Depois, desinfetou, passou pomada.
A ferida era grave. Se não enfaixasse, a coruja bicaria. As penas atrapalhavam.
"Vou tirar algumas penas, enfaixar. Depois, crescem."
"Sem penas, voo afetado. Mas machucada, mesmo com penas, voo afetado."
A coruja revirou os olhos.
'
Sem penas, não voa, estraga a beleza.
'
'
Se não tirar, estraga a vida?
'
Ouvindo, Letícia decidiu. "Chega. Vida primeiro. Tiro, depois crescem."
Rapidamente, tirou penas, enfaixou.
Para não incomodar, a bandagem era leve.
"Pronto. Gostou?" Letícia mexeu sua cabeça.
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Não gosto.
'
'
Feio. Estraga a beleza.
'
'
Não dá para se esfregar.
'
Letícia, achando bonito, ficou desapontada. "Achei bonito. Fiz laço."
"Com a ferida, não se esfregue."
'
Gosto humano ruim. Laço mais feio.
'
De novo desapontada.
Antes que consolasse, a coruja falou: '
Humana entende. Aquele gato burro procura essa humana?
'
A coruja pensou.
Letícia perguntou: "Que gato? Me procura?"
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Não sei.
'
'
Gato burro dá comida a outros, pede para achar humana que entende. Disse que um gato cego falou.
'
'
Gato burro ainda procura o gato cego.
'
Letícia confusa.
Quem? Gato cego?
Talvez o gato turco de Qin Yu. Heterocromia parecia cego.
"Como sabe?" Letícia perguntou.
'
Atrapalhou o sono da coruja.
'
Um gato tão desesperado, algo aconteceu. Até pediu ajuda.
Letícia tocou seu bico. "Lembra onde ouviu?"
'
A coruja tem boa memória.
'
A coruja inflou o peito, mas a bandagem atrapalhava.
"Pode me levar?" Letícia complementou: "Comida extra."
'
A coruja é do tipo que faz por comida?
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Sim.
"Troco de roupa." Acordou, assustada, tratou a coruja, não trocou.
Rapidamente, trocou, lavou o rosto, pegou pão, bolsos com sachês, lata, grãos.
A coruja, sem voar, foi ao ombro.
Antes de sair, a raposinha e a gata correram, bloquearam.
'
Irmã, a raposinha vai!
'
'
O Miau também!
'
"Lá fora é perigoso. Fiquem." Letícia agachou-se, acariciou.
"O Miau protege."
'
O pássaro fedorento vai, por que a raposinha não?
'
Letícia apertou a testa. Parecia crianças.
"Tudo bem, vão." Letícia pegou a gata no outro ombro, a raposinha no colo.
Antes de sair, avisou ao mordomo, para não pensarem que fugiu.
Saindo assim, carros paravam, olhavam.
"Que legal, papai, quero!" Um menino em um carro apontou.
O homem deu um tapinha. "Quer o quê? Matou o gato. Deixe os animais."
Mandou dirigir.
Letícia não viu.
Seguindo a coruja, foi ao parque.
Era horário de trabalho, poucos idosos.
Vendo Letícia, tiraram fotos, postaram.
Com a fama, viralizou.
[Se gatos e cachorros, pode ser combinação. Mas coruja é protegida. Não combinaria.]
[Errei? Pode criar coruja?]
[Com bandagem, deve ser resgate. A não ser que queira cadeia.]
[Só eu vi a raposinha? Fofa. Como criar?]
[Se for rico.]
[Como faço meu bicho obedecer?]
'
Esquerda.
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Seguindo, foi onde alimentavam animais. No pavilhão, viu um conhecido.
Vestido casual, não pálido, boné, sem máscara. Talvez pensando que não viriam.
O parque era seguro. Dificilmente entrariam.
"Sr. Qin, o que faz aqui?"
Ouvindo, Qin Yu levantou-se. Vendo Letícia, relaxou. "Tuanzi achou a namorada. Trouxe para casa. É uma tricolor linda."