localização atual: Novela Mágica Fantasia Romance Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras CAPÍTULO 54: A Gata Queria que Ela Fosse Presa

《Coração Selvagem: Ouvindo a Voz das Feras》CAPÍTULO 54: A Gata Queria que Ela Fosse Presa

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As câmeras do quintal tinham visão noturna ruim. Via-se a gata trazendo algo, mas não o quê.

"Querida, o que trouxe?"

'

Irmã é fraca. O Miau trouxe caça.

'

Com o pensamento, Letícia viu uma corujinha no tapete, olhando.

A coruja, ao vê-la, gritou, bateu as asas, tentou fugir, sem sucesso.

'

Aaah, humana, não se aproxime!

'

'

Dói!

'

'

A coruja não voa! Será comida?

'

A coruja, sem voar, recuou pulando.

Seus olhos estavam desconfiados.

Letícia notou sangue na asa.

Ela olhou para a coruja e a gata. Não sabia se chorar ou se emocionar.

Emocionar-se pela gata caçar.

Mas era animal protegido. Como meio dona, poderia ir para a cadeia.

A gata, percebendo, miou.

'

Não foi o Miau.

'

'

Ele se machucou. O Miau passou, trouxe.

'

Letícia saiu da cama, descalça. A raposinha e a gata, como guardiãs, pularam, seguiram.

A coruja, vendo, recuou, até o canto. Tentou voar, desistiu.

'

A coruja finge de morta? Humanos não comem.

'

Antes que fingisse, Letícia falou: "Não precisa. Não como."

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A coruja acredita?

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"Juro. Mas a asa está machucada. Enfaixo." Letícia estendeu a mão.

A coruja quis bicar, mas sentindo o cheiro, parou.

'

Cheiro bom.

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Vendo, Letícia continuou: "Se não tratar, inflama, pode não voar."

Não era mentira.

Com calor, feridas inflamam. Animais curam, mas se grave, precisa ajuda.

'

Assusta a coruja.

'

'

A coruja não deixa tocar. Humanos mentem.

'

"Não minto. Se não falar, concorda." Letícia tocou sua cabeça, desceu, pegou o kit, cortou carne, trouxe.

Dividiu: carne crua para a raposinha e coruja, cozida para a gata.

Vendo, a coruja, com fome, olhou.

"Pode comer. Não tem remédio. Não quero cadeia." Letícia empurrou.

A coruja percebeu que Letícia entendia.

Moveu-se, comeu. Vendo que nada acontecia, comeu mais.

Acabando, Letícia a pegou.

A coruja se debateu. "Pare, pode piorar."

Letícia deu carne cozida.

A coruja, comendo, tentou debater, desistiu.

Letícia abriu as penas, viu ferida com lascas. Deve ter batido em galho.

O galho perfurou, ela puxou, caiu, a gata achou.

Com calor, mesmo curando, com lascas, inflamaria.

Acariciou a cabeça. "Querida, trato. Tem lascas, preciso limpar. Dói um pouco, depois anestesia. É seguro."

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Pode.

'

Para o vovô, o kit era completo.

A coruja era pequena, pouca anestesia. "Querida, vou injetar. Não se mexa."

'

A coruja se mexe?

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A coruja não tem medo.

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Ow!

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Dói!

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Ai, choque!

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Letícia jogou a seringa. "Não é choque. Anestesia. Dura umas horas."

Enquanto agia, deu carne.

Apesar da asa dormente, a coruja comeu.

A gata e a raposinha se aproximaram. Letícia acariciou a orelha. "Não pegue esse pássaro."

'

Não peguei. Achei.

'

Letícia apertou a testa. Realmente.

"Bom, não pegue. Se achar machucado, traga."

"E não precisa caçar."

'

Irmã não gosta de pássaro. O Miau pega rato.

'

Ouvindo, Letícia impediu. "Pare! Não precisa. Não traga pássaro, rato, nada."

Com medo de esquecer, e a gata trazer coisas.

Quem acordaria com isso?

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Tudo bem.

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Letícia tocou a ferida. "Dói?"

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Não.

'

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Dormente.

'

"Que bom." Pegou a pinça, limpou as lascas.

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