No dia seguinte ao pedido de casamento, Luccas levou Alana ao cartório para oficializar a união.
Eles foram o primeiro casal a assinar os papéis naquele dia.
Sentado no carro, Luccas não conseguia parar de sorrir enquanto admirava as duas certidões de casamento vermelhas, recém-saídas do forno.
Ele tirou algumas fotos e as postou em suas redes sociais com a legenda:
"Desejo realizado. O amor da minha vida, agora e para sempre."
Embora a fama de Luccas ainda não fosse tão monumental quanto em sua vida anterior, ele já possuía uma legião de seguidores.
Em poucos minutos, a postagem foi inundada de felicitações:
"Parabéns, Luccas! Muitas felicidades ao casal!"
"Eles são perfeitos juntos! Que venham os herdeiros, Luccas!"
"Felicidades! A noiva é maravilhosa!"
Ao ler as mensagens, Luccas sentia o coração transbordar de alegria. Júlio ligou assim que soube da notícia, pedindo formalmente que Luccas cuidasse bem de Alana e enviando suas bênçãos.
Desde a fundação da empresa, Júlio passara a trabalhar com Beatriz na área de parcerias comerciais.
Como ele estava em uma viagem de negócios, pediu que esperassem seu retorno para a festa de celebração, e o casal prontamente concordou.
Ao desligar o telefone, Alana olhou para Luccas com um sorriso tímido. Ele não perdeu a chance de provocá-la:
— Agora somos casados por lei, não precisa de tanta timidez. Pode sorrir à vontade!
Alana virou o rosto, envergonhada, mas seus olhos fixos na certidão brilhavam de felicidade.
Finalmente, ela tinha um lar que era verdadeiramente seu. Ela abraçou Luccas com força e sussurrou em seu ouvido:
— Luccas, obrigada. Eu me sinto a mulher mais feliz do mundo.
Luccas a apertou em seus braços, sentindo o calor dela. Seu coração, antes fragmentado pelo luto, agora estava completo.
Após um momento, ele sugeriu suavemente:
— Esposa... vamos para a Cidade de Gelo visitar seus pais? Quero dar a notícia a eles pessoalmente.
Alana ficou atordoada por um instante ao ser chamada de "esposa", mas logo assentiu, radiante: — Sim, vamos.
Três dias depois, desembarcaram na Cidade de Gelo. Era inverno, e ao ver a paisagem coberta pelo branco infinito da neve, Alana foi dominada pela nostalgia.
Após tantos anos, ela finalmente pisava naquela terra familiar. No dia seguinte, seguiram para o antigo vilarejo.
Como Alana havia partido há muito tempo, suas memórias do caminho estavam nubladas.
Luccas, usando suas lembranças da vida anterior, guiou-a com precisão até o local.
Quando ela perguntou como ele sabia o caminho, ele apenas disse que havia pesquisado com os moradores locais.
Eles encontraram o túmulo dos pais de Alana, limparam a neve e os galhos secos ao redor e ajoelharam-se.
Alana contou sobre o casamento e desabafou tudo o que guardara no peito por anos. As lágrimas começaram a cair, transformando-se em um choro soluçante.
— Pai, mãe... sinto tanto a falta de vocês. Vocês nunca apareceram nos meus sonhos, eu já estava quase esquecendo o rosto de vocês...
Luccas a envolveu pelos ombros e, diante do túmulo, fez uma promessa solene:
— Pai, mãe, fiquem tranquilos. Eu cuidarei da Alana com a minha vida. Não deixarei que ela sofra ou se sinta sozinha. Eu a farei muito feliz.
Após algum tempo em silêncio, eles partiram. No caminho, Alana olhou para as ruínas do que fora sua antiga casa, sentindo uma pontada de dor.
Para animá-la, Luccas sugeriu irem ao "Mundo de Gelo e Neve", alegando estar curioso por nunca ter visitado o parque temático.
Alana concordou; a última vez que estivera lá fora com seus pais e o irmão, e as lembranças eram vagas.
Eles passaram uma semana na Cidade de Gelo, visitando os lugares da infância de Alana e criando novas memórias sobre as antigas.
Lá, também realizaram um ensaio fotográfico de casamento. Alana pendurou a foto favorita na parede de sua nova casa, admirando-a com um sorriso doce.
No início do verão seguinte, realizaram uma cerimônia ao ar livre em um hotel à beira do rio.
Beatriz e Samuel foram os padrinhos.
Quando a música começou e as pétalas de flores foram lançadas ao vento, o coração de Luccas parou por um segundo ao ver Alana entrar vestida de noiva.
Ela caminhou lentamente em sua direção e, quando sua mão finalmente tocou a palma dele, ele voltou à realidade.
O sol brilhava intensamente sobre eles, envolvendo-os em uma aura dourada.
Ao final dos votos, sob os aplausos emocionados de amigos e familiares, eles se abraçaram profundamente.
— Alana, eu te amo.
— Eu também te amo, Luccas.
As pétalas flutuavam ao redor deles, como se o próprio destino estivesse abençoando aquela união.
A jornada chamada amor estava apenas começando, e eles continuariam a escrever, dia após dia, a sua própria história de felicidade.
FIM.