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《Não Haverá Altar para Traidores》Capítulo 10

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Seis meses depois.

Minha nova empresa abriu capital na Nasdaq com sucesso. No dia de tocar o sino, eu vestia um terno vermelho impecavelmente cortado. Sob os holofotes, eu irradiava luz. Minha barriga já exibia uma leve saliência. Sim, eu decidi manter a criança. Ela é a continuação do meu sangue e não tem nada a ver com Bernardo.

Durante o coquetel de comemoração.

O Sr. Antunes aproximou-se com uma taça na mão e uma expressão bajuladora. Ele sorria tanto que as rugas em seu rosto se amontoavam.

"Dra. Larissa, parabéns, parabéns!", ele exclamou. "Eu sempre soube que a senhora não era uma pessoa comum. Com o toque desse sino, a senhora entrou definitivamente para o topo da elite."

Olhei para ele. Lembrei-me daquela figura amarga e sarcástica no banquete de seis meses atrás.

"O senhor me lisonjeia, Sr. Antunes", respondi, tocando levemente a taça dele com a minha. "Mas parece que sua memória não é das melhores. Há seis meses, o senhor disse que eu não passava de uma mulher abandonada e amargurada."

O sorriso de Antunes congelou instantaneamente. Gotas de suor frio brotaram em sua testa.

"Dra. Larissa... a senhora deve estar brincando", ele gaguejou, limpando o suor. "Naquela época eu fui um tolo, por favor, não guarde rancor de alguém tão insignificante."

"Fique tranquilo, não sou tão mesquinha", sorri e me virei em direção a outro parceiro de negócios, deixando Antunes para trás, mergulhado em seu próprio constrangimento.

Após o coquetel.

Tiago estava me levando para casa. Enquanto o carro esperava o sinal abrir na entrada do condomínio de luxo, olhei casualmente pela janela. Ao lado de uma lixeira na calçada, um homem vestido com um sobretudo gasto revirava algo. Ele segurava uma garrafa de bebida vazia e caminhava com dificuldade. A luz do poste iluminou seu perfil.

Era Bernardo.

Ele parecia ter envelhecido mais de dez anos. O cabelo estava desgrenhado e o rosto coberto por uma barba malfeita. Não restava o menor vestígio do antigo e sofisticado médico legista. Diziam que, por carregar dívidas enormes e não conseguir um emprego digno, ele sobrevivia fazendo bicos e coletando recicláveis.

O sinal ficou verde. O carro avançou lentamente.

"Dra. Larissa, aquele era o Bernardo?", perguntou Tiago, um pouco surpreso ao notar o homem.

"Talvez", respondi, desviando o olhar e encostando-me no banco. "Não se preocupe com ele."

O carro entrou no condomínio e parou em frente à minha casa. Abri a porta e respirei fundo. O vento noturno estava fresco, carregando o aroma das flores e do jardim.

"Larissa", uma voz fraca soou atrás de mim.

Virei-me. Bernardo havia me seguido, sem que eu percebesse. Ele estava parado a alguns metros de distância, olhando para mim com um misto de emoções. Ele observava meus trajes luxuosos e minha barriga levemente proeminente.

"Você... está grávida?", ele perguntou com a voz trêmula.

"Sim", respondi calmamente.

"É... meu filho?", um lampejo de esperança surgiu em seus olhos.

"Não", declarei com firmeza, encarando-o. "Este é o meu filho. Não tem nenhuma relação com você."

A luz nos olhos de Bernardo apagou-se instantaneamente. Ele baixou a cabeça, derrotado.

"Me perdoe...", ele murmurou para si mesmo. "Se ao menos eu não tivesse..."

"Não existe 'se'", interrompi. "Bernardo, o seu 'se' morreu naquele necrotério há seis meses."

Caminhei em direção à porta. "Não apareça mais na minha frente, ou chamarei a polícia."

O portão se fechou lentamente atrás de mim, isolando aquele homem decadente definitivamente do meu mundo. Acariciei meu ventre, sentindo um movimento sutil lá dentro.

"Bebê, vamos começar nossa vida nova", sussurrei para o ar.

Amanhã será, enfim, um novo dia.

FIM

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