localização atual: Novela Mágica Moderno Renascida: Não Serei Seu Brinquedo Capítulo 18

《Renascida: Não Serei Seu Brinquedo》Capítulo 18

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Felizmente, os policiais de patrulha chegaram a tempo e levaram todos para a delegacia.

Durante o depoimento, os rapazes tentaram resistir no início, alegando ser apenas um pequeno atrito, mas, diante das imagens de segurança e do testemunho da dona da loja, acabaram confessando que alguém havia pago para que eles "assustassem" o Lucas e, se possível, levassem o que estava em suas mãos.

— Quem pagou o dinheiro?

— ... Uma mulher.

— Qual o nome dela?

— Não sabemos de verdade, ela só mandou a gente fazer o serviço e disse que faria a transferência depois de pronto.

Fiquei sentada ao lado, com as mãos e os pés gelados.

Uma mulher.

Alice? Uma amiga dela? Ou outra pessoa da família Duarte?

Já não importava mais.

O que importava era que elas já tinham começado a agir dessa forma.

Não se tratava mais de humilhação ou boatos, mas sim de mandar pessoas cercarem o caminho, roubarem documentos e usarem os métodos mais baixos para destruir as oportunidades dele.

Senti meu peito sufocado, quase sem conseguir respirar.

Lucas sentou-se ao meu lado; o dorso de sua mão estava bastante esfolado e o canto da boca arroxeado, mas ele ainda se virava para me consolar em voz baixa: — Eu estou bem de verdade.

Meus olhos se encheram de lágrimas instantaneamente.

— E você chama isso de estar bem?

— Está muito melhor do que na vida passada. — Ele disse e, parecendo notar que havia falado demais, fez uma pausa.

Mas eu já tinha compreendido.

A "vida passada" a que ele se referia não significava que ele soubesse de tudo detalhadamente, mas sim que ele já havia adotado aqueles meus sonhos como algum tipo de aviso real.

Por isso, naquele momento, ele não estava aguentando a dor apenas por causa dos ferimentos atuais.

Ele estava aliviado — pelo menos desta vez, ele ainda não havia sido arrastado para o fundo do poço.

Funguei e contive minhas emoções.

Ao sair da delegacia, a noite já havia caído completamente.

O poste na entrada do beco emitia uma luz amarelada e o vento estava um pouco frio.

De repente, parei meus passos e me virei para o Lucas.

— Vamos embora hoje mesmo.

Ele hesitou: — Agora?

— Sim, agora.

— Mas o seu treinamento...

— A equipe do projeto permite que eu me apresente amanhã cedo, basta passarmos a noite em algum lugar perto da rodoviária.

— E quanto a você?

— Primeiro vou com você até o Professor Souza para preencher o formulário de inscrição novamente e, amanhã bem cedo, resolvemos os trâmites juntos.

Falei de forma rápida e firme, como se toda a hesitação tivesse sido finalmente cortada naquele instante.

Continuar adiando só traria mais perigo.

Se eles já demonstravam desespero, significava que estávamos a apenas um passo de escapar de verdade.

Lucas olhou para mim, com uma expressão profunda.

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Após alguns segundos, ele respondeu baixo: — Está bem.

Naquela noite, não voltamos mais para o antigo alojamento.

Apenas retornamos rapidamente para pegar os documentos mais importantes e algumas roupas, e seguimos direto para a rodoviária.

A praça em frente à estação estava sempre iluminada e movimentada, com rodinhas de malas deslizando pelo chão e os alto-falantes anunciando os horários de embarque repetidamente.

Parada no meio da multidão, senti uma forte sensação de transe.

Na vida passada, por inúmeras vezes, desejei escapar daquela mansão, daquele quarto e daquelas mãos.

Mas falhei em todas.

Achei que passaria a vida inteira presa ali, assistindo ao Lucas se tornar cada vez mais silencioso e eu mesma deixando de parecer um ser humano.

Mas agora, eu estava realmente na rota de partida.

Não sozinha.

Mas junto com o Lucas.

Às quatro da manhã, embarcamos no primeiro ônibus em direção à capital.

A cidade do lado de fora da janela ia recuando aos poucos, as luzes dos postes formavam linhas contínuas e o céu começava a clarear.

Lucas estava sentado ao meu lado, com o ombro encostado ao meu, e perguntou baixo:

— Está com sono?

Balancei a cabeça.

Na verdade, eu estava exausta.

Mas não queria fechar os olhos.

Porque aquele momento parecia demais com um sonho.

O tipo de sonho do qual, se eu adormecesse, acordaria de volta naquele quarto da vida passada.

Então, disse suavemente:

— Lucas.

— Sim?

— Desta vez, nós conseguimos escapar de verdade, não é?

Ele se virou para me olhar, com os olhos refletindo a claridade do amanhecer através da janela, e sua voz soou baixa, porém com total certeza.

— Sim.

— Desta vez, ninguém vai nos trazer de volta.

Senti meus olhos arderem intensamente e, finalmente, apoiei a cabeça devagar contra a janela do ônibus.

A luz da manhã subia pouco a pouco.

Iluminava o vidro e também o dorso das nossas mãos unidas.

Aquela mão não era extremamente quente, estava até um pouco fria devido à correria da noite, mas permanecia ali firme, como um caminho real que finalmente se estendia sob os meus pés a partir do outro lado do abismo.

Eu sabia que a vida dali em diante não seria um mar de rosas.

Ainda enfrentaríamos a falta de dinheiro, as dificuldades e caminharíamos aos tropeços em um mundo muito maior.

Mas tudo bem.

Porque, de agora em diante —

Eu não seria mais a gaiola de ouro de ninguém, não seria o brinquedo de ninguém, não viveria dependendo do afeto, da piedade ou da esmola de terceiros.

Eu viveria por mim mesma.

E levaria o Lucas comigo, para vivermos da forma que nós mesmos escolhêssemos.

————————————————————

Fim da história

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