localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Amor que Perdi no Pôr do Sol Capítulo 15

《O Amor que Perdi no Pôr do Sol》Capítulo 15

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"Você pretende ficar aqui para sempre?", a voz de Henrique tremia.

"Quando eu estiver cansada, talvez eu parta para algum lugar com belas paisagens para me aposentar. Se houver oportunidade, agora só quero salvar o máximo de pessoas possível", respondeu Alice com serenidade. "Eu não poderei ter meus próprios filhos, mas aqui, eu tenho muitos 'filhos'", acrescentou ela, satisfeita.

"Mas você não pertence a este lugar. Além de mim, não há motivo ou necessidade para você ficar", insistiu ele.

"O ponto principal é que eu não quero e não preciso que você fique. Espero que você parta e viva sua própria vida", Alice concluiu.

Depois daquele dia, Henrique mergulhou em um longo silêncio. Três dias depois, ele finalmente partiu com seus pais. Antes de ir, Henrique doou uma grande quantidade de suprimentos para a zona de desastre. Ele havia criado laços com as crianças e os médicos locais, e todos sentiram sua partida. Seu assistente também o ajudou a registrar muitas fotos preciosas como lembrança.

Aproveitando um momento em que Alice não estava por perto, Henrique conversou em particular com Gabriel. Como esperado, Gabriel admitiu abertamente que sempre amara Alice.

"Por favor, cuide bem dela, proteja-a e ame-a", pediu Henrique com solenidade.

Gabriel soltou um sorriso amargo: "Eu realmente quero amá-la, mas sei que ela não me ama. No entanto, não importa; compartilhamos a mesma fé". "Talvez um dia, a sinceridade possa mover montanhas", completou ele.

Apesar da dor no peito, Henrique ofereceu suas bênçãos: "Espero que esse dia chegue. Obrigado". Ao embarcar no avião, ele sentiu que talvez nunca mais visse Alice nesta vida.

De volta ao país, os pais de Henrique reuniram os melhores médicos para tratar seus olhos. Contudo, o período ideal para o tratamento já havia passado, e mesmo os especialistas diziam que as chances de recuperar a visão completa eram mínimas. Henrique ainda assim passou pela cirurgia, mas o procedimento apenas lhe devolveu uma percepção vaga de luz; ele não conseguia distinguir nada claramente.

No início foi difícil, mas com o passar do tempo, ele aceitou sua cegueira e, com a ajuda de outras pessoas, retornou ao seu posto de trabalho. Todos os dias, Henrique relaxava em sua cadeira de balanço e ouvia o assistente ler jornais e histórias sobre a África do Sul. O assistente relatava o que acontecia por lá, como Alice estava e se ela havia adoecido ou se ferido.

A história de Alice e Gabriel foi coberta por muitos jornalistas domésticos, e o povo passou a chamá-los carinhosamente de "os mais belos heróis na contramão". Com a publicação dessas notícias, muitos jovens médicos se voluntariaram para participar do difícil projeto na África do Sul. Alice e Gabriel também formaram muitos aprendizes, que passavam pela África do Sul e depois seguiam para outros lugares onde eram necessários.

Henrique vivia como alguém que implora por migalhas; bastava ouvir o menor detalhe sobre Alice para se sentir satisfeito. Esse estado durou vários anos. Lucas até tentou apresentar pretendentes a Henrique, mas mesmo dez anos após a partida de Alice, Henrique sentia que seu amor por ela não diminuíra nem um pouco; pelo contrário, parecia intensificar-se. Após recusar deliberadamente vários encontros, Lucas parou de insistir.

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Mais tarde, Henrique soube que Alice deixara a África do Sul para viajar pelo mundo. Gabriel continuava sendo seu companheiro fiel. O fato de Gabriel nunca ter se casado por causa de Alice mostrava o quão profundo era seu afeto.

Henrique ficou paralisado por um longo tempo. Então, como se estivesse possuído, terminou seu trabalho e iniciou sua própria jornada pelo mundo. Viajar pelo mundo era uma promessa que Henrique fizera a Alice outrora. Ele não esperava que, com a mudança das circunstâncias, ambos estivessem cumprindo essa promessa separadamente. Henrique pensara que, na vastidão do mundo e sendo cego, ele provavelmente nunca mais encontraria Alice.

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No oitavo dia de sua viagem pela Suíça, ele ouviu inesperadamente a voz de Alice.

"Não é ruim, está bem gostoso. Você deveria provar também", dizia Alice para Gabriel.

"É realmente bom. Vou comprar mais alguns pacotes se você gostar. Já pensou onde vamos ficar esta noite?", Gabriel perguntou com ternura.

Alice hesitou por um momento e respondeu: "Vamos subir a montanha. Quero ver o nascer do sol".

Henrique estava de costas para eles na ocasião. Uma menina na beira da estrada insistia perguntando se ele queria flores. Ao ouvir as vozes de Alice e Gabriel se afastarem, seus olhos se encheram de lágrimas.

"Senhor, não tem problema se não comprar. Por favor, não chore", a menina o confortou em inglês.

"Vou comprar. Quero todas. Você poderia me ajudar a entregar essas flores para aquela moça que acabou de passar?", Henrique perguntou em voz baixa.

"Claro! Vou entregar primeiro e depois o senhor paga, pode ser?", a menina disse, animada.

"Tudo bem", Henrique assentiu.

Minutos depois, a menina carregando os buquês puxou a barra da saia de Alice.

"Ah? Não é uma senhora, é uma moça muito bonita", exclamou a menina, surpresa. Alice estava bem; beirando os quarenta anos, ainda parecia jovem e bela, pois o tempo fora gentil com ela.

"Pequena, o que foi?", Alice perguntou, abaixando-se.

"Estas flores são um presente de um senhor para você", disse a menina, entregando todas as flores para Alice e correndo de volta em seguida.

Alice e Gabriel se entreolharam. Em silêncio e com cumplicidade, eles não tentaram adivinhar quem enviara as flores, mas ambos sabiam exatamente quem era.

Longe dali, a menina voltou para Henrique, que perguntou ansioso: "Como ela pareceu?".

"Ela é muito bonita e ficou feliz ao receber as flores", respondeu a menina com sinceridade.

"Que bom. Obrigado", disse Henrique.

Ele pagou a menina e, apoiando-se em sua bengala branca, afastou-se lentamente.

Fim

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