《A Substituta do CEO: Mentiras e Desejos》Capítulo 1

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Dizem que o sexo e o amor são inseparáveis, mas Clarice sentia que havia se casado com uma exceção.

Seu marido, Henrique Cavalcante, era ávido na cama, agindo sempre como se quisesse devorar cada centímetro de seu corpo até que nada mais restasse.

Contudo, ao sair dos lençóis, ele recuperava instantaneamente aquela aura fria e aristocrática, tratando até uma simples palavra direcionada a ela como um esforço desnecessário.

Ela não conseguia entender como alguém conseguia separar a intimidade da indiferença de forma tão nítida.

Até que, naquela noite, Henrique encerrou uma sessão de amor quase brutal, como de costume.

Satisfeito, ele foi para o banheiro, de onde vinha o som constante da água do chuveiro. Quase no mesmo instante, o celular dele sobre a mesa de cabeceira acendeu.

Clarice não pretendia olhar, mas no momento em que a tela brilhou, as palavras que surgiram fizeram suas pupilas vibrarem em choque:

"Amor, está trovejando, estou com medo."

A mente de Clarice estalou, como se algo tivesse explodido dentro dela. Respirando fundo, com as mãos trêmulas, ela pegou o aparelho.

Aquele homem que costumava responder suas mensagens apenas com um "hum", "ok" ou "estou ocupado", parecia ser outra pessoa naquele chat.

"Bebê, não esqueça de tomar o café da manhã. Já encomendei sua sopa de ninho de andorinha favorita."

"A reunião acabou agora, sinto sua falta."

"Tenho um compromisso à noite, não me espere. Durma primeiro e se cubra bem para não pegar um resfriado."

"Gostou desta bolsa? Combina perfeitamente com aquele vestido que você usou semana passada."

"Querida, eu também sinto sua falta, a cada minuto e segundo."

Ele a chamava de bebê, querida, meu amor.

Ele enviava áudios com uma voz tão terna que Clarice jamais havia escutado.

Ele tirava fotos para essa pessoa, selfies sorridentes que ela nunca vira antes.

O som da água parou subitamente. Ela recobrou os sentidos, bloqueou o celular apressadamente e o devolveu ao lugar.

Henrique saiu secando o cabelo, olhou para o telefone e franziu levemente o cenho por um breve segundo antes de recuperar a calma. Ele pegou o paletó casualmente.

"Vou precisar sair."

Clarice se encolheu sob os lençóis com o corpo rígido, mordendo o lábio com força para não deixar um soluço escapar.

Em seguida, a porta se fechou suavemente e o som do motor do carro ecoou.

Ele se foi.

Foi acompanhar o "bebê" que tinha medo de trovões.

Enquanto ela, a esposa legítima, que acabara de compartilhar a maior das intimidades com ele, fora abandonada naquela cama imensa.

Lágrimas silenciosas escorreram pelo canto de seus olhos, ensopando o travesseiro. Clarice se encolheu como uma bola, tremendo incontrolavelmente.

Durante toda a noite, ela permaneceu de olhos abertos, revivendo as mensagens carinhosas e a imagem de Henrique partindo sem hesitação.

Ele estava sendo infiel!

Essa percepção foi como uma faca envenenada cravada em seu coração, dilacerando tudo por dentro.

Mas, no fundo, ainda restava uma centelha de esperança.

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Poderia ser um mal-entendido?

Sim, devia ser um erro!

Embora Henrique fosse frio, ele se casara com ela e lhe dera um lar.

Como ele poderia... como ele poderia chamá-la de "bebê" e ser tão gentil com outra pessoa enquanto mantinha tal intimidade com ela?

Ao amanhecer, com os olhos vermelhos, ela ligou para um detetive particular.

"Preciso que investigue uma pessoa. Quero saber quem ela é e onde mora."

O endereço e as fotos logo chegaram ao seu celular. A mulher morava no subúrbio, em um condomínio de luxo.

Clarice pegou um táxi, parou diante daquela mansão branca e, respirando fundo, tocou a campainha.

Ninguém abriu.

Ela tocou mais algumas vezes, sem resposta.

Enquanto hesitava se devia insistir, o mundo escureceu subitamente. Um saco de pano foi jogado sobre sua cabeça!

Logo em seguida, chutes e socos caíram sobre ela como uma tempestade!

"Me soltem! Quem são vocês?!"

Ela gritou desesperadamente, encolhida dentro do saco, tentando proteger o rosto, mas a dor vinha de todas as direções.

Sentia as costelas prestes a quebrar, uma dor aguda no abdômen e o gosto metálico de sangue na boca.

Após o que pareceu uma eternidade de espancamento, o saco foi removido.

Um par de sapatos de salto alto sofisticados parou diante dela. Olhando para cima, viu a mulher das fotos: Paola Furtado.

Ela olhava para Clarice de cima, com um desprezo e deboche mal disfarçados, como se estivesse encarando um monte de lixo.

"Por que... por que você me bateu?" Clarice tentou se apoiar, com sangue escorrendo pelo canto da boca. Cada palavra era um esforço doloroso.

Paola arqueou as sobrancelhas, com um sorriso provocante nos lábios: "Por quê? Você invadiu minha propriedade, eu não teria o direito de te dar uma lição? Esta é minha mansão. Se eu quis bater, eu bati."

"Invasão?" Os olhos de Clarice arderam. "Paola, esta é sua casa ou a gaiola de ouro que o Henrique mantém para você? Como uma amante pode ser tão arrogante?!"

"Amante?" Paola riu como se tivesse ouvido a melhor piada do mundo. "Senhorita Clarice, acho que você entendeu tudo errado."

Ela se inclinou, aproximando-se de Clarice, e sussurrou cada palavra com clareza:

"A verdadeira amante aqui é você."

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