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《O Preço da Minha Devoção》Capítulo 1

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Aos setenta e um anos, Nancy disse orgulhosamente a um repórter que havia passado a vida inteira guardando luto por seu noivo, Xavier, que morrera jovem.

No segundo seguinte, a equipe de filmagem entrou no pequeno casebre onde ela morava acompanhada de Xavier, que estava cercado por filhos e netos, lotando instantaneamente o lugar que antes sofria com goteiras.

Só então ela descobriu que, durante todos esses anos, o homem havia trabalhado com sua própria irmã, fingindo uma identidade que se tornou real. Ele não falhou com o país nem com o povo, mas falhou exclusivamente com ela.

Agora que a missão terminara, o homem ocupava um alto cargo, mas sofria de um câncer terminal e tinha pouco tempo de vida.

Por isso, ele queria usar seus últimos dias para compensá-la.

Diante das câmeras da transmissão ao vivo, Xavier segurou a mão de Nancy com força, transbordando uma falsa ternura.

— Nanny, de agora em diante, sou apenas seu. Quanto à herança, deixarei para minha ex-parceira e meus filhos.

Ao redor, explodiram aplausos entusiasmados e bênçãos.

— O velho oficial Xavier é tão apaixonado por Dona Nancy. Cinquenta anos se passaram e ele ainda está disposto a deixar tudo por ela.

— Dona Nancy tem muita sorte. Esperou a vida inteira, mas finalmente conseguiu o que queria.

Nancy, porém, sentiu uma dor aguda no peito e cuspiu um gole de sangue fresco.

Sua visão escureceu e ela desmaiou.

Ao acordar, percebeu que havia voltado para o ano de 1980.

Neste ano, ela acabara de completar dezoito anos e se formado no ensino médio.

Como filha de uma família residente na Base Militar, havia apenas uma vaga disponível para ingressar no exército através da família.

De acordo com as notas dos exames e os testes físicos, o exército a havia selecionado.

Mas Xavier apareceu. Ele usava seu uniforme militar, parado à porta da casa dela, dizendo com um sorriso:

— Nanny, consegui uma vaga de acompanhante militar no meu batalhão. Em alguns anos, posso conseguir sua transferência para oficial da ativa. Deixe essa vaga da Base para a Wanessa. Vamos ficar noivos primeiro, e eu prepararei o caminho para o seu futuro.

Ela amava Xavier desde criança, então acreditou naquele amigo de infância que cresceu ao seu lado. Acreditou naquele jovem oficial que já estava estabelecido na carreira militar.

Ela desistiu da seleção, cedeu a vaga para sua meia-irmã, Wanessa, e colocou o anel de noivado transbordando alegria, esperando que Xavier lhe abrisse um caminho mais fácil.

Mas o que recebeu, seis meses depois, foi a notícia de seu sacrifício em missão.

Ela chorou até as lágrimas secarem, cuidou dos pais dele e guardou sua virtude por uma vida inteira.

Enquanto isso, Wanessa voltava todos os anos, sempre bem vestida e linda, dizendo-lhe com um sorriso: "Irmã, o homem com quem me casei me trata tão bem. É uma pena que você não possa morar na base militar, senão você o conheceria."

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Ela pensava que a irmã apenas tivera sorte.

Somente à beira da morte descobriu que aquele "marido oficial" era, na verdade, Xavier.

Nancy apertou os punhos até os nós dos dedos ficarem brancos.

Felizmente, agora ela ainda não havia ficado noiva de Xavier. Tudo ainda podia ser mudado.

Ela correu imediatamente para o posto de atendimento e ligou para a melhor amiga de sua falecida mãe, que trabalhava no setor administrativo do exército:

— Dona Valéria, a senhora poderia, de qualquer maneira, segurar aquela vaga para mim?

— Fique tranquila, Nanny — disse Dona Valéria carinhosamente. — Eu sei que seu pai favorece sua madrasta e sua irmã. A menos que você mesma me diga que desiste, não importa o que eu ouça, guardarei a vaga para você. Vamos fazer assim: o horário previsto era para daqui a três dias às sete da manhã, mas esteja na entrada da vila às seis. Pedirei a alguém para buscá-la mais cedo para evitar problemas.

— Obrigada, tia...

Assim que desligou o telefone e levantou a cabeça, viu Xavier encostado na porta.

Ele vestia o uniforme, com as insígnias de tenente nos ombros, um sorriso no rosto e uma postura arrogante e livre.

— Para quem estava ligando? Que pressa é essa?

— Não é da sua conta.

Nancy desviou-se dele com um encontrão e caminhou direto para casa.

Xavier ficou atônito.

A Nancy à sua frente estava diferente. Antes, o olhar dela ao vê-lo era sempre cheio de amor.

Ele a perseguiu, estendeu a mão, puxou sua trança e a trouxe para perto de seu peito:

— Nanny, por acaso você também renasceu?

O coração de Nancy deu um salto, e ela o empurrou violentamente:

— Que absurdo você está falando?

Xavier a encarou por dois segundos, soltou as mãos e soltou um riso leve.

— Tudo bem, se você não quer admitir, esqueça.

Nancy apressou o passo, sem querer lhe dar atenção.

Xavier a seguiu calmamente.

— Nanny, eu sei que você me culpa por ter voltado tarde demais na vida passada. Nesta vida não será assim. Depois do noivado, prometo voltar para você assim que completar a missão. Quanto àquela vaga no exército, faça como na outra vez, deixe para a Wanessa. Ela é uma boa soldado.

Nancy parou de andar, virou-se e o encarou friamente.

— Eu não vou ceder minha vaga para ninguém, e não vou ficar noiva de você.

Xavier franziu o cenho, mas logo sorriu e segurou a mão dela com uma voz firme.

— Nanny, pare com isso. Na vida passada você me esperou por cinquenta e três anos, nesta vida eu quero te compensar. Se você estiver realmente insegura, podemos "consumar o fato" hoje mesmo.

Ele se inclinou, aproximando-se, e beijou o lóbulo da orelha dela.

— Vamos ter um filho primeiro, assim você terá um motivo para me prender a você para sempre.

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— Xavier! Me solta!

Nancy lutava desesperadamente. Enquanto os dois se atracavam, o portão do pátio foi aberto de repente.

— O que vocês estão fazendo? Em plena luz do dia! Onde está o decoro? — gritou o Senhor Alberto com o rosto fechado.

Xavier soltou a mão dela, ajeitou o colarinho sem pressa e caminhou para frente com um sorriso.

— Tio Alberto, o senhor chegou na hora certa. Vim hoje para pedir a mão da Nancy. Quero me casar com ela e, no futuro, transformá-la em oficial da ativa como minha dependente. Quanto à vaga militar da casa, a Nancy já concordou em ceder para a Wanessa.

— É verdade? — Dona Luciana, a madrasta, ficou radiante e olhou para Wanessa.

Wanessa baixou a cabeça, mas os cantos de sua boca se curvaram levemente.

— Não é verdade... — Nancy ia falar, mas foi interrompida pelo gesto de seu pai.

— Chega — disse o Senhor Alberto, olhando para ela. — Você gosta do Xavier desde pequena. Agora que ele veio pedir sua mão e ainda prometeu sua carreira futura, do que mais você reclama? Quer ficar brigando por essa vaga e fazer a família passar vergonha na frente dos outros?

Nancy apertou os punhos, sentindo um nó sufocante no peito.

Ela não discutiu mais. Virou as costas e bateu a porta do seu quarto.

Na manhã seguinte, o som de tambores e pratos ecoou do lado de fora.

Nancy abriu a janela e viu...

Xavier estava no pátio, acompanhado por um grupo de colegas do exército, distribuindo doces de casamento para os vizinhos.

Ao vê-la, ele gritou sorrindo:

— Atenção, vizinhança! Hoje eu, Xavier, tenho duas grandes alegrias! A primeira é o meu noivado com a Nancy! A segunda é que minha Nanny é uma mulher de caráter nobre e decidiu voluntariamente ceder sua vaga no exército para sua irmã, Wanessa!

Uma onda de parabenizações surgiu ao redor.

Nancy estava à janela, tremendo de raiva.

Ela desceu as escadas correndo, abriu a porta com força e parou diante de todos.

— Senhores e senhoras, eu não estou noiva de Xavier e não vou ceder minha vaga para ninguém.

O pátio silenciou. Todos, segurando os doces, olhavam uns para os outros sem saber o que fazer.

A expressão de Xavier mudou ligeiramente, mas antes que pudesse falar, Wanessa surgiu de trás da multidão.

Com os olhos marejados e voz de vítima, ela disse:

— Irmã, como você pode fazer isso? Eu sei que você sempre me odiou, mas você não pode desmanchar o noivado em público só para me impedir de conseguir a vaga. Você quer mesmo humilhar o Xavier assim?

A madrasta imediatamente interveio:

— Exatamente! Sua irmã sempre te cedeu tudo desde pequena. Esse é o único sonho dela, e você ainda quer roubar?

Os vizinhos ao redor também começaram a dar palpites.

— Nancy, isso não está certo. Se você já tem um noivo com condições tão boas, deve deixar a vaga para sua irmã. Não pode querer todas as vantagens só para você.

— É verdade. Sua irmã não disputou nada, e você agora quer o homem e a vaga? Quer tirar todas as chances da menina?

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