localização atual: Novela Mágica Moderno A Traição Mais Longa: Sete Anos de Mentiras Capítulo 7 (Final)

《A Traição Mais Longa: Sete Anos de Mentiras》Capítulo 7 (Final)

Reencontrei Henrique no portão do hospital do distrito militar.

Ele parecia ter definhado; os olhos estavam encovados e a farda, outrora imponente, agora parecia folgada demais em seu corpo.

Eu não tinha nada a dizer, apenas dei as costas e comecei a caminhar.

Mas Henrique parecia outra pessoa.

Ele me seguiu de perto, baixando a cabeça e pedindo perdão de forma humilde, algo que nunca imaginei ver.

"Eu mandei a Beatriz e o menino embora. Eles nunca mais vão aparecer na nossa frente".

"Já conversei com a minha mãe também. Helô... por favor, vamos para casa".

Ouvir Henrique falar em "ir para casa" me pareceu uma piada de mau gosto.

"Ir para casa? Henrique, nós não temos mais uma casa".

Há sete anos eu avisei: se houvesse uma próxima vez, eu jamais olharia para trás.

E agora, eu realmente não tinha mais energia para gastar com ele.

"Eu sei que errei. Mas a nossa estrutura ainda está lá, não precisamos nos divorciar".

Cada palavra que ele dizia me lembrava das promessas de antigamente.

Mas promessas não são feitas justamente para serem quebradas?

Não respondi e continuei andando.

De repente, ele correu para o meio da avenida e parou ali, imóvel entre os carros.

"Eu juro pela minha vida, nunca mais haverá uma próxima vez!"

Desta vez, meu coração não fraquejou como antes.

Não corri para tirá-lo de lá. Apenas observei, indiferente, enquanto ele arriscava a vida no asfalto.

Foi só quando um carro passou raspando por ele que Henrique, com o rosto pálido de choque, recuou para a calçada.

"O período de reflexão acabou. Vamos ao cartório", eu disse, soltando um suspiro de alívio com uma calma absoluta.

Quando a certidão de divórcio finalmente foi entregue em minhas mãos, Henrique me fez uma última pergunta:

"Se eu não tivesse obrigado você a tirar o bebê... você teria me perdoado?"

Antes que eu pudesse responder, ele continuou, apressado:

"Na verdade, aquela criança teria problemas se nascesse. Apareceu nos exames pré-natais, mas eu nunca te contei..."

"Não", eu o interrompi.

"Teria sido o mesmo, com ou sem o bebê".

"No momento em que você escolheu proteger a Beatriz e o filho dela, tudo entre nós morreu".

Guardei o documento na bolsa e segui meu caminho.

Sem olhar para trás, nem por um segundo.

FIM 

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