Só Li Qin não conseguiria.
Letícia, na cadeira, olhou para MaoMao. "Irmão César, tenho uma sugestão. MaoMao seguiu o carro, perdeu. Se levar para onde perdeu, talvez tenha pistas, ou reduza a área."
Com o sequestro, muitos estavam ocupados.
"Certo, vou com você." César pegou as chaves.
Com os animais, seria mais rápido.
"Irmão César, espere. Não posso levar todos. Perigoso."
Não garantia protegê-los.
A gata reagiu primeiro.
Irmã, o Miau vai.
A raposinha também.
A coruja conta.
Ouvindo, Letícia ficou emocionada.
Mas recusou. "Você vale mais. Se te roubarem? E você, asa machucada, não voa. Fiquem aqui. A irmã volta rápido."
Acariciou cada um.
Antes que falasse, César disse: "Há um lugar bom. Vamos."
Letícia não imaginou: o escritório do diretor.
O que era isso?
Letícia olhou para César, mas ele ignorou. "Diretor Song, levo Letícia. Os animais ficam aqui."
O Diretor Song queria recrutar Letícia, mas ela tinha negócio.
Desistiu.
"Claro, cuido."
"Tenho sorte. Nunca vi raposinha e coruja. Vá, eu cuido. Diga o que comem." O Diretor Song sorriu.
A coruja tentou voar para a planta, mas a asa atrapalhou. Quase caiu. Letícia a pegou, colocou na mesa. "Comportem-se. Senão, banho."
Comportados.
Comportados, nada. Quando forem, a coruja dorme na árvore.
Letícia apertou a testa. Coruja rebelde. Queria mandar para o órgão ambiental.
Olhou para a árvore da sorte, desejou sorte.
Depois, olhou para o Diretor Song. "Não são exigentes. Carne crua."
"Obrigada."
"E, Diretor Song, cuidado com a árvore." Letícia lembrou.
"O que há?"
"A coruja quer dormir nela."
"Não é problema. Durma. Não maltrato animal protegido. A raposinha também." O Diretor Song riu.
A raposinha não gosta de árvore, prefere areia.
"Obrigada." Letícia agradeceu.
"Nada. Eu que agradeço. César, proteja." O Diretor Song pediu.
Queria recrutar. Visitou o pai de Letícia, mas ele disse respeitar a vontade.
Um diretor, diante de talento nacional, nada.
Acomodando os animais, Letícia saiu com MaoMao. Antes de entrar, foi ao mercado, comprou carne, grãos.
Vendo, César perguntou: "Por que tanto?"
"Precisa." Letícia respondeu.
Olhou para MaoMao. "Para onde?"
Colocou MaoMao na janela, com almofada.
Esquerda.
MaoMao seguiu, voltou, foi à delegacia. Inteligente.
"Irmão César, esquerda, devagar." Letícia pediu.
César dirigiu.
Ouvindo barulho, Letícia olhou para trás.
Com a ação, silêncio. Nos bancos, só a carne.
Irmã não viu.
Não vira, mas os pensamentos revelaram.
Que se camuflava era a gata.
"Já vi, saia." Letícia falou cansada.
César, pelo espelho, viu a gata sair, pular no colo de Letícia.
A gata se esfregou.
O Miau vai com a irmã.
Letícia a pegou. "Como saiu?"
O Miau pulou da janela, entrou no carro.
A raposinha e a coruja burra queriam, mas a raposinha teve medo, não pulou.
A coruja não voa, só o Miau veio.
Ainda bem. Senão, o Diretor Song ficaria louco.
Gatos de rua pulam. Letícia apertou sua orelha. "Pular alto é perigoso. Pode machucar. Não faça, senão a irmã ignora."
Não pula.
Irmã, não ignore.
Ameaça funcionava.
Já veio, não dava para voltar. Gata de rua era corajosa.