Raposinhas do deserto comem roedores e porcos-espinho por falta de opção. Domésticas podem comer outras carnes. Cozinhar é melhor.
Maltratada, não podia comer muito de uma vez.
Letícia cortou um pouco.
Colocou o prato e a raposinha na mesa, pegou a gata. "Fiz carne para você e os filhotes."
Gatos de rua comem de tudo.
Domésticos, menos carne crua. Bactérias.
Miau!
'
Bom.
'
Letícia viu a gata olhando a carne.
Como convidada, mesmo com vontade, não roubava.
Letícia deu um peixinho seco.
A gata, em seu colo, mastigou.
A raposinha, sentindo, cheirou. "Quer?"
Letícia deu outro. "Comeu pouco, não pode muito. Pequenas refeições."
A raposinha pegou.
O peixe seco era duro. Servia para roer. Mastigou devagar.
Após expor Tia Zhang, a raposinha se apegou. Ficava no colo ou ombro, seguindo.
Um enfeite vivo.
Quando a carne esfriou, misturou com ração, deu à gata e filhotes.
A raposinha pulou, quis comer. Letícia impediu. "Já comeu carne. Não mais."
"Dou desidratado." Letícia pegou-a, foi até a prateleira, abriu um pacote, deu.
Era pequeno, não enchia.
À noite, ficou na villa.
Após o jantar, só ela e os animais.
Leonardo e o vovô trabalhavam. Os pais, um no laboratório, outro fora, raramente juntos. Jantaram, saíram.
Letícia, no sofá, viu mensagens. A gata a seus pés, a raposinha em seu colo.
Com a fama, muitos perguntavam sobre adoção. Alguns só por fama.
Não eram sinceros. Talvez no início tratassem bem, mas depois...
Filtrando, ficou tarde. Letícia tirou os animais.
A raposinha dormia. Colocou no sofá. A gata, ao ser colocada, abriu os olhos. "Durma. Eu vou."
A gata esfregou-se em seus dedos, dormiu.
Letícia subiu, dormiu.
Acordando, sol brilhante. A cortina voava, luz entrava.
"Estranho, fechei a janela."
'
A raposinha abriu.
'
Olhando, a raposinha a seus pés.
Abriu, não a acordou, ficou quieta. Ao vê-la acordar, aproximou-se.
Letícia pegou. "Como abriu?"
Ela estava no terceiro andar. Janela deslizante. Animais teriam dificuldade.
A raposinha, orgulhosa: '
Irmã não é esperta. A raposinha subiu pela árvore. Difícil. A gata preta ajudou, subiu pelo cano.
'
"E a janela?" Letícia perguntou.
'
Com a gata. A raposinha puxou, a gata ajudou.
'
Sem câmeras na estufa, mas em outros lugares.
Pela descrição, não tinha ideia. Pegou o celular, viu as câmeras, acelerou, achou.
Pelo vídeo, a gata subiu, depois a raposinha, quase caindo. A gata a pegou.
Raposinhas não sobem em árvores. Primeira vez.
Como se tornaram amigas?
Talvez para vê-la.
A árvore ia até a varanda do segundo andar.
Chegando, andaram pelo telhado, até a janela. Conversaram, a raposinha subiu pelo cano, a gata atrás.
Gatos de rua tinham habilidades.
Onde difícil, a gata empurrava.
Com ajuda, a raposinha chegou.
Pelo vídeo, a raposinha puxou, a gata mordeu, abriram uma fresta, depois arranharam.
"Muito perigoso. Dentes e patas, tudo bem?" Letícia examinou.
Os dentes da gata estavam bem.
Apertou as orelhas. "Não façam de novo. Tiveram sorte. Se caíssem?"
"Deixo a porta aberta. Entrem pela porta."
Educando, viu o vídeo continuar. A gata saiu, voltou com algo.