Roubo era pequeno, caráter ruim era grande.
Quem tinha caráter ruim, cedo ou tarde causaria problemas.
Ouvindo, Tia Zhang ficou nervosa, olhos inquietos, mãos agarrando a roupa.
"Tio Zhao, há câmeras na estufa?" Letícia perguntou.
Sem prova, só sua palavra, Tia Zhang não admitiria.
O mordomo parou, mandou mensagem. "Moça, havia câmeras. Para monitorar. Mas Orelha Amarela não gostava, arrancava em dois dias."
"Sempre assim. Talvez queria privacidade. O vovô, achando seguro, não colocou mais."
"Assim, não há como verificar."
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O que é câmera?
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A raposinha, pequena, confusa.
Cresceu no deserto, depois veio. Não conhecia.
Talvez achou que era brinquedo.
Letícia explicou: "É uma coisa redonda, luz vermelha. Humanos veem o que faz. Se maltratada, vêem."
O mordomo e Tia Zhang olharam estranho.
Como conversava com a raposinha? Entenderia?
A raposinha revirou os olhos.
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Não foi a raposinha.
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Foi a má que arrancou.
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A coisa brilhante colocada, à noite a má veio, arrancou, colocou com a raposinha, enterrou.
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Arrancou várias vezes.
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À noite, não vinha só. Trouxe gente, a raposinha teve pesadelos.
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A má trouxe gente para carimbar a pata.
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A má disse que a pata vale, vender.
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Não vão vender, né?
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Pensando, a raposinha enterrou a pata.
Letícia olhou fria. "Você não só desviou, como arrancou as câmeras, culpou a raposinha."
Tia Zhang olhou chocada. Nem o mordomo sabia. Como sabia?
Negou. "Não fui. Foi a raposinha. Moça, não acuse."
"Acusei? Arrancou, trouxe gente à noite."
"Não. Tio Zhao, a segurança é boa. Como entraria?" Tia Zhang negou, mas nervosa.
"Se entrou, verifique as câmeras. Tio Zhao, vá ao síndico."
"Trouxe gente para carimbar a pata, vender. Disse que valia." Letícia falou calma.
Tia Zhang balançou a cabeça. "Não."
Letícia levantou a pata, viu tinta. "Tia Zhang, foi descuidada. Não limpou."
Tia Zhang calou.
Na época, com medo, limpou rápido.
Pensou que o vovô não veria. A areia esconderia.
Não imaginou.
O mordomo foi rápido, trouxe as imagens.
Mostravam Tia Zhang com um homem de boné. Sem câmeras em toda parte, não se viu onde foi.
Ficou tempo, saiu com coisas. Vendeu a comida.
Não só desviou, como explorou.
"É meu marido. Veio me ver." Tia Zhang tentou.
Letícia riu friamente. "Veio vazio, saiu com coisas. Tia Zhang, trabalha há tempo. O vovô foi bom, aumentou salário. Alimentar era seu trabalho, mas por bondade, aumentou."
"E você retribuiu roubando, maltratando."
"Irmão, chame a polícia." Letícia olhou para Leonardo.
Ouvindo, Tia Zhang ajoelhou-se. "Moça, não! Devolvo!"
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Má! A raposinha não quer ver!
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Roubou, comeu na frente. A raposinha morde!
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A raposinha, vendo, mordeu a mão.
Letícia ouviu, não impediu.
A vingança era dela. Sofreu tanto.
Tia Zhang maltratou, uma mordida era pouco.
A raposinha mordeu com força, dentes na carne. Tia Zhang gritou. A raposinha soltou, voltou ao colo.
Tia Zhang segurou a mão sangrando.
"Tio Zhao, traga remédio."
"Tia Zhang, não implore. Fizemos o possível." Letícia saiu.
O mordomo trouxe remédio, ficou com Tia Zhang, esperando a polícia.
Letícia lavou a boca da raposinha. Sangue podia carregar coisas.
O vovô soube, não comentou.
Letícia foi à cozinha, cortou carne para a raposinha.
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Atualizações constantes~
Mais conteúdo emocionante no próximo capítulo!