo!"

Elisa, como quem sobrevive a um grande susto, bateu levemente no próprio peito, dizendo: "Eu pensei que o Sr. Prado estivesse zangado desta vez. Ainda bem que o Sr. Prado não levou a mal. Giselle, você deve ir à família Prado pedir desculpas ao Sr. Prado, e assim deixaremos isso para trás."

"Se é para pedir desculpas, a tia que vá. Esse casamento, eu não quero."

A atitude de Giselle foi fria, o que deixou Elisa insatisfeita: "Por que você é tão ignorante? Seu pai se foi, como nós da família Araújo podemos viver se não contarmos com a família Prado?" Ao ouvir isso, a expressão de Giselle gelou ainda mais.

Na vida passada, quando seu pai morreu, foi o momento em que ela estava emocionalmente mais vulnerável. Foi também nessa época que Mateus estendeu a mão para ajudar a família Araújo, e Elisa sempre lhe incutiu a ideia de que Mateus estava interessado nela.

Aos poucos, ela foi se apaixonando por Mateus.

Mais tarde, ela descobriu que Mateus apenas a ajudou porque ela se parecia um pouco com Helena, e foi por isso que ele decidiu ajudar a família Araújo.

Naquela época, ela ainda era tola o suficiente para pensar que um dia poderia aquecer o coração de Mateus.

Agora que penso nisso, é realmente ridículo.

"Tia, não se preocupe. A família Araújo é o legado deixado pelo meu pai, eu não vou deixar nossa família à deriva. Se a tia realmente acha que não podemos viver sem a família Prado, talvez a tia mesma devesse tentar."

Giselle deixou esse comentário e subiu as escadas.

"Você! Como você pode falar assim, sua criança! Estou fazendo isso para o bem da nossa família Araújo. Você é uma menina, como é que você sabe administrar uma empresa? Por que não se casa com um bom marido e fica em casa para criar seus filhos?"

Giselle ignorou os protestos de Elisa atrás dela.

Elisa quer que ela se case com Mateus apenas para poder permitir que seu próprio filho herde a família Araújo, pavimentando o caminho para ela, a futura Sra. Prado, e seu filho.

Mas o Grupo Araújo é o legado deixado por seu pai!

Ela definitivamente não será tola como na vida passada, entregando o Grupo Araújo para essa dupla de corações de lobo em peles de cordeiro!

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