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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 112: Grande Final

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Alice compreendeu subitamente. Ou seja, o que ele sempre desejara era que, mesmo que ela estivesse presa em uma escuridão sem fim, ainda pudesse brilhar intensamente, sem ser acorrentada.

— Ele é a luz que você deixou para si mesma.

Alice limpou o rastro de lágrimas no rosto e disse com a voz embargada: — Como devo escolher?

Pela primeira vez na vida, ela perdera o rumo. Não sabia qual escolha seria a correta. A incerteza a atormentava, deixando-a perdida.

— Você já escolheu.

Alice sobressaltou-se por um instante.

— No momento em que abriu a redoma de vidro, você tomou sua decisão — disse a voz dentro do compartimento. —

Continuar

.

O olhar de Alice voltou-se para a luz emanada pelo bebê; ela viu o recém-nascido adormecido sorrir subitamente para ela.

— Vá. Há alguém esperando por você lá fora.

Assim que a voz silenciou, o brilho no corpo do bebê enfraqueceu gradualmente e a redoma fechou-se automaticamente. Song Yewang estava sob a árvore, observando-a em silêncio. Ao vê-la sair, acenou com um sorriso brincalhão, como se dissesse:

"Já saiu? Foi rápido"

.

A velocidade dela fora muito maior do que ele previra; achou que ela hesitaria por pelo menos meia hora. Notando os olhos avermelhados de Alice, ele adivinhou a escolha dela e afirmou com convicção: — Você escolheu continuar.

— Hum.

— Por quê?

Ela odiava tanto aquele jogo; escolher continuar era realmente inesperado.

— Porque há alguém esperando por mim.

Song Yewang demorou alguns segundos para reagir e soltou uma gargalhada. Pelo visto, ela recebera orientações de algum mestre. Madeirinha espiou do bolso de Alice, olhando de um para o outro.

— Mestra — sussurrou ele —, para onde vamos agora?

Ao ouvir isso, Alice trocou um olhar com Song Yewang, optando por lançar a pergunta para ele.

Song Yewang disse com desdém: — Não sei. Só sei que, para onde quer que vamos, iremos juntos.

Alice riu da resposta dele e estendeu a mão amigavelmente: — Vamos.

Ele segurou a mão dela sem perguntar o destino. A confiança era total.

Ao longe, uma porta dourada permanecia erguida, como um farol indicando o caminho. Atrás dela, um novo mundo, novas aventuras, novos... Song Yewang falou de repente, apontando para o portal: — Alice, atravesse-o e poderá voltar para casa.

Casa? Alice soltou um riso frio. Ela já não tinha mais casa. Seu lar desaparecera junto com seus pais.

— E você? Para onde vai?

Song Yewang balançou a cabeça, retirando a mão que ela segurava com firmeza. — Eu não posso ir. Eu pertenço a este lugar. Sou parte do jogo.

Alice franziu a testa: — Por quê?

Ele abriu os lábios para explicar, mas Alice o interrompeu bruscamente:

— Não aceito. Você disse que, não importa a minha escolha, estaria comigo. Vai quebrar sua promessa por algo tão simples?!

...

Após a insistência incansável de Alice, ela o arrastou à força para fora do cenário. Retornaram com sucesso ao mundo real. Alice olhou para si mesma: não havia distintivo em seu peito, e o clipe de papel em seu bolso desaparecera. Inclusive o Madeirinha.

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— Madeirinha? — chamou ela, desorientada.

Ele a acompanhara por tanto tempo que ela já se habituara ao seu falatório. Agora que sumira, sentiu um aperto no coração. Sem resposta, seu ânimo caiu ao fundo do poço.

— Ele ficou no jogo. O Madeirinha pertence à existência do jogo, não pode entrar no mundo real — explicou Song Yewang, tocando o ombro dela.

Alice não entendia por que desta vez ele fora deixado para trás, se já voltara com ela tantas vezes antes.

— Mas...

— Eu sei o que quer perguntar, Alice. Lembre-se de uma coisa: a partir de hoje, a essência do jogo mudou.

Significava que o Madeirinha jamais poderia vir ao mundo real novamente. Alice assentiu, decepcionada.

Os dois caminharam sem rumo pelas ruas; ninguém os olhava, ninguém os reconhecia. A "Mulher de Sangue" que aparecera nas telas globais agora era apenas uma jovem comum. A noite caiu e as luzes da cidade acenderam. Enquanto comiam em uma barraca de rua, Song Yewang teve a ideia repentina de ver as estrelas e convidou Alice. Fazia muito tempo que ele não via estrelas de verdade.

Alice mastigou o macarrão e perguntou: — Onde?

— Siga-me.

Song Yewang a levou até a periferia da cidade; subiram uma montanha apoiando-se um no outro. O trajeto foi difícil, mas nenhum dos dois se sentia cansado; pelo contrário, riam. Sentaram-se em uma grande rocha no topo, observando as luzes da cidade lá embaixo.

— É bonito? — perguntou ele.

— É. E as estrelas?

Cadê as estrelas? Ela não via nenhuma. Ele apontou para a cidade: — Lá estão as estrelas.

— ...

Só podia ser piada. Como luzes podiam ser estrelas?

— Estrelas estão longe, luzes estão perto. São diferentes.

O olhar de Song Yewang permanecia nela. — Você mudou.

— Mudei?

Alice não achava que mudara; sentia-se a mesma de antes. Mas Song Yewang tinha outra percepção: — Antes você não diria coisas assim. Antes você só dizia "tanto faz", "está bem" ou "não importa".

Ela era econômica com as palavras; jamais daria tantas explicações como agora. Se isso não era mudar, o que era?

Alice calou-se, observando as luzes da montanha. Atrás de cada luz havia um lar. Lembrou-se dos jogadores que morreram nos cenários. Eles também tinham lares? Pessoas esperando por eles? O homem gordo nunca teria a chance de entregar a carta à filha. O idoso de vermelho esperou quarenta anos no sanatório. Todos queriam voltar para casa. Mas não podiam mais. Alice não sabia se sua escolha fora correta, mas tinha certeza de que fizera o seu melhor.

Sentaram-se por um tempo até que Song Yewang propôs levá-la a mais um lugar. Alice aceitou sem hesitar; não sabia quanto tempo mais teriam juntos. Queria apenas aproveitar a companhia daquele velho amigo estranho e familiar por mais tempo. Chegaram diante de um prédio antigo de seis andares. No terceiro andar, uma janela estava iluminada.

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— Suba.

Alice deu alguns passos e percebeu que ele não a seguia. — Não vem?

Ele balançou a cabeça, recusando o convite: — Eu não vou entrar.

Um presságio ruim atingiu Alice instantaneamente. — Por quê?

Song Yewang sorriu levemente e disse com calma: — Eu preciso ir.

— Para onde?

— Para dentro do jogo. Ainda há muita gente me esperando lá.

Ele não contou a ela que, ao escolher continuar, ele deveria permanecer para sempre no jogo. Se ela escolhesse encerrar... ele teria deixado de existir junto com o jogo.

Os olhos de Alice avermelharam e lágrimas cristalinas caíram. Ela adivinhara a verdade. Pensara que poderiam se ver de novo, mas não achou que a despedida seria tão rápida. Não fazia nem um dia que haviam voltado.

— Chorona... esta é a última vez que te chamo assim. Não chore por mim, não valho a pena. Viva bem. Mesmo com o

Corpo Imortal

, não seja imprudente. Me prometa que, na próxima vez no jogo, não tentará morrer a todo custo, sim?

— Hum — Alice soltou um som embargado, fungando.

— Se o destino permitir, nos veremos de novo.

Song Yewang apontou para a janela iluminada no terceiro andar: — Suba. Há alguém esperando por você.

Dito isso, ele lhe deu um sorriso alegre e virou as costas, caminhando na direção oposta. Ele queria que a última imagem que ela tivesse dele fosse uma boa lembrança. Alice acenou, entre lágrimas e sorrisos, murmurando: — Adeus, meu amigo.

Ela sabia, melhor do que ninguém, que ele tinha sua missão. Por isso, não o impediu.

Subiu ao terceiro andar e percebeu que a porta estava destrancada. Viu uma pessoa sentada no sofá, de cabelos curtos, vestindo roupas caseiras. Ao entrar na sala, reconheceu seu amigo Wan Suhe. Ele parecia já esperar por ela; apenas levantou a cabeça e voltou a comer seu macarrão instantâneo.

— Voltou.

Alice ficou chocada: — O que você está fazendo aqui?

— Alguém me pediu para vir.

Instintivamente, ela soube que esse "alguém" era Song Yewang. Wan Suhe evitou o assunto, foi à cozinha e voltou com uma tigela de macarrão com carne fumegante.

— Coma. Sua mãe quem fez.

— Minha mãe?

Ela não tinha...

— Sua tia está dormindo.

Alice correu para o quarto. A porta estava entreaberta; ela espiou pela fresta, sem ousar ter muita esperança. Uma mulher estava deitada na cama de casal, de costas para a porta, com cabelos grisalhos. Pelo contorno, Alice reconheceu: era realmente sua mãe.

Mãe. É você mesma.

Ela não se importava com o motivo daquele milagre, só sentia uma alegria avassaladora. Voltou à sala e provou o macarrão. No meio da refeição, as lágrimas voltaram. Era aquele sabor. Fazia trinta anos. Achou que nunca mais o provaria.

Wan Suhe acompanhou-a em silêncio até que ela se acalmasse, e então explicou a presença da mãe de Alice.

— Na verdade, foi Song Yewang quem organizou isso. Ele encontrou a memória da sua mãe no jogo, fez uma cópia e usou sua autoridade para trazê-la para cá.

— Mas ele não disse que não podia interferir no mundo real?

— Ele não interferiu; ele só queria que você tivesse a chance de vê-la mais uma vez.

Alice baixou a cabeça e murmurou um "obrigada". Wan Suhe sorriu, achando que ela se referia a ele: — Não fui eu quem fez.

— Obrigada de qualquer forma.

Antes de partir, Song Yewang quisera fazer uma última coisa por ela. Wan Suhe foi embora, deixando Alice sozinha na sala para processar tudo. O Madeirinha não estava. Song Yewang não estava. Os amigos do jogo não estavam.

Mas, desta vez, ela não se sentiu nem um pouco solitária. No quarto ao lado, estava a pessoa que ela mais amava.

Alice deitou-se no sofá: — Boa noite.

Song Yewang, espero pelo nosso próximo encontro.

Enquanto isso, no mundo do jogo, Song Yewang estava em uma galeria, observando sem piscar o retrato de Alice. Para ele, aquela amizade valia mais do que tudo. Não importava que ela não se lembrasse dele; bastava que ele se lembrasse dela. Não importava quanto tempo tivesse que esperar; enquanto houvesse esperança, os desejos se realizariam.

— Velha amiga, espero que em nosso próximo encontro, estejamos ambos bem.

— FIM —

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