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《O Marido Que Eu Criei》Capítulo 11

A Jami ficou de mãos na cintura, como se os xingamentos de antes não tivessem sido suficientes, e me lançou um olhar cheio de raiva:

"Rafael, entra logo. Não vai deixar a Muriel esperando."

Rafael largou os presentes no hall de entrada, apertou minha mão com força e o rosto fechou de vez.

"Já que a senhora não nos quer aqui, eu levo a Lara embora."

"Uma coisa só: se gosta da Muriel, case você mesma. Não conto comigo."

"E já que tô falando, a senhora e a Muriel são mais parecidas do que parece. Duas de um feitio só, azedas do mesmo jeito."

A Jami explodiu.

"Ah, ah, você teve coragem de me falar assim um dia, você me mata de raiva, me mata de raiva."

"Criei você com tanto sacrifício, tanto sofrimento, e ainda choro, e ainda você... que desgraça de filho eu fui ter, que por causa de uma qualquer fala assim com a própria mãe."

"Sou muito infeliz nessa vida."

Rafael parecia já conhecer cada jogada da Jami de cor. Sem dizer uma palavra foi me puxar pra ir embora, mas eu não quis.

Agarrei a manga da camisa dele e balancei a cabeça.

"Espera."

Olhei pra Jami com um sorriso tranquilo:

"Senhora, que tal receber uma visita primeiro, antes de continuar contando como foi tanta dedicação pra criar o Rafael todos esses anos?"

A Jami ergueu os olhos, que não tinham uma lágrima de verdade, sem entender o que eu quis dizer.

No segundo seguinte, a porta rangeu e se abriu.

Uma mulher de casaco de pele entrou.

No instante em que a Jami viu o rosto de Dona Vera, a cor saiu do rosto dela de vez.

Os dedos tremeram apontando na direção de Dona Vera.

Sem conseguir completar meia frase.

Dona Vera olhou pra Jami e sorriu.

"Por que, de repente ficou sem palavras? Roubou meu filho, e agora conta pra mim como foi esse tanto de sacrifício pra criar meu filho. Fala. Pode falar."

Muriel correu e foi logo proteger a Jami:

"E você, quem é? Com que direito fala assim com minha madrinha?"

Dona Vera não perdeu tempo e deu uma bofetada.

Muriel ficou completamente atordoada.

"Adulto falando, criança não se mete. Suma daqui."

Rafael, ao ver o rosto de Dona Vera, ficou sem acreditar no que via.

Aproveitei na hora e tirei o relatório da bolsa.

"Rafael, eu não escondi de propósito. A verdade é que você não é filho dela. Foi ela que te levou, pra deixar o filho dela viver bem numa família com dinheiro."

Rafael não olhou pro relatório. Ficou olhando fixo pra Dona Vera.

O Rafael tinha herdado completamente a beleza dela. Não precisava de nenhum papel pra provar nada.

"Você é... minha mãe?" A voz do Rafael saiu rouca.

Dona Vera ficou tensa. Com cuidado, os olhos já vermelhos, foi se aproximando.

"Rafa, eu sei que é difícil de aceitar de uma vez. Posso te dar tempo, sem pressa."

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Rafael baixou os olhos e apertou minha mão.

Falei logo:

"Dona Vera, o reencontro pode esperar. Vamos resolver as outras coisas primeiro."

Ao ouvir isso, Dona Vera deu uma olhada na Jami atrás, depois examinou o apartamento minúsculo de sala e quarto.

"Nunca usei minha posição pra pressionar ninguém."

"Mas Lara, você acha que precisa da minha ajuda aqui?"

Dei uma palmadinha de aprovação pra ela em silêncio.

Na vida anterior foi exatamente assim.

Dona Vera expulsou o filho falso de casa e cortou o emprego da Jami. O filho, acostumado com a vida boa de antes, não conseguiu aceitar a queda. Passou a descontar a raiva em cima da Jami o tempo todo, batendo e gritando.

Como se quisesse apagar a existência dela do mundo. No fim, acabou matando a Jami sem querer.

Foi preso, e sem precisar que Dona Vera fizesse nada, a conta chegou sozinha pra ele.

Nessa vida, esse desfecho provavelmente não ia ser diferente.

A Jami caiu em si e se jogou de joelhos na nossa frente, agarrando as calças do Rafael.

"Filho, filho, eu sou sua mãe. Te criei tantos anos, sem mim você teria morrido."

"Me ajuda, pelo amor de Deus. Fala por mim, pede misericórdia."

Rafael provavelmente nunca tinha sentido muito apego pela Jami. Puxou as calças de volta, deu uma risada fria.

"Sem você, eu teria ficado bem."

"O que você deve aos outros, vai lá e paga."

Dito isso, Rafael me puxou e foi embora.

Sem nenhuma intenção de se envolver no que vinha depois.

Mas conhecendo a Dona Vera do jeito que eu a conhecia, qualquer um que tivesse machucado o Rafael, fosse a Jami ou a Muriel, ela ia cobrar por tudo.

Minha futura sogra não era de brincadeira.

Saímos do sobrado. Com cuidado, perguntei:

"Rafael, você quer voltar pra família Vian?"

Rafael parou por um instante, e então continuou caminhando do meu lado pelo caminho de pedrinhas.

"Não sei."

"Lara. Mais do que voltar pra uma família, o que eu quero é construir um lar com você."

Abaixei os olhos, um calor subindo no rosto.

Ai, que situação, plena luz do dia, que vergonha boa.

(fim)

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