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《Destino Trocado: O CEO e a Garota Misteriosa》Capítulo 56: O Grande Final

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O banquete da família Magalhães ocorreu conforme o planejado. Gabi entrou acompanhando o irmão e, de imediato, localizou Yasmin escondida em um sofá, aproveitando para descansar.

Ela correu até lá e sentou-se ao lado dela com um baque. — Muito bem, Yasmin! No fim das contas, eu te subestimei. Quem diria que em menos de duas semanas você daria um jeito no Arthur Magalhães.

Yasmin engoliu um pedaço do doce que comia e disse com elegância: — Eu já te disse, quando a sua "irmã" entra em ação, não tem homem que resista.

Gabi deu uma cotovelada nela. — Me conta, como foi que você o conquistou?

— Bom, essa é uma longa história...

— Então resume.

Yasmin: “...”

Yasmin suspirou e disse: — Na verdade, foi o Arthur quem me conquistou.

Gabi: “??”

— Não, peraí. Você não disse que ia atrás dele? Como virou ele indo atrás de você?

Yasmin explicou: — Pois é, eu tinha decidido que ia conquistá-lo, mas antes que eu pudesse colocar o plano em prática, ele se antecipou. Sabe como é... ele fez todo o trabalho sozinho, e eu fiquei com vergonha de dizer para ele parar para eu poder começar. Então, apenas aceitei, meio a contragosto.

O canto da boca de Gabi tremeu.

“Aceitou meio a contragosto”

, sei.

Ela disse: — Sinto que o namoro de vocês parece brincadeira de criança. Ele tentou e você aceitou logo de cara? Por que ele foi atrás de você? Amor à primeira vista também? Você não pensou em observar mais um pouco?

Yasmin mentiu sem nem piscar: — Veja bem, eu me apaixonei à primeira vista, e ele também. O que isso significa? Que fomos feitos um para o outro. E se fomos feitos um para o outro, ficaríamos juntos cedo ou tarde, então é melhor economizar o tempo de todo mundo e ficarmos juntos logo.

Gabi: “...”

— Além disso, como você mesma disse, muita gente veio a este banquete com segundas intenções. Eu garantir o meu lugar antes da festa começar resolve o problema na raiz. É muito mais eficiente.

Gabi: “...”

Gabi lentamente levantou o polegar em sinal de aprovação. — Você é fera!

Arthur aproximou-se de Yasmin trazendo o cachorro na guia. — Ele adora correr por aí, fique de olho nele para ele não comer bobagens.

Ferrabrás, ao ver Yasmin, quis avançar com tudo, mas no último segundo, como se lembrasse de algo, parou bruscamente e sentou-se aos pés dela, abanando o rabo.

Ah... é o papai.

Yasmin pegou a guia da mão dele. — Pode deixar, comigo não tem erro.

Arthur olhou para ela, sentindo que o maior "erro" era ela mesma — afinal, a expansão diária do "botijão de gás" não acontecia sem que Yasmin fosse cúmplice de cada refeição extra.

Ele, um tanto impotente, inclinou-se para perto de Yasmin. Ele tinha bebido um pouco, e exalava um leve aroma de álcool que não era desagradável.

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— Não dê porcarias para ele comer, nem o alimente demais, ou quem vai sofrer com o peso dele depois é você. Vou socializar um pouco e logo volto para te buscar.

Yasmin acenou para que ele fosse embora, impaciente.

Arthur olhou para a dupla — humana e cão — amontoados e suspirou internamente.

Dois ingratos.

Yasmin, sem saber o que ele pensava, apertou a pata do cachorro para acenar para Gabi. — Vamos, diga: "Oi, titia".

— Au au!

Oi, titia!

Gabi aproximou-se para acariciar a cabeça do cão. — Então este é o cachorro que você quase atropelou? Ele é uma gracinha.

Yasmin ergueu o queixo, orgulhosa. — Com certeza.

— Já deram um nome?

Yasmin respondeu: — Claro. Ferrabrás Magalhães.

Gabi: “??”

— Que diabos de nome é esse? "Ferrabrás" já é ruim, mas por que "Magalhães"? De quem ele herdou o sobrenome?

Yasmin disse: — Do "pai", claro.

Gabi: “...”

Gabi testou, falando com o cachorro: — Ferrabrás?

— Au au!

Pois é. Dizem que quem sai aos seus não regenera.

Mais tarde, Arthur voltou. Ele segurou a mão de Yasmin e circulou entre os convidados. Sempre que encontrava alguém, parava e fazia uma apresentação formal.

— Esta é a Yasmin, minha namorada e minha futura esposa.

Logo, todos os presentes no banquete souberam que o novo prodígio do mundo dos negócios, recém-chegado ao país, já tinha compromisso.

Yasmin não gostava daquelas festas complicadas, e Arthur também não. Por isso, os dois se esconderam em um quarto vazio para se beijarem secretamente.

O homem tinha bebido um pouco, e o beijo era urgente; o sabor do álcool foi engolido por Yasmin através do contato e, num transe, ela também se sentiu levemente embriagada.

O ambiente escuro tendia a amplificar as emoções e, ao final, as coisas quase fugiram do controle. Yasmin deu uma mordida no ombro de Arthur, puxando a sanidade precária do homem de volta.

Ele enterrou a cabeça na curva do pescoço de Yasmin, com o humor um pouco baixo.

Yasmin, aninhada nos braços dele e recuperando o fôlego, acariciava as costas dele distraidamente.

— O que foi?

— Estou descontente — murmurou Arthur. — Quando apresentei você, todos eles acharam que éramos apenas algo passageiro.

Ele segurou o rosto de Yasmin e a beijou de novo, com um pouco de força, deixando os lábios dela quase inchados.

Ela arfou e deu um tapinha leve nele. — Arthur Magalhães, você é um cachorro por acaso?

O homem deu uma lambidinha carinhosa no canto da boca dela. — Sim, sou um cachorro. Se não fosse, como teria "nascido" o Ferrabrás?

Yasmin: “...”

Arthur continuou: — Você não deveria ter aceitado o meu pedido tão rápido. Assim eles saberiam o quanto eu tive que me esforçar para te conquistar.

Yasmin achou graça da expressão de descontentamento dele e inclinou-se para beijá-lo por iniciativa própria, até que a linha rígida dos lábios dele voltasse a ficar macia.

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— Mas eu queria estar com você. O que os outros pensam não importa; a vida é nossa. Se eu demorasse um dia a mais para aceitar, seria um dia a menos que estaríamos juntos, um beijo a menos, um carinho a menos... Eu não quero perder meus próprios benefícios por causa da opinião alheia.

O homem finalmente sorriu de novo. Ele olhou para Yasmin com os olhos brilhando intensamente.

— Então vamos nos beijar de novo. — Ele se aproximou, murmurando: — Para compensar os beijos que faltaram nos dias anteriores.

Yasmin: “...”

Quando os dois finalmente terminaram a brincadeira e saíram do quarto, a mansão já estava quase vazia.

Os funcionários limpavam o salão, Ferrabrás roía um osso alegremente e, lá fora, a lua estava alta, iluminando o jardim com uma luz prateada e fria, acompanhada pelo canto ocasional dos grilos.

Arthur levou Yasmin para casa.

Perto da casa dela, houve um pequeno engarrafamento, então ele dispensou o motorista e seguiu a pé com Yasmin, de mãos dadas, caminhando calmamente.

Yasmin usava o paletó de Arthur sobre os ombros, envolvida pelo perfume característico dele. Sua mão estava bem guardada na palma da mão dele; nem o frio mais cortante do outono conseguia atingi-la.

O cheiro de castanhas assadas invadiu suas narinas e, quando deu por si, tinha um saco de castanhas quentes nas mãos.

Por um instante, ela pareceu voltar àquele sonho: uma rua parecida, rostos de estranhos mudando constantemente, mas a única coisa imutável era a pessoa ao seu lado.

A diferença era que, na época, eles tinham trocado de corpos e ela era criticada como um "aproveitador". Agora, caminhavam de mãos dadas abertamente, sob olhares de admiração e inveja.

Yasmin subitamente riu.

Arthur olhou para ela. — Do que está rindo?

— De nada. Só senti, de repente, que a vida assim é muito boa.

Arthur também sorriu. — É muito boa mesmo.

Eles viram uma senhora idosa vendendo ervas medicinais chinesas na calçada perto do prédio de Yasmin.

Yasmin se abaixou e pegou um fruto redondo e seco. — Você sabe o que é isso?

Arthur olhou e disse, incerto: — Uma laranja?

— Não.

Yasmin explicou: — “A laranja que nasce ao sul do Rio Huai é laranja; a que nasce ao norte é

Zhi

”. Isto é um

Zhi

, ou seja, uma cidra selvagem. É amarga e adstringente, não serve para comer. A única utilidade é virar remédio.

— Na verdade, meu nome não era este no início. Mas tive uma febre alta aos três anos e um vidente disse que eu teria uma provação na vida. Nomes muito bons trazem destinos frágeis, então mudaram para Yasmin (Zhi). O

Zhi

não serve para ser uma grande madeira de construção, mas, felizmente, vive de forma pacífica e feliz.

O homem ao lado dela disse à senhora: — Boa noite, eu vou levar todas essas cidras.

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— Ei... — Yasmin interpelou. — O que você está fazendo? Comprar isso não serve para nada.

Arthur disse: — Eu quero comprar.

Yasmin riu da atitude infantil dele.

O homem carregava o saco de cidras secas e ia chamar um táxi, mas Yasmin o segurou.

— Eu descobri uma coisa divertida, quer subir para ver?

Yasmin acomodou o homem no sofá e foi ao quarto buscar o romance que encontrara dias atrás.

Arthur o pegou e, de primeira, sentiu os olhos arderem com a capa colorida e espalhafatosa. Então, leu as letras garrafais no título:

“Paixão de uma Noite: Mulher, para onde você pensa que vai fugir?”

Arthur: “...”

Yasmin riu até não poder mais. — Ha ha ha ha! Não é familiar? Se não fosse por aquele sonho, eu nem saberia que já li um livro desses.

Arthur folheou casualmente; a quantidade de vezes que a palavra "Mulher" aparecia era altíssima, lembrando-o a cada segundo de quão vergonhosas eram as frases que ele dissera.

Ele fechou o livro, tentando fingir que não o vira, e suspirou. — Você me convidou para subir só para ver isso?

— E o que mais seria? — Yasmin piscou, inocente.

Arthur olhou para ela em silêncio.

Yasmin riu. — Sr. Arthur, o senhor não é nada puro, hein?

Arthur disse sem expressão: — Srta. Yasmin, já que é assim, eu vou embora.

Ele dizia que ia embora, mas não fez o menor movimento para se levantar.

Yasmin olhou para ele, sem dizer nada, como um convite silencioso.

O rosto sério do homem finalmente cedeu a um sorriso impotente. Ele estendeu as mãos, segurou a cintura dela e, com um movimento firme, a levantou para sentar em seu colo.

O efeito do álcool ainda não passara, e a respiração quente atingia o rosto dela.

— Quer que eu seja o vilão da história? Hum?

Yasmin encolheu o pescoço e riu: — Quem disse que você é o vilão? Eu apenas te chamei para ler um romance.

— É mesmo?

Arthur, num tom preguiçoso, pegou o livro que jogara de lado, folheou e começou a ler em voz alta:

— “Bernardo imprensou o queixo de Cristal, seu olhar afiado percorreu o rosto dela até pousar em seus lábios úmidos. Instantaneamente, seu olhar tornou-se profundo.”

Ele fez uma pausa, com a voz grave e sedutora:

— “Mulher, você está tentando me seduzir com esse jeito? Admito, seu joguinho de fazer-se de difícil funcionou.”

Ele sorriu levemente.

— “Você acendeu o fogo, agora você é quem deve apagá-lo.”

— “Enquanto dizia isso, ele inclinou-se para beijar a mulher sob seu corpo, sua...”

Yasmin tapou a boca dele com a mão. — Chega, chega... se continuar lendo, a história vai ser censurada.

O brilho de riso nos olhos de Arthur intensificou-se. — Na verdade, eu não me importo de ser esse "vilão".

Yasmin olhou para ele. — E como você pretende ser vilão?

Os dedos longos dele pressionaram o canto da boca dela. — Me dê um beijo e eu te conto.

Lá fora, a lua começava a descer no horizonte, e o canto dos grilos já havia cessado. A luz do luar, como água, atravessava o vidro e inundava aquele pequeno espaço com uma ternura líquida.

No sofá, as silhuetas se entrelaçavam. Alguém acabou derrubando o livro no chão; o vento virou as páginas até a última.

No final da história, Bernardo deu a Cristal um casamento grandioso.

Mas na realidade, eles se beijavam sob o luar do outono, dando as boas-vindas ao seu primeiro inverno juntos e a —

Todos os outros anos que viriam.

[FIM DE TODA A HISTÓRIA]

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