localização atual: Novela Mágica Moderno Renascendo das Cinzas: O Amor Falso do General Capítulo 8 (Final)

《Renascendo das Cinzas: O Amor Falso do General》Capítulo 8 (Final)

Ricardo ficou completamente paralisado. Seus lábios tremiam e o brilho arrogante que costumava carregar nos olhos desapareceu, dando lugar a uma expressão de dor profunda enquanto ele baixava a cabeça.

"Eu não queria... te condenar. Eu só queria que você me entendesse um pouco..."

"Não consigo entender."

Balancei a cabeça negativamente, com um tom de voz melancólico e desolado. "Nesta vida, eu nunca vou conseguir te entender."

"Ricardo, se você realmente sente algum arrependimento, então nunca mais ouse me procurar."

Ele ergueu a cabeça bruscamente, com os olhos vermelhos e lacrimejantes fixos em mim, os lábios movendo-se sem emitir som algum.

Não dei atenção; dei as costas e saí dali.

As imagens das câmeras de segurança do hospital foram recuperadas, provando que Vivi tinha humilhado e agredido minha mãe no leito de morte.

Ficou comprovado que o óbito teve relação direta com a conduta dela.

Vivi entrou em pânico. Quando me viu novamente, ela se jogou ao chão, chorando e implorando, fingindo um remorso profundo.

Mas eu não era boba; não conseguia esquecer o sorriso de satisfação no canto da boca dela enquanto minha mãe era levada às pressas pela emergência.

Naquele momento, ela tinha dito: "Morra de uma vez". Eu nunca esqueceria aquilo.

"Estela, eu te imploro! Eu sou tão jovem... se eu for para a cadeia, minha vida acaba! Eu me ajoelho para você, eu peço perdão para a sua mãe! Você é tão boa, você vai me perdoar, não vai?"

Ela soluçava convulsivamente, batendo a testa contra o chão com força.

Mas eu não permitiria que ela desse mais um passo sequer perto da minha mãe; deixá-la chorar diante do túmulo dela seria apenas sujar aquele solo sagrado.

"Estela, eu deixo o Ricardo para você! Eu não vou mais ficar com ele, só me deixa ir... eu juro que não quero ser presa, por favor..."

Ao ouvir o nome de Ricardo, senti uma pontada de náusea. Quem ainda se importava com ele?

Além do mais, Ricardo já não dava a mínima para ela. Desde que Vivi fora levada pela polícia militar, ele não apareceu nem uma única vez para vê-la.

Ele já tinha se enjoado dela, assim como fez com todas as outras que vieram antes; ela era apenas mais um descarte.

"Reflita sobre os seus atos na prisão militar. Quando sair, tente ser uma pessoa de verdade e pare de destruir a vida dos outros."

O rosto de Vivi ficou pálido como cera. Ela me encarou com ódio, mordendo o lábio até sangrar, antes de explodir em um grito de fúria:

"Sua desgraçada! Você vai pagar por isso! Você acabou com a minha vida, eu nunca vou te perdoar, nem que eu morra!"

Os guardas deram ordens de silêncio com firmeza, e a voz dela foi sumindo aos poucos, transformando-se em um choro impotente. Sem qualquer emoção no peito, deixei o presídio militar.

Ricardo estava parado no portão, obviamente me esperando. Nestes últimos dias, ele vinha me seguindo como uma sombra persistente. Franzi o cenho e comecei a caminhar na direção oposta.

"Estela, eu preciso falar com você. O lugar onde você queria se casar... eu mantenho o aluguel pago até hoje. Se você decidir voltar, eu estarei lá esperando."

"Eu não peço que me perdoe agora, mas eu entendo que passei do limite no passado. Se nos casarmos, eu juro que não haverá mais ninguém. Sobre o que aconteceu na época da escola... eu já te pedi desculpas. Eu te amo de verdade, Estela. Eu te amo desde a primeira vez que te vi."

Ouvir a palavra "amor" vinda da boca de um agressor era algo simplesmente repugnante. Parei meus passos de repente. Ricardo teve um brilho de esperança nos olhos, achando que eu tinha mudado de ideia.

No segundo seguinte, uma caminhonete de aplicativo parou na minha frente. Meu transporte tinha chegado. O rosto de Ricardo se transformou em uma súplica silenciosa. Ele sabia que eu estava deixando o distrito militar para sempre.

Lágrimas começaram a brotar em seus olhos e seu tom de voz era de um desespero que eu nunca vira antes: "Estela... por que você não pode me dar uma chance?"

Eu já tinha dado chances antes.

Mas tudo o que recebi em troca foram sucessivas traições. E, por fim, a morte. Eu já tinha pago um preço alto demais por esse erro.

O veículo arrancou rapidamente. Abri a janela, deixando que o vento carregado com o perfume das flores me envolvesse suavemente.

A primavera chegou e tudo está começando a melhorar. Eu também vou começar a minha nova vida, aqui mesmo, nesta primavera.

FIM 

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