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Mas MaoMao tem latas não comidas. Prometeu ração para gatos de rua.
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MaoMao quer ficar com a mamãe.
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Mas MaoMao dói.
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"MaoMao, calma. A irmã é veterinária. Trata. Não deixa acontecer nada." Letícia acalmou.
MaoMao bateu na parede, sem ferida externa. Costelas ou órgãos.
Seus dedos tocaram, duas costelas quebradas.
Órgãos, não dava para tocar. Precisava de raio-X. A clínica ficava a uma hora. MaoMao mal.
"Sistema, pare de dormir."
[Sistema de Animais online. Como posso ajudar?]
O sistema podia escanear. Máquina móvel.
Se não fosse urgente, não usaria.
"Escaneie MaoMao."
[Escaneado. Duas costelas quebradas, órgãos deslocados, sangramento, pata deslocada, vitalidade 30%.]
Costelas não matavam.
Órgãos e sangramento matavam. Sem cirurgia, morreria.
"Sistema, o catálogo tem remédio para prolongar."
[Tem. Caro. Pontos insuficientes.]
"Há outro jeito? Empréstimo?" Letícia pediu.
[Solicitei empréstimo. Pague depois com missões.]
[Mas o remédio dura doze horas. Se não operar, ou falhar, sem jeito.]
Voz mecânica.
Letícia concordou. "Entendi."
[Remédio enviado.]
Com medo de suspeita, Letícia tirou do bolso.
"Tem analgésico?" Letícia perguntou, vendo MaoMao.
[O remédio tem analgésico.]
Confirmando, Letícia deu. "MaoMao, engula. Não doerá. A irmã salva."
MaoMao pegou. Remédio do sistema era bom, sem gosto, dissolvia com saliva.
A Sra. Zhang, solta, correu. "MaoMao, como está?"
"MaoMao, não aconteça nada. Culpa da mamãe." Lágrimas caíram.
Letícia cobriu MaoMao. "Sra. Zhang, grave, mas sem risco."
Explicando, passou, foi até César. "Irmão César, volto à clínica."
Ele entendeu. "É afastado. Perigoso. Douglas leva."
Letícia não recusou.
Difícil pegar táxi. MaoMao tinha doze horas.
Antes de entrar, olhou para o rajado e pardais. "Querem vir?"
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Divertido?
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Este gato não vai. Tem subordinados.
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"Tem coisas interessantes. Comida, casa, liberdade." Letícia falou aos pardais.
Depois ao rajado: "Pergunte aos seus. Se não quiserem adoção, abrigo. Podem ficar juntos. Volto depois."
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Bom.
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O pardal gosta daqui.
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"Levo comida depois." Rejeitada, não ficou brava. Respeitava.
Entrou, no caminho ligou para Ana, para ajudar. A cirurgia era longa, perigosa. Duas, mais rápido.
A Sra. Zhang ficou com a polícia.
Chegando, agradeceu a Douglas, subiu.
Ana já preparara a sala.
A cirurgia durou quatro horas. Sucesso.
MaoMao salvo. Repouso.
Saindo, tarde. Letícia não comera, fez cirurgia, faminta.
"Ana, com fome?" Letícia, no sofá, olhando apps. Doze horas, lojas fechadas.
"Jantei, não com fome." Ana foi ver os animais.
Com a fama, a clínica melhorou. Muitos vinham, até de bairros próximos.
Pais trabalhavam, deixavam animais internados. Tratados, avisavam.
À noite, veterinários e tratadores revezavam.
"Ana, quer sopa?" Letícia chamou.
"Pequena." Ana respondeu.
Letícia pediu, ia ver MaoMao.
A anestesia não passara.
Andando, a porta abriu. Um casal entrou, o homem com um Labrador gigante.
"Doutora, doutora..." A mulher gritou.