Douglas percebeu, soltou. "Senhorita Letícia, desculpe. Empolguei."
"Sem problemas." Letícia escondeu as mãos.
Para aliviar, Douglas falou: "Que animais? Cães policiais chamariam atenção."
Letícia olhou como "sabia", depois para os pardais.
Eram pequenos, conheciam a área. Pássaros não chamariam atenção.
Letícia acenou. "Podem ajudar?"
Os pardais voaram. Letícia deu grãos. Antes, pensara nisso.
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Que ajuda?
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"Ajudem a ver dentro. Só vejam onde têm humanos."
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Fácil.
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"Mas cuidado. Eles são maus. Se virem humanos, deem voltas. Se tiverem espingarda, três voltas."
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O pardal vai.
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Os pardais comeram, voaram.
César pegou os binóculos.
Douglas trouxe mais, deu a Letícia.
Pegando, Letícia não viu os pardais, mas MaoMao correndo.
"MaoMao!" Letícia tirou os binóculos, olhou. MaoMao fora.
Havia poucos gatos. MaoMao entrou, perigoso.
Letícia ansiosa, mas não se moveu. Se fosse, se exporia.
César e Douglas olhavam os pardais. Letícia olhou MaoMao.
MaoMao, entrando, não foi direto, foi até a van, pulou pela janela.
Os vidros eram escuros. De longe, não via.
Letícia preocupada. Acariciou a gata. "Vá trazer MaoMao. Cuidado."
A gata era de rua, hábil.
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Irmã, pode confiar.
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A gata sumiu. O rajado seguiu.
Pelos binóculos, Letícia viu os três conversando.
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Carro tem cheiro da mamãe. Humanos levaram.
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Se vierem, humanos fogem de carro.
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Quebremos.
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Três gatos quebram?
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O rajado foi debaixo.
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Este gato sabe. Corta fios, carro não anda.
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Uau, como sabe?
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Este gato já viveu em oficina.
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Os três foram debaixo.
Saindo, MaoMao e o rajado sujos de óleo. A gata, preta, não mostrava.
Antes que reagissem, um homem saiu. Pela cintura, algo.
O homem olhou. César abaixou Letícia, deixando os binóculos.
O homem deu uma volta, abriu a porta, viu os gatos. "Gatos de rua! Sumam!"
Tentou chutar. O rajado desviou, rosnou, fugiu com os outros.
Vendo voltar, Letícia relaxou.
Quando chegaram, Letícia acariciou MaoMao. "MaoMao, me assustou. Não faça mais."
MaoMao, de rabo baixo.
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O Miau quebrou o carro. Humanos não fogem.
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Letícia não soube ralhar. "Bom, mas não faça."
MaoMao concordou.
César marcou os locais. Cinco sequestradores, dois com espingardas, outros com pistolas.
A Sra. Zhang estava no segundo andar, dois guardas. Um na escada, dois no primeiro.
Bem guardada.
Resgatar sem confronto era difícil.
Os animais ajudaram até aí.
Os pardais voltaram, comeram.
César olhou o mapa, franziu a testa.
Douglas sugeriu: "Pela frente, veem. Por trás?"
"Sala dos funcionários?"
Douglas concordou.
"Pensei. Mas não sei se conecta. Se sim, atacamos de ambos os lados." César pensou.
Antes que perguntasse, Letícia perguntou aos pardais. "A fábrica tem conexão? Humanos atrás?"